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Diplomação encerra oficialmente eleição, que foi bem tranquila


Sebastião Martins: diplomação encerra oficialmente o processo eleitoral e desembargador deixa comando do TRE

 

A diplomação dos eleitos nas últimas eleições acontece nesta segunda-feira. É, formalmente, o encerramento do processo eleitoral: os diplomados são, de fato, oficializados como eleitos, após análise por exemplo, da prestação de contas. O que se pode dizer é que o pleito deste ano foi um dos mais tranquilos das últimas décadas, sobretudo na perspectiva da Justiça Eleitoral.

O que de mais anormal ocorreu foi mesmo no âmbito político, em uma campanha que viu mudanças importantes na lista de candidatos. O senador Elmano Ferrer (que teve três partidos apenas este ano e agora está no Podemos), por exemplo, começou candidato, deixou de ser e voltou a postar-se como concorrente ao governo do Estado. João Vicente Claudino era para ser e não foi. Dr. Pessoa (SD) não se decidia sobre o cargo que disputaria e passou meses lançando pontes. Quando todos achavam que disputaria o Senado, decidiu concorrer ao Karnak, viu sua pinguela quebrar e ficou sem mandato.

Houve até o caso do candidato com três companheiros disputando Senado – caso da chapa de Elmano, com o professor Paulo Henrique fincando pé e por fim firmando-se o terceiro concorrente. E houve, claro, a montagem da chapa governista: Wellington Dias (PT) deixou as especulações correrem soltas, empurrou com barriga até onde pode e, em uma reviravolta daquelas, tirou do bolso sua vice, a colega Regina Souza.

Foi muita mudança: mudou-se, mudou-se e mudou-se para tudo ficar mais ou menos como estava.

Justiça precisou sair da zona de conforto
A tudo a Justiça Eleitoral assistia de camarote. Nada disso dizia respeito a ela. Só saiu da zona de conforto em dois momentos: no afastamento do presidente do TRE, desembargador Paes Landim, colocado sob suspeição pelo fato de um irmão disputar uma vaga na Câmara dos Deputados; e na votação no primeiro turno, quando Dr. Pessoa disse ter votado em si e apareceu a indicação de voto nulo. Ele questionava as urnas.

Nas duas situações, o desembargador Sebastião Martins mostrou a cara. No primeiro caso, como vice do TRE: assumiu as rédeas do processo eleitoral, que encerra-se nesta segunda. No outro caso, tomou providências imediatas para apurar os fatos. Mas em ambas situações saiu-se bem na fita. A condução da Corte eleitoral se deu sem problemas. E, no caso da votação de Dr. Pessoa, o vídeo feito na hora mostra que o candidato votou errado: colocou o 77 no espaço para presidente da Repúblicas – como não havia postulante com esse número, apareceu o nulo como resultado do voto. Ainda assim, o caso mereceu atenção do TSE.

TRE faz última reunião
A solenidade de diplomação, amanhã à noite, encerra todo o processo. E sem questionamentos significativos. Vale destacar que a Corte eleitoral trabalhou sem tréguas nesses últimos dias. Foram 423 processos de prestação de contas – oito candidatos não prestaram contas. Os procvessos aprovados, em sua grande maioria, receberam ressalvas, em geral coisas sem importância, os chamados pecados processuais. Apenas 10 tiveram as contas aprovadas sem ressalvas.

O TRE ainda deve ter hoje a última reunião antes da diplomação. Se por ventura restar alguma pendência, vota-se hoje. A partir de amanhã, o desembargador Paes Landim retoma o mando da Casa, já que a eleição estará oficialmente encerrada.