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Destino de Átila está entre DEM e PP


Átila Lira: diante de fortes divergências com direção nacional do PSB, deputado deve mudar para DEM ou PP

 

O deputado Átila Lira (PSB) deverá mesmo mudar de partido em curto prazo. Perguntado sobre o tema, ele diz que primeiro vai esperar o fim da eleição presidencial. Depois Átila pretende ter uma conversa franca com a direção nacional do PSB, para avaliar a possibilidade de continuar na sigla. Essa possibilidade é cada vez mais remota, tantas são as diferenças entre o parlamentar e o comando socialista. Assim, a saída é o horizonte provável.

As diferenças entre Átila Lira e a direção do partido são antigas e ganharam mais força depois de votações referenciais na atual legislatura, como o impeachment de Dilma Rousseff e as duas denúncias contra Michel Temer. O deputado e o comando do partido tinham divergências profundas, o que também se verificou na discussão de reformas debatidas no Congresso, como a Trabalhista e a da Previdência.

De fato, os dois não falam a mesma língua. Átila admite isso publicamente. As diferenças estão mais presentes no caso dos temas econômicos: o deputado se assume como liberal e acusa a direção do PSB de viver na fase pré-revolução russa. Mas Ele não quer deixar a sigla sem uma discussão aberta e franca. E tal conversa deve acontecer já nos primeiros dias de novembro.

No início deste ano, Átila esteve com um pé no DEM: iria para a sigla em companhia de Heráclito Fortes. Permaneceu no PSB para atender um apelo do ex-governador Wilson Martins. Mas agora a convivência está mais difícil e a porta de saída está à vista. Ocorre que, para não perder o mandato, essa mudança tem que acordada com o PSB.

Esse tipo de acordo já ocorreu com o próprio Heráclito, que recebeu autorização do partido para mudar de sigla. Dessa forma, pode fazer a mudança sem colocar em risco o mandato. É o caminho que Átila deve seguir.
 

PP leva vantagem sobre DEM

Átila Lira tem acenos de diversos partidos. Mas os dois acenos que balançam o coração do parlamentar são o DEM e o PP. Com um detalhe: o PP leva alguma vantagem, sobretudo por dois aspectos. Primeiro, pelo fato de Ciro Nogueira, um senador piauiense com quem o deputado tem ótima relação, ser o presidente da sigla. Segundo, porque Átila vê mais perspectivas para seu grupo dentro do PP.

O cálculo é de sobrevivência política. O PP está bem estruturado no Estado e com força para buscar voos maiores nas próximas eleições. Isso tudo agrada a qualquer político. E Átila sabe o que pode acontecer quando se refugia em uma sigla sem grande fôlego e poucas lideranças. Nessas condições, quase não se reelege este ano.

Olhando para 2020, não quer passar pelo mesmo aperreio, seja ele mesmo buscando um novo mandato ou Átila Filho buscando o primeiro.