Cidadeverde.com

Eleição municipal já desenha 2 blocos políticos para 2022

Foto Divulgação / Senado Federal
João Vicente Claudino: lembrado pelos aliados de Firmino Filho, ex-senador é também nome corrente no Palácio do Karnak


Ao longo dos meses, os grupos políticos tinham colocado em marcha lenta o ritmo das discussões sobre as eleições municipais em Teresina, no ano que vem. O argumento era um só: é muito cedo. Mas a semana que acaba precipitou o debate. E os candidatos começam a aparecer de forma mais clara. Tem mais: os movimentos começam a deixar evidente muito mais do que a disputa do ano que vem. Eles apontam para a formação de dois grandes blocos para a disputa de 2022.

Tudo isso deve ser antecedido de uma observação: estabilidade não combina muito com política e o desenho de hoje pode ser completamente diferente da realidade de amanhã. Mas também há episódios que mostram o desenho virando realidade. No ano que antecedeu a eleição de 2018, dizia-se e repetia-se que o “grupão” de Wellington Dias não se sustentaria. Essa afirmação foi cantada à exaustão até julho. Apesar das previsões contrárias bastante generalizadas, o “grupão” ficou junto, dentro do desenho anteriormente delineado.

Pois um desenho vai se delineando para 2022, passando por 2020. E começou na segunda-feira, quando Dr. Pessoa participou da reunião da Executiva do MDB já como futuro filiado. Saiu de lá dizendo que não havia condicionado a candidatura. Mas na quinta o presidente da Assembleia escancarou a porta: “Dr. Pessoa é 100%” candidato. Antecipou candidatura e mandou recados. E provocou reações.
 

O triângulo PP, PSDB e PTB

Como reação imediata, o Progressista de Júlio Arcoverde tratou de oferecer um candidato ao PSDB de Firmino Filho. E não é um progressista. É um petebista, no caso o ex-senador João Vicente Claudino. E o efeito imediato que a declaração de Júlio Arcoverde causa é um constrangimento dentro do PSDB, que tem um nome sendo explicitamente trabalho – o professor Charles Silveira.

O gesto do deputado do Progressista mostra para algumas possibilidades. De um lado, o MDB, que não deixa de acenar para lideranças próximas ao Palácio do Karnak, deixando entrever uma preferência pela aliança com o PT em 2022. De outro, o PP, que deixa um novo sinal de proximidade com Firmino, agora tentando atrair João Vicente, um recém-chegado ao governo de Wellington Dias.

João Vicente pode ser só um nome lembrado para ressaltar as preferências mútuas de progressistas e tucanos aliados de Firmino. E de se firmarem como contraponto a PT e MDB.
 

Outros nomes estão aí

Vale sempre lembrar que esses dois grupos não estão jogando sozinhos. O próprio João Vicente Claudino é visto com bons olhos dentro do Palácio de Karnak. Pode ser uma alternativa ao grupo que tem as rédeas da administração estadual. Um grupo que já tem outra alternativa própria, no caso o secretário de Segurança, Fábio Abreu. Isso sem falar em Franzé Silva, que o PT pode abraçar como candidatura própria, sem ficar a reboque de qualquer outra sigla.