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Distribuição de cargos federais depende de voto na Câmara


Átila Lira: esperando a eleição na Câmara para discutir com a bancada sobre cargos federais no Piauí  (FOTO: Câmara / Divulgação)

 

Há uma certa expectativa e até mesmo uma dose de ansiedade no mundo político a respeito da distribuição dos cargos federais no Piauí. Essa expectativa é especialmente intensa dentro da bancada federal. Mas o staff do governo Bolsonaro manda sinais indicando que a distribuição dos cargos terá como critério o comprometimento de cada parlamentar com as diretrizes programáticas do governo.

O primeiro medidor desse compromisso entrará em ação na sexta-feira da próxima semana, quando Senado e Câmara vão fazer a escolha de seus novos presidentes. O Planalto olha especialmente para a Câmara, onde um movimento capitaneado por PT, PSB e PSOL tenta emplacar uma alternativa à candidatura de Rodrigo Maia (DEM). Na avaliação do governo, Rodrigo é importante para garantir a agenda parlamentar sintonizada com as diretrizes do Planalto, especialmente no que diz respeito às reformas.

Os analistas palacianos acreditam que a vitória de um candidato ligado à oposição teria o efeito de prejudicar toda a pauta de reformas. Daí, o recado é claro: quem quiser ter espaço no governo terá que se comprometer com as teses governistas. E se quer estar sintonizado com essa tese, tem que começar pela eleição de Rodrigo Maia, um suporte importante para que as pautas reformistas prosperem.

Integrantes da bancada federal do Piauí têm provocado o coordenador da bancada, deputado Átila Lira (PSB). Mas a resposta de Átila é uma só: não tem sentido a bancada se reunir agora para tratar desse tema. Melhor é esperar a eleição na Câmara. A partir daí, dá para dizer quem é bem – e cada um procurar ser correspondido na medida do emprenho pelos interesses governistas.

Fábio Sérvio reafirma critério técnico

O presidente estadual do PSL, Fábio Sérvio, está em Brasília, de onde hoje cedo concedeu entrevista à Rádio Cidade Verde. Está acompanhando de perto a pressão por cargos no governo. E manda um recado: entende as pressões, mas observa que "os tempos são outros". Ele diz que pode até haver critério político, mas o fundamental será o viés técnico.

Fábio admite a dificuldade de conciliar os dois critérios, mas defende que o fator técnico seja preponderante, como determinou Jair Bolsonaro. No seu caso específico, lembra que indicou um nome para a presidência da Codevasf. Diz, no entanto, que se o indicado for outro “o mundo não vai acabar”. O presidente do PSL no Piauí acentua que o mais importante é o resultado produzido pela gestão pública, não quem esteja nos cargos.