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Começa semana crucial para futuro da reforma da Previdência

Foto Divulgação / Agência Brasil

Ministro Paulo Guedes: visita à CCJ, na quarta-feira, será demonstração de atenção do governo aos congressistas

 

Esta segunda-feira dá início a uma semana crucial para o futuro da reforma da Previdência. É quando começa para valer a tramitação da proposta apresentada pelo governo, que ainda estava na geladeira. Há dois fatos novos que devem indicar um novo ritmo. Primeiro, a escolha do relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça, tarefa sob responsabilidade do deputado Marcelo Freitas (PSL-MG). Segundo, a visita do ministro Paulo Guedes à CCJ, na quarta-feira.

Há quase um mês e meio no Congresso, a reforma ficou esperando o sinal verde dos parlamentares, desejosos de mais atenção do Palácio do Planalto. Inicialmente colocaram como condição a apresentação da reforma específica dos militares. Mesmo depois disso, ainda esperaram mais de uma semana para definição de um relator. E essa escolha só ocorreu depois de sinais mais claros de atenção.

Marcelo Freitas já começou a levar adiante seu papel. E tem até cronograma: esta semana ele e a CCJ ouvem o ministro Paulo Guedes. E na terça-feira da próxima semana ele já apresenta o relatório sobre a reforma. Aí vem a data seguinte, já anunciada pelo presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR): a votação na comissão será dia 17.

A ida de Guedes à CCJ, na quarta, não deve oferecer maiores argumentos no sentido de convencer os deputados a votarem contra ou a favor da reforma. Os argumentos serão os mesmos de outras ocasiões, já bem conhecidos. Será simplesmente uma demonstração de atenção. É quase tudo o que os parlamentares querem.

O complemento, claro, deve vir através da acomodação em cargos federais. É a atenção que faltava.
 

Um governador petista a favor da reforma

São duas vozes. De um lado, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann reclama que o governo “só pensa na reforma”. De outro, o governador da Bahia, Rui Costa, diz que a reforma não apenas é necessária como urgente. Costa fala como alguém que conhece bem a gestão pública, na condição de governador reeleito. Sabe onde o sapato aperta.

Mas o governador da Bahia é, pelo menos por enquanto, uma voz que traduz muito pouco da vontade do PT. No partido, predomina a vozes como a de Gleisi, que quer ver o governo Bolsonaro explodindo. Não que Rui Costa festeje o governo federal. Ao contrário: em entrevista a O Estado de S. Paulo, ele se diz “perplexo” com a falta de propostas de Bolsonaro. E diz que a desarticulação do Planalto não interessa a ninguém, nem à oposição.