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Robert Rios é cobiçado por partidos para disputa de 2020

Foto Divulgação / Assembleia Legislativa do Piauí

Robert Rios: encontro com lideranças partidárias para definição da filiação que terá nas eleições de 2020

 

O ex-deputado Robert Rios (DEM) vem tendo uma agenda movimentada nesses últimos dias, após retorno de viagem à Europa. São almoços e jantares com representantes de partidos que buscam a filiação de Robert com vistas às eleições de 2020 em Teresina. Ontem mesmo ele teve encontro com Firmino Filho (PSDB) e Georgiano Neto (PSD).

Mas o interesse em Robert não se limita a essas duas siglas. Também o MDB e o PSL já acenaram para o hoje membro do Democrata, que pretende ser candidato em 2020. O ex-deputado avalia as possibilidades partidárias tendo em conta as alternativas eleitorais. Em princípio, é candidato a vereador – mas não descartar a opção de uma disputa majoritária.

Vale lembrar, Robert Rios já disputou a prefeitura de Teresina em 2004, quando era filiado ao PCdoB. Naquele momento, ele fez aliança com o PSB e o PRTB. O PSB ofereceu o candidato a vice, que foi o ex-lide estudantil Messias Júnior. Para 2020, a opção mais provável é que venha a disputar uma vaga de vereador: a avaliação no mundo político é que tem potencial para se converter em um grande puxador de voto.
 

Saída do DEM é praticamente certa

O potencial de voto de Robert é um dos principais atrativos: no ano passado ele teve, como candidato ao Senado, uma votação de cerca de 110 mil votos em Teresina. Como puxador de voto em uma disputa de cadeira na Câmara Municipal, pode garantir uma boa bancada ao partido que estiver filiado, em uma eleição em que não admitirá as coligações proporcionais.

O assédio leva em conta ainda uma decisão que já estaria tomada: Robert não permanece no DEM, onde desembarcou em 2018 pelas mãos do então deputado Heráclito Fortes. Agora, Robert não consegue vislumbrar um projeto dentro do DEM, que tende a ficar sob o comando do deputado Átila. O problema é que Átila não tem prazo para assumir a sigla, já que precisa antes entrar em entendimento com seu atual partido, o PSB. Sem esse entendimento, Átila não muda de sigla, pois correria o risco de punição, inclusive com perda de mandato.