Cidadeverde.com

Bancada do Nordeste terá desafio extra com Bolsonaro


Deputado Júlio César: preocupado com a renovação dos incentivos para investimentos na região Nordeste

 

As bancadas do Norte e Nordeste terão um trabalho extra neste final de ano, tanto junto ao governo que está terminando como em relação ao governo de Jair Bolsonaro, que começa em janeiro. O problema é que uma série de incentivos que beneficiam investidores das regiões Norte e Nordeste caduca no dia 31 de dezembro. Se não forem renovados, os investidores perdem as vantagem competitiva.

O símbolo desse benefício é a Zona Franca de Manaus, que simplesmente não existiria se não fossem os generosos incentivos bancados sobretudo pelo Governo Federal. Situação semelhante alcança diversos segmentos de investidores no Nordeste. O deputado Júlio César (PSD-PI) – coordenador da Bancada do Nordeste no Congresso – diz que a desoneração fiscal é fundamental para dar competitividade às empresas da região e combater as desigualdades regionais.

A Confederação Nacional da Indústria dá suporte ao movimento, já que o setor é o grande beneficiado por esses incentivos. A CNI esteve presente em reunião de representantes da bancada do Nordeste e do Norte com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A preocupação é fazer que a renovação dos incentivos seja votada pelo Congresso antes do início do recesso. "Esses incentivos vencem no dia 31 de dezembro, e temos que nos antecipar. O Nordeste a cada ano perde uma parcela do que tinha para incentivar a região e diminuir a desigualdades regionais que têm com o Brasil. O Nordeste tem menos da metade da renda per capta da média da população brasileira", explica o deputado Júlio César.

O deputado ressalta que estruturas como Dnocs, Sudene, Finor estão perdendo os incentivos e praticamente estão se acabando. "Queremos manter esses incentivos para investimentos dentro do Nordeste pelo menos por mais cinco anos, para que as empresas queiram investir e gerar empregos na nossa região", ressaltou.

O problema é que a votação exige conversações com o governo atual e, sobretudo, com o que assume em janeiro, que é quem vai pagar a conta. A diretriz econômica de Jair Bolsonaro é ser o mais liberal possível, o que significa uma posição contrária à concessão de incentivos. Daí, a bancada do Nordeste terá uma desafio a mais neste final de ano: mostrar para a equipe de Bolsonaro que a renovação desse benefício é importante nao só para o Nordeste, mas para todo o país.