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Governadores acampam em Brasília por crédito extra

Foto Divulgação / Governo do Estado

Governador Wellington Dias: peregrinação em Brasília para garantir fôlego às finanças do governo do estado do Piauí


Não passa uma semana sem que o governador Wellington Dias (PT) permaneça pelo menos um dia em Brasília. Em geral são dois dias, onde empreende um desfile por gabinetes os mais diversos: de consultores, deputados, senadores, ministros do STF, assessores do governo federal. Toda essa peregrinação tem um motivo principal: a busca de uma saída para a crise financeira do Estado. O detalhe é que tal peregrinação não é exclusiva de Wellington. Inclui a maior parte dos governadores, que nesta semana terão um motivo extra para acampar em Brasília.

No caso do Piauí, o governador Wellington Dias atira para todos os lados. Tenta emplacar um repasse da Eletrobrás pela venda da Cepisa, busca um empréstimo com o Banco Mundial, vislumbra o alongamento da dívida ou – se não tiver outra saída – um empréstimo com bancos privados. Assessores do governo andam alarmados: sem dinheiro extra há risco até de atraso salarial. Daí tanta peregrinação.

Nesta semana que começa, os governadores terão atenção aos gabinetes dos senadores, em especial do senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado. É que a Casa parlamentar vota o remanejamento de crédito para o governo federal: sem essa autorização, a União deixa de cumprir compromissos elementares. Os governadores querem atrelar essa aprovação ao socorro aos estados.

Vale notar, são 12 estados correndo atrás de crédito extra, na forma de empréstimos. E outro tanto de pires na mão, sem fôlego financeiro. Juntos, se conseguirem mobilizar suas bancadas, podem ajudar a aprovar tanto o remanejamento nos recurso da União como o crédito extra para os estados. Se isso for alcançado, será um alívio para a União e os Estados.
 

Sem empréstimo, sem crescimento

O deputado estadual Franzé Silva (PT) é estreante no parlamento. Mas um veterano do poder, com profundo conhecimento da realidade do Estado. E ele não mede palavras: se o Piauí não conseguir os empréstimos que prospecta, o crescimento projetado para o estado (de 2,5%, em 2020) vai para as cucuias. Sem empréstimo, o orçamento será menor e as agruras, bem maiores.

Franzé não descarta nem mesmo a possibilidade de empréstimo junto à banca privada, cujas taxas de juro não são nada suaves. Mas aposta em alternativas melhores, em especial o alongamento da dívida – que de imediato reduziria o repasse mensal com o serviço da dívida – e novo empréstimo junto ao Banco Mundial. O dinheiro (ou o desconto) imediato salvaria a lavoura agora, em 2019. O contrato com o Banco Mundial, salvaria os próximos dois anos.