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Evaldo e Marina ficam no SD, mas com apoio a Bolsonaro


Marina Santos: decisão de ingressar no Solideriedade, mas assegurando apoio ao governo Bolsonaro  (FOTO: Divulgação própria)

 

Amanhã à tarde, em Brasília, o deputado estadual Evaldo Gomes  e a deputada federal Marina Santos formalizam, em Brasília, o ingresso no Solidariedade (SD). O anúncio encerra a discussão sobre a possível ida do grupo político, que ainda tem filiação no PTC, para o PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro. Ontem, um debate entre as principais lideranças do grupo bateu o martelo: vai mesmo para o SD.

A discussão sobre a filiação de Evaldo e Marina no PSL começou, conforme fontes do PTC, com o convite feito em Brasília à deputada. A ida dela para o partido de Bolsonaro fortaleceria a sigla de apoio direto ao presidente. Mas o convite gerou reações no Piauí, a ponto do presidente do partido no Estado, Fábio Sérvio, dizer que sairia tão logo Evaldo se filiasse.

Marina e Evaldo chegaram a conversar com dirigentes nacionais do PSL. Mas decidiram ir mesmo para o SD, sigla com a qual têm conversado desde o final do ano passado. Agora a indefinição acaba. Evaldo estará nesta terça-feira em Brasília. Em companhia de Marina, ele estará na sede do partido no final da tarde, formalizando o ingresso no Solidariedade.

Marina dará ‘apoio total a Bolsonaro’

Não ingressar no partido de Jair Bolsonora está longe de representar o afastamento do governo federal. Ao contrário: segundo Evaldo Gomes, Marina dará “apoio incondicional” ao governo Bolsonaro. "Ela vai estar 100% com o governo Bolsopnaro", diz. Esse apoio vai incluir participação na administração, com a indicação para ocupantes de cargos federais.

Na semana passada, a bancada federal discutiu os critérios de ocupação desses Cargos. Marina não gostou e questionou os critérios, que incluíam até mesmo a participação de parlamentares de aberta crítica ao atual presidente, como o senador Marcelo Castro. Nessa questão, Marina parece já refletir um pensamento que é forte dentro do governo: não cabe espaço para quem não for efetivamente aliado.