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Bolsonaro vai ter apoio da maior parte da bancada do Piauí


Deputada Rejane Dias: um dos quatro nomes certos do Piauí na oposição ao governo de Bolsonaro

 

A maior parte da Bancada do Piauí no Congresso deve dar apoio ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). Segundo alguns cálculos, Bolsonaro pode ter em sua base de apoio nove dos 13 piauienses com assento na Câmara e no Senado, aí incluindo o senador Ciro Nogueira (PP) e as deputadas progressistas Iracema Portella e Margarete Coelho. Antes, questiona-se sobre a possibilidade de Ciro ir para a oposição.

A aproximação se daria a partir de um apoio direto, sem a relação formal com os partidos. Historicamente, os presidentes da República buscavam apoio parlamentar através dos líderes partidários, que falavam em nome das bancadas e respondiam pelas indicações de cargos. Bolsonaro tenta fugir dessa tradição através da construção de relações com as bancadas temáticas (evangélicos, representantes rurais, bancada da segurança etc) e da relação direta com os parlamentares.

O modelo agrada à maioria dos políticos, mas ainda precisa mostrar ser realmente eficiente para a governabilidade. Seja como for, o novo governo espera ter maioria entre os representantes piauienses. Os nomes considerados realmente na oposição são os deputados petistas Assis Carvalho e Rejane Dias e o pedetista Flávio Nogueira. Fábio Abreu, do PR, tem demonstrado tendência à oposição ao governo Bolsonaro, mas seu partido é parte da base. Além disso, deverá se licenciar para assumir a Secretaria de Segurança.

Se Merlong Solano assumir a cadeira de Fábio Abreu, aí será um quarto oposicionista – quadro que se altera se Merlong for chamado a compor o secretário e ter como substituto o deputado Paes Landim (PTB). No Senado, a tendência é que Bolsonaro tenha o apoio de Ciro e Elmano Ferrer. Marcelo Castro (MDB) vem bradando contra o novo governo – mas muitos consideram que é um nome que pode se encaminhar para a base governista em pouco tempo.
 

Distribuição de cargos em troca de apoio

O governo Bolsonaro quer definir a distribuição dos cargos federais nos estados a partir de dois critérios: qualificação técnica e apoio parlamentar. Assim, os deputados e senadores teriam a possibilidade de indicar ocupantes para os quase 30 cargos no Piauí, mediante garantia de apoio ao governo no Congresso. Mas sempre lembrando que essa indicação teria que passar com uma viés técnico.

Bolsonaro não quer comprometer a imagem de “nova política” com nomes sem qualquer credencial para funções de gestão. E quer ter a certeza de que pode contar com apoio parlamentar. O governo vai precisar passar pelo congresso para aprovar medidas fundamentais, entre elas a Reforma da Previdência.

Sem apoio político nas duas casas legislativas, esses projetos podem simplesmente morrer no nascedouro.