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Fim da Semana Santa: outra chance pro ano começar

Foto Divulgação / Câmara dos Deputados
Reunião na CCJ da Câmara: expectativa que a reforma da Previdência enfim seja votada logo depois da Semana Santa


No Brasil, o ano começa mesmo depois do carnaval. Pelo menos essa é a crença popular. Este ano, no entanto, a crença sofreu sério descrédito: a Semana Santa está acabando e o ano, em Brasília e nos Estados, parece que não começou. Para ser mais justo, talvez a gente possa dizer que começou preguiçosamente, com vontade de não começar, tanto na política como na economia.

Na política, o governo anda e desanda na formação da equipe – que já contabiliza dois ex-ministros. Também não se entende na constituição de uma base parlamentar que dê fôlego à tramitação de matérias delicadas, como a reforma da Previdência e a Reforma Fiscal, assim como o projeto anticrime.

Esse ritmo de espera não é exclusivo do Planalto Central. Aqui mesmo o governador ainda não constituiu a equipe de primeiro escalão, salvo em três postos com mudanças realizadas e mais uns dois cujos titulares devem permanecer. Até hoje não há certeza sequer se a Fundação de Saúde será mantida. A tendência é que permaneça, mas não se sabe ao certo com que formato.

Na economia, a euforia dos primeiros dias do ano foi substituída por impaciente espera. Sofre a bolsa (que sobe e cai) e o dólar (que cai e sobe). Assim, sofre o cidadão, que vê esses movimentos da especulação refletidos em seu bolso. Um exemplo: se o dólar sobe, o diesel e a gasolina ficam mais caros. Para completar, a reforma da Previdência, tão desejada pelos investidores, simplesmente não anda.

Há expectativa de que a reforma comece efetivamente a sair do lugar nesta terça-feira, com votação do relatório na CCJ. Pode ser: a Semana Santa acaba hoje. Em sendo assim, pode ser que o ano comece pra valer, tanto na política como na economia.
 

Segurança tem números menos terríveis

Pelo menos no setor de segurança o ano parece ter começado. E com números esperançosos: no primeiro trimestre de 2019, o número de homicídios caiu 25% em todo o Brasil. O Nordeste puxou o comboio, especialmente Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No caso do Ceará, a queda foi de 58%. O Piauí também registrou descenso nos números de mortes violentas, no patamar de 17%.

Puxa! Dá até vontade de comemorar.

Mas é preciso ter cautela: apesar da diminuição no número de homicídios, o Brasil segue no topo dos países em números absolutos de mortes violentas. Vale até fazer a conta: no ano passado, tivemos quase 60 mil homicídios. Reduzir em 25% significa cair para um patamar de cerca de 45 mil mortes violêntas. Apesar da queda, o Brasil ainda seguirá com números de nações com guerra civil.

O melhor mesmo é ver esses números, conferir o que ajudou a derrubar as estatísticas e aprofundar as ações.