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Em 8 anos, Black Friday dobra de tamanho e quer ser 2º Natal


Black Friday em Teresina: vendas dobram de tamando em apenas oito anos, animam comércio e fortalecem a data 

 

A data está há apenas oito anos no calendário do comércio brasileiro, mas a Black Friday já quase dobrou de tamanho e agora quer se transformar em uma espécie de segundo Natal para os consumidores e lojistas. No faturamento bruto, ela ainda ocupa a quinta posição, atrás de datas como Natal, Dias das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais. Mas já está à frente, por exemplo, do Dia dos Namorados e da Páscoa.

A Black Friday é uma data do calendário de consumo dos Estados Unidos que se espalhou pelo mundo. Inicialmente estava centrada nos eletrônicos e nas vendas por internet. As transações online seguem com importante força, mas a Black Friday cada vez mais está nas ruas, no comércio físico.

Vale lembrar, quando começou em 2010, nem se falava em crise. Naquele ano, a data deu uma injeção de R$ 1,88 bilhões nos caixas dos lojistas. Mas nem a crise que veio em seguida fez a Black Friday perder força. Este ano a projeção inicial apontava para cerca de R$ 3,30 bilhões em vendas. Quem viu o movimento dos últimos dias, aposta que esse número será superado. No caso das vendas virtuais, até sexta-feira à noite elas bateram no patamar de R$ 1,8 bi – valor que crescerá, já que muitas promoções persistem até este domingo.

A expectativa é que a data ganhe ainda mais relevância nos próximos anos. E aí é que os lojistas apostam nesse “segundo Natal” ou em um Natal compridíssimo, que começaria em novembro e terminaria na última semana de dezembro. O empenho é tão grande que em muitas cidades pequenos lojistas se uniram promovendo eventos culturais – com shows e feirinhas de comida – para chamar o cliente. E o cliente foi.

Vale notar dois movimentos contrários: a Black Friday ganha as lojas físicas e o Natal cresce também no universo virtual. Cabe apontar outra diferença: o Natal é a data do presente especial. A Black Friday, do preço especial.
 

Nordeste compra R$ 200 milhões online

Os números ainda não estão fechados, mas os primeiros dados apontam para um crescimento de vendas na Black Friday acima dos 10%. No caso do comércio eletrônico, pode ser superior a 15%, em relação ao ano passado. Até a noite de sexta-feira, as transações online já chegavam a R$ 1,88 bi. Devem passar de R$ 2 bi. Nesse bolo, o Nordeste responde por R$ 200 milhões.

Segundo dados da ClearSale, empresa de tecnologia focada no combate à fraude no e-comerce, foram feitas até sexta-feira à noite mais de 2,5 milhões de pedidos. O valor médio ficou em R$ 752,00. No Nordeste, o tíquete médio nas compras online ficou acima da média nacional: R$ 832,00, com um volume total de vendas de exatos R$ 198,504 milhões até às 21h da sexta-feira.