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MDB vai mudar estatuto para levar Ibaneis à presidência

Com lideranças de referência reduzidas, o MDB deve colocar nas mãos do governador do Distrito Federal a oresidência nacional da sigla. Mas para que isso ocorra, é preciso que o paryido faça alterações no seu estatuto. Como está hoje, o estatuto proíbe que governadores ocupem o comando partiário.

Em resposta à nota anterior da coluna – Ibaneis Rocha será o novo presidente do MDB –, um emebista histórico foi irônico: “Falta muita coisa, inclusive mudar o Estatuto. Governador não pode [ser presidente]”. De fato o Estatuto impede. Mas outro emedebista histórico fez um comentário que pode servir como contra-ataque: “Quando o MDB quer, tudo pode”, disse, observando que a alteração na “Consituição” do partido já está sendo desenhada.

A mudança deve ocorrer em “no máximo 90”, afirmou o segundo emedebista. “É para depois da Semana Santa”, informou, data em que deve ocorrer uma nova Convemção Nacional do partido. Se tudo ocorrer como deseja Ibaneis, até lá o estatuto estará modificado a tudo costurado para que o governador do DF assuma o comando do MDB.

Velhos caciques perdem força

Oas novos tempos do MDB mostram um partido com menos poder. Velhos caciques perderam êspaço e relevância. O exemplo mais eloquente é Romero Jucá, o predidente do partido e ex-superministro que ficou sem mandato. Na eleição para a presidência do Senado, a sigla ainda contribuiu para essa perda de protagonismo: apostou em Renan Calheiros, que foi derrotado. Hoje, restam poucos nomes de ressonância nacional.

Das estrelas emedebistas que ainda brilham no céu da política nacional está a senadora Simone Tebet. Ela perdeu para Renan Calheiros a indicação da bancada para a disputa pelo comando do Senado. Mas, com a derrota de Renan e o sofro de mudança, saiu fortalecida como uma das lideranças que contam na Câmara Altra. A outra estrela de céu emedebista é o próprio Ibaneis Rocha, que em outubro disputou sua primeiria eleição popular. E já de quebra levou o estratégico governo do Distrito Federal.

Agora Ibaneis quer mais: quer o comando do MDB. E tudo indica que terá.