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Sem receber, empresas deixam alunos sem transporte escolar


Gustavo Neiva: denúncia de paralisação das empresas de transporte escolar e deficiências nos hospitais  (FOTO: Alepi/Divulgação)

 

A maioria das empresas prestadoras do serviço de transporte escolar no interior do Estado não iniciou suas atividades com a retomada das aulas na rede pública de ensino. A denúncia é do deputado Gustavo Neiva (PSB), afirmando que os alunos de localidades mais distantes das escolas simplesmente estão sem condições de comparecimento às aulas.

Segundo o deputado, a decisão das empresas está ligada à falta de pagamentos de parcelas dos últimos meses do ano passado, que deveriam ser formalizados através da Secretaria de Educação. As empresas, conforme Gustavo Neiva, decidiram que só retomam as atividades após o pagamento de contas pendentes.

“Onde tem transporte escolar é em municípios onde convênios dão essa responsabilidade às prefeituras”, diz o parlamentar. Segundo ele, o caso das empresas de transporte escolar não é isolado. “O atraso de fornecedores é uma realidade do Piauí de hoje”, afirma ele, ressaltando que a área de saúde talvez apresente situação bem mais dramática.

Ele cita especificamente o caso do hospital de Floriano. Lá, a esterilização do material de uso dos funcionários está sendo feita em Barão de Grajaú, do outro lado do Rio Parnaíba, no Maranhão. Isso porque a autoclave – equipamento que faz a esterilização – do Hospital Tibério Nunes está quebrada. Ele diz ainda que há quase um ano a unidade de saúde não tem ambulância para atender à demanda da cidade.
 

Oposição sem força para um requerimento

O movimento da oposição na Assembleia Legislativa para discutir a situação da saúde pública do Estado, foi barrado pelos representantes do governo. Um requerimento do deputado Gustavo Neiva foi apresentado no plenário da Assembleia visando convocar o secretário Florentino Neto para explicar as condições da saúde. Mas os governistas derrubaram a iniciativa.

“A situação é crítica, caótica, desesperadora. Mesmo assim, o governo não quer nem mesmo discutir”, lamenta o deputado da oposição. Ele reconhece que, com 26 dos 30 deputados com assento na Assembleia, o poder do governo é o de um rolo compressor. Mas acredita que a discussão de uma área tão crucial para a população seria o mínimo a ser feito nesse momento.

“Infelizmente, falta vontade até mesmo para dialogar” – lamentou o deputado.