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Governo do Estado tenta alongamento da dívida, diz CCom

O governo do Estado do Piauí está desenvolvendo negociações para alongamento da dívida, dentro do Programa Nacional de Alongamento dos Empréstimos. A informação é do Coordenador de Comunicação, Allisson Bacelar, que nega a existência de negociações a respeito de um novo empréstimo de R$ 400 milhões. Mas Allisson reconhece que o governo está desenvolvendo um novo projeto para buscar financiamento junto ao Banco Mundial.

O Coordenador da CCom disse não ter ainda um valor definido em relação ao empréstimo junto ao Banco Mundial, o que só será conhecido com o fechamento de uma proposta. O Blog apurou com fontes do próprio governo que esse valor pode chagar a 1,2 bilhão de dólares, que em moeda atual corresponderia a cerca de R$ 5 bilhões. Esse valor pode ficar um pouco menor, dependendo dos entendimentos com o banco.

No que diz respeito ao alongamento da dívida, a intenção da administração Wellington Dias é ampliar o prazo para pagamento dos empréstimos já contraídos pelo governo. Essa mudança – que ainda precisa passar pelo aval da Assembleia Legislativa – visa reduzir o desembolso mensal com o serviço da dívida. Mas Allisson não soube precisar o impacto, já que as tratativas ainda estão em andamento.

As negociações para alongamento se juntam aos esforços do governo de buscar soluções imediatas para manter o mínimo equilíbrio das contas do estado. Atualmente, o o governo do Piauí tem mantido o poder de pagamento através da antecipação de receitas junto a empresas como a Cepisa, dando em contrapartida descontos aos credores que chegam a 25% do total. Esse expediente, no entanto, é visto como limitado e deve durar até agosto.
 

Wilson trocou dívida velha por nova

Em 2011, o então governador Wilson Martins fez uma operação de crédito que resultou em redução no desembolso mensal do estado com os serviços da dívida. O governo tinha dívidas antigas – a maior parte contraída no período Mão Santa – com juros reais de até 16%. Wilson fez empréstimo com juro de menos de 2%.

Com o dinheiro, ele pagou a dívida antiga e, com isso, reduziu o desembolso mensal de R$ 70 milhões para cerca de R$ 35 milhões, o que gerou uma economia de quase R$ 900 milhões em dois anos. Essa economia foi suficiente para cobrir o próprio valor do empréstimo contraído, dando espaço para investimentos.

As negociações do governo Wellington Dias buscam uma folga com a redução do desembolso, podendo manter o pagamento de compromissos.

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