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Piauí tem 3 entre deputados que mais receberam de partidos

O estado do Piauí tem três entre os 25 deputados que mais receberam recursos de seus partidos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base nas prestações de contas apresentadas oficialmente pelos 7.792 nomes que disputaram uma vaga na Câmara dos Deputados. Os campeões de doações partidárias, aqui no Piauí, são todos do Progressistas: Maia Filho, Iracema Portela e Margarete Coelho, nessa ordem.

Segundo dados do TSE, o primeiro da lista piauiense, Maia Filho, está entre os cinco que mais receberam recursos partidários no país: na quinta posição, ele aparece com aporte partidário da ordem de 2.443.280,50. Ele recebeu R$ 39 mil a mais que Iracema Portella, que vem a ser a mulher do presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira. Iracema aparece na oitava posição no ranking nacional, ao receber exatos R$ 2.404.000,00. Já Margarete Coelho é 25ª colocada entre todos os que disputaram, Brasil afora, uma vaga na Câmara. Ela recebeu R$ 2,3 milhões do PP.

Vale lembrar, o financiamento das eleições deste ano se deu por recurso próprio dos candidatos ou repasses de um Fundo Eleitoral formado por dinheiro público e controlado pelos partidos, responsáveis por sua distribuição entre os candidatos. Dos 7.792 que buscaram uma vaga na Câmara Federal, 5.423 receberam algum valor dos partidos. No total, o dinheiro repassado para esses candidatos passou de R$ 1 bilhão, em doações que foram de simbólicos R$ 11,66 até R$ 2,5 milhões, o limite estabelecido pela lei, no caso da disputa à Câmara.

Portanto, os três campeões locais de repasses do Fundo Eleitoral através dos partidos estiveram bem próximos do teto estabelecido pela lei. Dos três, dois foram eleitos – Iracema e Margarete. O outro, Mainha, ficou na terceira suplência de sua coligação.

Do 'top ten', cinco não se elegem

O entendimento geral na política brasileira é que dinheiro é crucial para o êxito eleitoral. Mas não basta. Em um sistema em que a regra é todo candidato investir muito nas campanhas, é preciso mais. Os dados do TSE mostram que dos dez que mais receberam recursos através dos partidos, cinco se elegeram e outros cinco perderam. Entre os 30 que mais receberam, só 16 se elegeram. 

Mas é bom não desprezar a grana. Ainda conforme os dados do TSE, a maior parte dos eleitos teve recursos dos partidos: as siglas repassaram R$ 429 milhões para 451 eleitos. Somente 62 deputados federais (correspondentes a 12% da nova Câmara) não receberam recursos dos partidos. Um terço deles surfaram na onda Bolsonaro: o PSL elegeu 22 desse grupo sem aporte partidário. E a maioria dos “sem grana do partido” (49 dos 62) nunca exerceu um mandato na Câmara dos Deputados.

Detalhe adicional: entre os 30 concorrentes que mais receberam, 18 são mulheres. Entre elas as piauienses Iracema e Margarete.