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Reforma da Previdência sofre ataque até dentro do PSL

Foto Divulgação / Palácio do Planalto

Paulo Guedes: desafio de explicar a reforma da Previdência para congressistas que mostram forte reação à proposta

 

O ministro Paulo Guedes vai hoje à tarde à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para uma missão que deveria ser simples, mas que vai se mostrando cada vez mais complicada: explicar a reforma da Previdência. E a complicação surge de algo inusitado: as vozes mais desconcertantes em relação à reforma partem precisamente de nomes considerados aliados, aí incluindo o líder do PSL na casa, o deputado Delegado Waldir (GO).

O delegado Waldir foi quem na semana passada cobrou com veemência explicações sobre a proposta de reforma para os militares. Comparou a proposta a “um abacaxi” e disse que o governo deveria pelo menos dar “a faca” para que o Congresso descascasse o tal abacaxi. E pediu explicações convincentes – Paulo Guedes estará na CCJ para isso.

Ontem, o líder do partido do presidente Jair Bolsonaro voltou à carga: segundo ele, “nem o PSL está convencido da reforma”. De novo ele atacou a proposta relacionada aos militares. Tais reações mostram o tamanho do desafio do governo, onde a presença de Paulo Guedes na CCJ deve ser vista como um teste.

A expectativa é que a participação de Guedes gere interesse muito além dos membros da Comissão. Será também a oportunidade para que as vozes de oposição em geral se manifestem. E aí vai-se ver a força dos argumentos desses segmentos. Também vai-se ter uma ideia do tamanho do compromisso dos mais diversos segmentos com a proposta de reforma.