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Índice de Confiança pode ser a ‘virada’ na crise econômica


Índice de Confiança: determinante para investidores e consumidores... e para a retomada economia  (FOTO: Governo Federal/Divulgação)

 

Os analistas que olham para o desempenho da economia olham com especial atenção para um fator: o índice de confiança. É uma medição que nem chega a ser nova e que tem um bocado de psicológico, mas com efeitos bem concretos. Tanto o investidor quanto o consumidor leva em conta essa sensação, que diz muito do que pode ou não ser feito no presidente e no futuro.

Pois, no presente momento da vida do país, os analistas olham com muita atenção para os índices de confiança tanto do empresariado quanto do consumidor. Esse índice pode ser determinante para a virada na economia, para superação de uma crise que já dura mais de 4 anos.

O IBRE – Instituto Brasileiro de Economia, ligado à FGV – faz a medição regular desse índice. Quando se olha o gráfico dos últimos 8 anos, o que se enxerga é uma profunda derrapagem na confiança do empresariado desde 2010, culminando com uma avassaladora desconfiança em 2015, quando já se instalara também a crise política que terminou no impeachment de Dilma Roussef, no ano seguinte. No caso dos consumidores, a descrença vem desde 2012.

A posse de Michel Temer até resgatou parte da confiança nos dois cenários, recuperação que estancou por conta das seguidas crises políticas, em especial a impulsionada pela delação da JBS. As eleições deste ano deixaram em suspenso consumidores e empresários. Agora, com Jair Bolsonaro deixando evidente qual é sua política econômica, pode ser que os índices se restabeleçam. Ou pelo menos é o que o mercado espera.

A percepção dos analistas econômicos é que a confiança é mais importante que olhar cotação de dólar ou movimentação na bolsa – até porque ambos são sintomas, não causa. Se restabelecida, a confiança será capaz de dar novo impulso nos negócios. E também nas compras. Porque esse índice diz basicamente uma coisa: diz o quanto as pessoas – seja investidor ou consumidor – estão acreditando no amanhã. E se essa crença é positiva, o empresário investe e o cidadão comum compra. Dá-se a "virada" que todos esperam.

Sem confiança, tudo fica para depois. Inclusive (e sobretudo) a retomada da economia.