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Apoio de governadores leva mais 70 votos para a reforma

Foto Divulgação / Câmara dos Deputados

Câmara dos Deputados: votação da reforma da Previdência ganha reforlço de votos com apoio de governadores


O apoio dos governadores do Nordeste a uma remodelada reforma da Previdência deve garantir cerca de 70 votos a mais para o texto que chegará ao Plenário da Câmara dos Deputados na primeira semana de julho. O apoio deve ser anunciado na terça-feira à noite, em Brasília, conforme antecipado aqui pelo Blog, ontem. O acordo entre governadores, costurado na região por Wellington Dias (Piauí), Flávio Dino (Maranhão) e Rui Costa (Bahia), tem o aval direto do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Nos cálculos de Rodrigo, a proposta de reforma da Previdência deve ir a plenário com um apoio de pelo menos 330 votos. Para aprovação são necessários 308 votos a favor, mas há sempre o risco de alguma quebra no final, seja por mudança de posição, seja ainda por problemas como doença de um ou outro parlamentar. Ainda na conta do presidente da Câmara, faltam cerca de 60 votos para essa margem de conforto e o apoio dos governadores asseguraria os votos que faltam.

Nos últimos dias, o apoio dos governadores foi a principal preocupação de Rodrigo Maia, que assumiu de uma vez por todas as articulações em torno da reforma. O presidente da Câmara costurou mudanças no texto que desagradaram o governo, como a exclusão do regime de capitalização. Rodrigo também defende esse modelo, mas cedeu em nome de um acordo.

As mudanças aproximaram os governadores do Nordeste da proposta, que devem assegurar o empenho pela aprovação da reforma também com a contrapartida de ver estados e municípios dentro do texto final. Também isso foi acordado, para que os governadores possam pedir votos para suas bancadas e garantir os 60 a 70 votos a mais.
 

Assis é considerado voto perdido

O empenho dos governadores, agora, é garantir o apoio parlamentar à reforma. Isso significa pedir votos para os deputados de seus partidos. Será uma demonstração de força e comando, sobretudo depois que cinco partidos (PT, PSB, PCdoB, PDT e PSOL) formalizaram posição contrária à reforma. Mas no caso do Maranhão, Flávio Dino está conseguindo levar 4 votos que a reforma não tinha.

No Piauí, o representante do PDT – deputado Flávio Nogueira –  deve discrepar do partido e votar pela reforma. Mas um dos representantes do PT vai discordar do governador, que também é PT: Assis Carvalho não seguirá Wellington e vai votar contra a reforma. No Palácio de Karnak esse voto já é dado como perdido.

Ainda assim, o Piauí deve ter na Câmara 9 votos a favor e apenas 1, o de Assis, contra a reforma.