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Bancada se reúne para discutir sobre cargos federais no Piauí


Margerete Coelho e Ciro Nogueira: possível apoio ao governo Bolsonaro deve garantir indicação de cargos federais no Estado

 

A bancada do Piauí no Congresso, ou pelo menos a parte que pretende manter sintonia com o governo Jair Bolsonarto (PSL) deve se reunir hoje à tarde, em Brasília. O tema central do encontro será a relação dos parlamentares piauienses com o governo federal, incluindo a definição de critérios para a ocupação de cargos federais no estado.

A expectativa é que Bolsonaro possa ter o apoio de nove dos 13 representantes do Piauí no Congresso. Essa lista incluiria até mesmo o deputado Flávio Nogueira (PDT), apesar de seu partido se posicionar como oposição ao governo central. Também é vista como certa a participação do senador Ciro Nogueira (PP), bem como das duas deputadas do partido: Iracema Portela e Margarete Coelho.

Os demais participantes do encontro devem ser os deputados Átila Lira (PSB), Júlio César (PSD), Marcos Aurélio Sampaio (MDB), Marina Santos (SD) e o senador Elmano Ferrer (SD). São os seguintes os quatro representantes do Piauí que devem se manter nas trincheiras da oposição: deputados federais Rejane Dias (PT), Assis Carvalho (PT), Fábio Abreu (PR) e o senador Marcelo Castro (MDB).
 

Planalto cobra critério técnico

No encontro desta quarta-feira, os parlamentares vão discutir os critérios de distribuição dos cargos. Há os critérios internos à bancada, como a proximidade do governo, votação e área de atuação de cada um, em afinidade com o cargo a ser preenchido. Há ainda os critérios que estão sendo transmitidos pelo próprio governo, como credencial técnica e a ficha dos potenciais indicados. O recado é mais ou menos assim: envolvimento com escândalos de corrupção vai ser critério de rejeição do nome indicado.

Em todo o Piauí, há cerca de 30 cargos federais de referência. Alguns têm processos próprios e autônomos, como a formação de lista tríplice para reitor das universidades. Nesse caso, não há indicação política. Há outros casos – como Embrapa e Conab – em que o indicado deve ser funcionário do órgão. E há os de indicação livre. Mesmo nesses casos, vai-se exigir o critério técnico.