Cidadeverde.com

Inclusão de estados na reforma depende dos governadores

Foto Divulgação / Câmara dos Deputados

Comissão Especial da Reforma: texto que não incluiu estados e municípios tende a ser modificado no plenário da Câmara


Ainda fonte de controvérsias e confronto, a inclusão (ou não) de estados e municípios na reforma da Previdência não esgotou o debate. Essa discussão volta com toda a força na etapa de tramitação da proposta no plenário da Câmara, nesta próxima semana, e o ajuste aos interesses de estados de município depende basicamente de 27 pessoas: os governadores estaduais.

A expectativa no Congresso é que, se desejarem mesmo a reforma, os governadores poderão alterar o texto aprovado na Comissão Especial na quinta-feira. Essa alteração, no entanto, deve ser acompanhada do empenho dos governadores para a garantia de votos que efetivamente levem à aprovação da proposta.

O entendimento bastante generalizado é que as principais lideranças – muitas delas mesmo no Centrão – tendem a apoiar a mudança. Mas cobram o empenho dos governadores pedindo voto. O próprio governo da União deseja a inclusão de todos os entes federados na mesma reforma, mas também cobravam os governadores “metendo a cara”, defendendo a reforma.

Poucos governadores meterão efetivamente a cara no debate, mas vão agir nos corredores do Congresso para que a mudança ocorra e que muitos de seus aliados votem a favor das mudanças no atual sistema previdenciário.  Há a necessidade desses novos votos. Ainda que a aprovação na Comissão Especial tenha sido folgada (36 a 13), há sempre a expectativa de dificuldades no plenário.
 

A necessidade de novos votos

Na contagem da Comissão Especial, o texto básico da reforma da Previdência teve votos a favor dos representantes de 17 partidos. Os deputados de outras 7 siglas se posicionaram contra. Mas essa conta, que indicaria uma vantagem folgada, não pode ser tomada ao pé da letra: são pouquíssimos os partidos com comportamento uniforme.

Dito isto, a conclusão é simples: ninguém pode cantar vitória antes. Sim, há uma expectativa favorável à aprovação da reforma. Mas não há tranqüilidade. Daí, para não haver riscos, os articuladores a favor da nova previdência querem mais votos. Como os governadores também querem algo (a inclusão de estados e municípios na reforma), aí pode haver um encontro de interesses: estados dentro e governadores pedindo votos.