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Bolsonaro pretende fundir Ibama e ICMBio


Natureza: função do ICMBio, de cuidar da biodiversidade, deverá ser integrada a uma nova unidade que terá ainda o Ibama  (FOTO: ICMBio)

 

Ainda com muita coisa por ser acretada na estrutura da administração federal, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) vai redefinindo o papel de alguns órgãos. E um velho temor dos ambientalistas deve se confirmar, com a fusão do Ibama e o ICMBio. Se concretizada, essa mudança deve gerar a economia de uns 300 cargos comissionados Brasil afora, mas também altera significativamente as ações no campo do meio ambiente.

Na estrutura do governo, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) cuida especialmente das licenças ambientais. Por isso mesmo é alvo dos ruralistas e do próprio Bolsonaro, que adotou o discurso de ataque à demora nos licenciamentos. Já o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) é responsável pela administração das unidades de conservação espalhadas pelo país.

No discurso governista, as políticas ambientais entravam o desenvolvimento. Esse tipo de fala deixa os ambientalistas de cabelos em pé. É também esse tipo de posicionamento que tem gerado importantes críticas ao novo governo, mundo afora. Mas o time de Bolsonaro não tem dado muitas bolas para as pressões e segue com as teses de campanha, aplaudidas pelos empreendedores rurais.

O próximo passo pode ser a concretização da fusão entre os dois órgãos. Vale lembrar, já depois de eleito o presidente criticou Ibama e ICMBio. “Não vou mais admitir o Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMbio. Essa festa vai acabar”, disse ele no início de dezembro.

Nos dois órgãos, o clima é de fim de festa. Mesmo!

Cargos: discussão sem conclusão

Os representantes do Piauí no Congresso bem que iniciaram uma discussão sobre os cargos federais no estado. Já têm até um indicativo do Palácio do Planalto sobre os critérios – onde o viés técnico será teoricamente determinante. Mas as definições não seguem muito além disso.

O governo ainda pretende fazer alterações na estrutura federal nos estados. A possibilidade de fusão entre Ibama e ICMBio é só uma entre várias possibilidades de mudança. Enquanto a estrutura não fica totalmente definida, a discussão se mantém em compasso de espera.

E as indicações para ocupação dos cargos terão que aguardar até que os próprios cargos fiquem definidos.