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Energia eólica já é segunda matriz energética do Brasil

Foto Divulgação / ENEEL

Energia Eólica: com Nordeste em destaque, produção de 15 megawatts torna essa matriz energética a segunda maior do país

 

A energia das hidroelétricas continua soberana no Brasil. Mas o crescimento de outras matrizes vem alterando significativamente o cenário energético nacional. Um atestado dessa mudança é o último balanço da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABBEólica) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel): em março, os ventos brasileiros – em especial os do Nordeste – possibilitaram quebrar um recorde, com produção superior a 15 gigawatts (GW) de energia elétrica, o que tornou o setor eólico na segunda matriz do país.

Percentualmente, essa produção corresponde a 9,2% da energia produzida no Brasil, superando aquela que vem das biomassas, hoje respondendo por 9%. Os números ainda são pequenos quando comparados com os 104,5 GW (ou 63,7% do total) da energia que vem das hidroelétricas. Mas os dados mostram a absurda evolução do setor eólico, em especial nos últimos cinco anos.

Desde 2013, setor cresceu 4,5 vezes
Em 2013, a produção de energia dos ventos somava 3.478,4 megawatts (MW). Os cálculos da ABEEólica apontam que esse número foi multiplicado por 4,5 vezes e fecha 2019 com uma potência instalada de 15.865 MW. O setor alimenta perspectivas bem animadoras: os investimentos em curso indicam que em 2023 a capacidade instalada será de 19.670,1 MW.

Para se ter uma ideia dessa evolução, serão quase 4.000 MW a mais em apenas quatro anos. Só a variação de 2019 até 2023 vai representar cerca de 18 vezes a produção da barragem de Boa Esperança.

Piauí é o 4º maior produtor do Nordeste
Quando o assunto é energia eólica, uma região de destaca, e com muita sobra: o Nordeste. Os três maiores produtores da energia dos ventos no país são daqui: Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará. O quarto intrometido na lista é o Rio Grande do Sul, e aí vem outro nordestino, o estado do Piauí – quinto no país e quarto na região. Somente Rio Grande do Norte e Bahia concentram mais da metade dos parques eólicos do Brasil: 304, em um universo de 601, segundo dados da AEEólica.

O Piauí tem 60 parques, representando uma potência produtiva de 1.638,1 megawatts. No caso do líder do setor, o Rio Grande do Norte, são 4.066,15 MW provenientes de 151 parques. A Bahia tem dois parques a mais, porém com capacidade produtiva um pouco menor: 3.934,99 MW. O terceiro, o Ceará, soma 2.045,45 MW distribuídos em 79 parques.