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Rodrigo se afasta do governo, mas não da reforma

Foto divulgação / Câmara dos Deputados

Rodrigo Maia: um tanto afastado do governo, mas sem abandonar o compromisso com a reforma da Previdência

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) já avisou: não vai cair na esparrela de apostar em pautas-bombas que minem o caminho da reforma da Previdência. A decisão é um banho de água fria nas estratégias da oposição, de não dar asas à tramitação da reforma. O descontentamento do presidente da Câmara com membros do governo animava os oposicionistas, que viam aí a possibilidade de "melar" a reforma.

Rodrigo, no entanto, se mantém – pelo menos por enquanto – um bocado afastado do governo. Mas não parece ter mudado o compromisso com a aprovação da reforma. Vale lembrar, com viés assumidamente liberal, o deputado tem a convicção da necessidade de uma reforma do sistema previdenciário como caminho para a modernização do país, o equilíbrio fiscal e a retomada do desenvolvimento.
 

Aprovação deve ficar para 2º semestre

A expectativa do governo e do mercado era que a reforma da Previdência estaria aprovada no Congresso até julho, com as votações na Câmara e no Senado. Hoje já se questiona se esse cronograma será cumprido pelo menos na Câmara.

Em meio às dúvidas – vale lembrar, até agora sequer um relator foi escolhido na CCJ –, o esforço vai ser para que essa etapa seja superada pelo menos na Câmara. Se não houver atropelos, a votação no Senado estaria programada para os meses de agosto e setembro.

Tudo para que as mudanças entrem em vigor em primeiro de janeiro de 2020.