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Wilson Martins vai a Brasília definir futuro


Átila Lira e Wilson Martins: destino partidário pode começa a se definir na quarta-feira, em Brasília

 

O presidente estadual do PSB, ex-governador Wilson Martins, vai a Brasília nesta quarta-feira. Terá uma agenda extensa, e deve manter conversações que vão dizer qual seu futuro em termos de filiação partidária. Wilson tem boas relações com o PSB nacional, mas há sérias dificuldades para permanecer na sigla, já que as estratégias entre a direção em Brasília não coincidem com as do diretório estadual.

As diferenças entre a direção nacional e a estadual não são de hoje. Antes, elas eram explícitas no caso da representação do PSB piauiense no Congresso: eram três deputados – Átila Lira, Rodrigo Martins e Heráclito Fortes – todos numa linha que divergia da Executiva nacional. O resultado foi a saída de Heráclito ainda no final de 2017, e, agora, a desfiliação de Rodrigo Martins. A direção nacional é oposição a Bolsonaro e aliada do PT, o mesmo PT que tem Wilson e Rodrigo como oposição aqui no Estado.

Átila segue no partido, mas por obra e graça da legislação. Se dependesse exclusivamente de sua vontade, já teria mudado de partido. As opções de Átila são muitas: PP, DEM e PSDB. Também se falou na opção PSL, logo descartada. Ocorre que Átila diz e repete que a mudança de sigla será em comum acordo com Wilson e Rodrigo. Daí a viagem de Wilson, na próxima quarta, pode dar pistas mais concretas do destino do grupo.

As opções destacadas por Átila poderiam ser do agrado de Wilson. Mas o grupo avalia as vantagens e desvantagens de cada alternativa, inclusive a opção PSL:
PSL: apesar de ser, formalmente, o partido do presidente Jair Bolsonaro, não se enxerga tanta atenção do próprio Bolsonaro à sigla. Sobressai um ambiente convulso que não agrada ao grupo.
PP: Átila chegou a ter no PP sua atenção prioritária. Mas a sigla perdeu algo do protagonismo que tinha, nos cenários nacional e local. Além disso, a ida de Wilson para o partido comandado por Ciro Nogueira não é vista como natural.
PSDB: Átila e Wilson já estiveram lá. Não haveria problema de relação com Luciano Nunes e Marden Menezes, por exemplo. Mas há um problema chamado Firmino Filho, que mantém o controle do partido em Teresina e parece não ter interesse em fortalece a sigla. Muito pelo contrário.
DEM: Vai se desenhando a principal alternativa, pela relação de Átila com Rodrigo Maia (o presidente da Câmara e principal nome do partido), a boa relação com Heráclito Fortes e a possibilidade da sigla de tornar o centro de sustentação do governo Bolsonaro.

Todas essas possibilidades passam pela agenda de Wilson Martins, na quarta-feira. Mas é possível que ele retorne sem uma definição. O principal problema é a relação entre Átila e a direção nacional do PSB, que não estaria disposta a dar uma carta de alforria ao deputado.