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Júlia Beatriz está na disputa pelo comando da PM


Júlia Beatriz: crescem as especulações em torno da coronel para o comando da PM no novo governo de Wellington Dias

 

Em meio ao silêncio do governador Wellington Dias (PT), há pouca ou mesmo quase nenhuma certeza sobre a futura composição do secretariado do quarto mandato do petista. Aliás, algumas escolhas que eram dadas como certas perdem esse status e entram no campo da pura especulação. É o caso de Merlong Solano, antes apontado como secretário certo mas que passou a ser citado como ocupante de uma vaga de deputado federal.

Outro posto dado como certo era o comando da Polícia Militar, com a permanência do desenvolto e hábil coronel Lindomar Castilho. Nos últimos dias, no entanto, tem oficial até próximo do staff maior da corporação falando insistentemente em uma outra alternativa, que rivalizaria com Castilho: o da coronel Júlia Beatriz.

Vale lembrar, Júlio Beatriz já teve sua aventura política, ao se candidatar a vice-prefeita de Teresina em 2016, na chapa de Dr. Pessoa, então no PSD. Em 2018, no entanto, a coronel saiu da condição de candidata e recuou para o posto de cabo, cabo eleitoral. Ele se empenhou em pedir votos para Fábio Abreu, egresso da PM que buscava (e conseguiu) o segundo mandato de deputado federal.

Pontos fortes e debilidades

O empenho de Júlia Beatriz na campanha de Fábio Abreu é visto como um trunfo, agora às vésperas da escolha de um novo comandante da PM. Vale destacar, Fábio é um dos poucos nomes considerados certos no próximo mandato de Wellington Dias, ao lado de Rafael Fonteles (Fazenda) e Antônio Neto (Planejamento). A escolha do comandante da PM, portanto, deve ter o aval do deputado, ainda que outros nomes – como o coronel Carlos Augusto, eleito deputado estadual – tenham poder de voz junto ao governador.

A coronel tem que superar ainda dois obstáculos. O primeiro, algumas reações a seu nome dentro da própria corporação. O segundo, e talvez mais importância, a boa avaliação interna sobre o trabalho de Lindomar Castilho.

Secretariado só depois da Alepi e passos de Bolsonaro

O governador Wellington Dias está quase mudo: nem mesmo para os mais próximos auxiliares ele tem falado sobre a composição do secretariado de seu quarto mandato no Karnak. Ao contrário, tem dito que vai definir a composição lá para fevereiro ou março. São duas razões para essa demora.

Primeiro, Wellington quer esperar o que acontecerá na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Piauí. Depois, quer saber como serão os primeiros passos do governo Wellington Dias. Tudo isso deixa indefinido o tamanho da reforma que fará na estrutura de governo. Nesse aspecto há quase uma certeza: a maioria acredita que a reforma será quase nada.

Fora isso, há uma crença generalizada de que Wellington chamará um deputado federal para o Executivo – que deve ser mesmo o deputado Fábio Abreu. Além disso, deve chamar de cinco a sete deputados estaduais. Mas quanto a isso não há convicção entre os aliados.