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Economia oscila entre gerar emprego e fechar lojas

Foto Divulgação / Agência Brasil

Comércio Varejista: depois de seis trimestres de desempenho positivo, setor tem no início de 2019 mais lojas fechadas que abertas


A economia brasileira vai repetindo neste primeiro semestre de 2019 os solavancos aos quais ainda está vinculada. De um lado há o registro de fechamento de lojas; de outro, há o registro do aumento no número de trabalhadores com carteira assinada. Os dados trazem o sentimento que toma conta dos que olham para a economia nesses últimos tempos: há a frustração, que convive com a esperança.

O aumento do número de lojas fechadas é de fato frustrante.

Após quase um ano e meio de desempenho positivo, o comércio varejista registrou no primeiro trimestre deste ano um saldo negativo. Mais fechou que abriu lojas. O número é pequeno: foram 39 lojas fechadas a mais que o número de aberturas. É simbólico sobretudo porque sabe-se que o empresário pensa muito antes de abrir um novo ponto de venda, mas pensa dez vezes mais antes de fechar.

O desempenho traduz a frustração de expectativas. Esperava-se que 2019 por fim deixasse para trás as dificuldades que estão aí desde o final de 2014. Mas não aconteceu. A esperança recai agora sobre alguns números do emprego. Os dados divulgados na sexta-feira mostram que em abril o saldo de emprego foi de 129.601 trabalhadores contratados com carteira assinada a mais que os demitidos.

O melhor de tudo são os detalhes: a indústria e a construção civil voltaram a contratar. Esses são setores que não apostam em contratações sazonais: quando vão atrás de novos empregados, o fazem numa perspectiva de longo prazo. Agora é esperar para ver se o número traduz efetivamente uma tendência ou se foi algo pontual.

Mas aí temos que esperar os dados do emprego de maio e as informações sobre a abertura de empresa, depois do final de junho.