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Pouco empenho pelo PSDB tira Firmino da Executiva nacional

Foto Divulgação / PSDB- Piauí
Firmino Filho: lideranças nacionais enxergaran pouco empenho do prefeito pelo partido no Piauí


Contrariando as expectativas alimentadas pelo próprio núcleo “firminista” em Teresina, o prefeito Firmino Filho não foi escolhido para integrar a Executiva Nacional do PSDB. Entre os três prefeitos de capital filiados ao PSDB, Firmino foi o único que ficou fora do colegiado que, no final das contas, tem grande poder no direcionamento do partido. Pesou contra o prefeito de Teresina o histórico que ele carrega.

O novo comando do partido tem a influência direta do governador de São Paulo, João Doria Júnior, que colocou na presidência da sigla o fiel aliado Bruno Araújo, um jovem ex-deputado de Pernambuco. Mas a trajetória de Firmino é bem conhecida dos antigos e dos novos, seja no que diz respeito às quatro vitórias pela prefeitura de Teresina, seja a pouca firmeza em torno de um projeto maior para a sigla no Piauí.

O pouco empenho pelo fortalecimento do partido pesou. O novo comando nacional, como o antigo, sabe que Firmino contribuiu para esvaziar a sigla nas últimas eleições ao avalizar a saída de nomes importantes do PSDB para outras siglas – em concreto, para o PP. E chama especial atenção das lideranças nacionais o fato do prefeito ter levado a própria esposa, Lucy Silveira, para o partido de Ciro Nogueira.

Também pesou a postura de Firmino Filho na eleição passada. Nas contas de importantes lideranças nacionais da sigla, o candidato do PSDB ao governo do Estado, Luciano Nunes, era a terceira ou quarta prioridade do prefeito, na busca de votos. Antes vinham nomes de outras siglas, de novo o PP: Lucy Silveira (candidata a deputada estadual), Ciro Nogueira (senador) e Margarete Coelho (deputada federal). Aí então vinha Luciano.
 

Ciro ainda espera por Firmino

Ainda no ano passado, o senador Ciro Nogueira dizia não enxergar Firmino Filho disputando qualquer outra eleição que não seja pelo PP. A relação entre os dois políticos se mostrou muito estreita nas duas últimas campanhas. Mas há quem veja um certo esfriamento da relação. E quando todos pensavam que a mudança era questão de tempo, essa certeza desapareceu.

Com vistas às eleições de 2020, Firmino vem mostrando muita determinação em eleger o sucessor. Mas pode não ser pelo PSDB, já que distribui lideranças aliadas por várias siglas. Tampouco pelo PP, que não recebe as atenções que Ciro gostaria. O cálculo é simples: Firmino quer chegar em 2022 com cacife. E isso começa com um aliado seu – especialmente seu – no Palácio da Cidade.