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Pedro Laurentino se afasta de sindicato para disputar prefeitura de Teresina

Tem mais um nome na lista de pré-candidatos à prefeitura de Teresina. É Pedro Laurentino, que já foi vereador da capital (quando era filiado ao PT) e agora tem o nome lançado pela Unidade Popular (UP), um pequeno partido da chamada esquerda ideológica. Pedro Laurentino se afastou da direção do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Piauí (Sintrafuje), onde ocupava a Diretoria de Formação e Política Sindical. O afastamento ocorreu na terça-feira, dia 2, dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, que exige o afastamento de dirigentes sindicais 4 meses antes do pleito eleitoral.

Pedro Laurentino sabe que entra numa disputa por uma sigla com alcance limitado, com capilaridade em setores mais específicos. “A Unidade Popular é um partido de esquerda,  formado em sua maioria por jovens militantes que atuam nas escolas, nas universidades, no movimento sindical, comunitário e de mulheres”, diz. Mas observa que mostrou força no processo de registro junto ao TSE, quando conseguiu no ano passado mais de 1,2 milhão de assinaturas de apoio. “Essa  é a primeira eleição disputada pela UP e vamos entrar decididos a promover o debate sobre as questões que realmente importam para a população, que afeta a vida das pessoas”, afirmou.

Ao se afastar do sindicato, Pedro Laurentino disse que passa a focar na disputa eleitoral. “Estarei nesse momento colocando minha força de atuação na eleição. Fiz uma carta de afastamento para disputar o mandato de prefeito, pela Unidade Popular, nessa eleição. A Carta já foi recebida pelos colegas diretores do Sintrajufe Piauí. A partir de de agora, por exigência da legislação eleitoral, deixarei de praticar qualquer ato, seja nos espaços de comunicação do sindicato, seja fisicamente, durante 4 meses”, explicou.

O pré-candidato da UP à prefeitura de Teresina já foi filiado ao PT e ao PSOL.

Vanessa Tapety deixa cargo no TJ para disputar prefeitura de Oeiras

Foto Arquivo Pessoal

Vanessa Tapety (na foto com o marido, San Martin): de saída do TJ para disputar a prefeitura de Oeiras

A advogada Vanessa Tapety deu mais um passo para concretizar a candidatura à prefeitura de Oeiras, nas eleições municipais deste ano: ela deixou o cargo de direção que ocupava no Tribunal de Justiça do Piauí (TJ). Vanessa ocupava a coordenação do Núcleo Socioambiental do Tribunal e foi exonerada com data do dia 3 de junho, portanto dentro do prazo de desincompatilização determinado pela legislação eleitoral, que exige quatro meses de antecedência para os que desejam disputar os cargos de prefeito ou vice. Ela foi substituída no cargo por Mônica da Paz Higino Reis.

A política local em Oeiras é dividida em dois grandes grupos: os “Tupamaros”, que têm como referência a família Tapety, e os “Boca preta”, associado à família do ex-deputado B. Sá. O atual prefeito, José Raimundo (PP) é dos “Boca preta”. Vanessa surge assim como o nome mais viável para enfrentar o atual prefeito e reafirmar a liderança dos Tupamaros, ao mesmo mtempo de sugere um processo de renovação política. A intenção da candidatura da neta de Juarez Tapety tinha ficado evidente no final do prazo de filiação partidária, quando ela ingressou no PT.

Ela se coloca como a alternativa ao enfrentamento do atual prefeito e ao grupo ligado ao ex-deputado B. Sá. O curioso é que Vanessa tende a ser a candidata do PT, exatamente o partido ao qual se confrontou em 2018, quando foi candidata a vice-governadora na chapa oposicionista encabeçada por Dr. Pessoa. Além disso, ela é esposa do também advogado San Martin, superintendente do Ibama no Piauí por indicação do PP, o partido de José Raimundo.

A questão é que os fatores locais são preponderantes nas eleições municipais e a direção estadual do PT, à frente o deputado Assis Carvalho, é a principal avalista da possível candidatura de Vanessa Tapety.

Brasil deixou de arrecadar R$ 220 bi, diz Impostômetro

Com a pandemia do novo coronavírus, o Brasil deixou de arrecadar cerca de R$ 220 bilhões. A conclusão é do Impostômetro, um serviço da Associação Comercial de São Paulo que faz um acompanhamento em tempo real do que se calcula ser a arrecadação de tributos no Brasil, nos três entes federados: União, estados e municípios. A projeção feita em janeiro pelo Impostômetro apontava que o Brasil chegaria neste início de junho com uma arrecadação de tributos em todos os níveis um pouco superior a R$ 1,1 trilhão. Mas até ontem à tarde esse montante tinha chegado a R$ 880 bilhões.

Ainda segundo as projeções, o Brasil deveria ter alcançado a marca de R$ 1 trilhão em meados de maio, o que seria um tempo recorde na comparação com outros anos. Mas a recessão que chegou com a pandemia mudou todas as projeções, já que verificou-se uma queda vertiginosa na atividade econômica e, portanto, na arrecadação de tributos. Ainda no final de março, quando tinha começado a fase restritiva da quarentena, o Impostômetro – que pode ser acompanhado via internet ou através de um painel eletrônico em São Paulo – teve que ser parado. Foram cinco dias para ajustes das novas projeções.

Já naquele momento a Associação Comercial de São Paulo apontava uma queda de quase R$ 100 bilhões. Dois meses depois, essa queda chega aos R$ 220 bilhões, perda que pode se acentuar nos próximos meses. O Impostômetro apresenta os dados gerais para a arrecada no país, mas também oferece dados sobre a arrecadação em cada estado e cidade. Os dados de ontem às 17h30 apontavam que os tributos recolhidos no estado do Piauí somavam R$ 5,1 bilhões. No caso específico de Teresina, o montante já chegava a R$ 490 milhões.

O governo do estado calcula que as perdas em tributos estaduais em abril chegaram a 40% em relação ao mesmo mês do ano passado.
 

'Leão' leva 5 salários de cada brasileiro

A queda de arrecadação não tem nada a ver com a redução da carga tributária no Brasil. Longe disso: o brasileiro está pagando menos imposto simplesmente porque está tendo menos renda. O dado também é extraído das informações do Impostômetro, que coloca o Brasil como a 9º maior carga tributária do planeta, em termos pencentuais. Conforme os dados em contexto de pandemia, o brasileiro tem que trabalhar 151 dias só para pagar imposto.

Esse índice já foi um pouco maior: de 2016 a 2019, o brasileiro destinou os ganhos de 153 dias de trabalho para cobrir os tributos que lhe são cobrados. Mesmo assim o dado é terrível e mantém o país como um dos líderes mundiais em impostos, com o agravante de não oferecer serviços essenciais de qualidade. Os 151 dias de trabalho para pagar imposto significam o seguinte: é como se o brasileiro pegasse os 12 salários que recebe em um ano (aí diluindo o 13°) e tomasse 7 salários para suas necessidades e entregasse 5 – isso mesmo, 5 salários integrais – para o governo, na forma de imposto.

Piauí é estado menos preparado para o teletrabalho, diz IPEA

 Piauí é o estado menos preparado para adoção do modelo de trabalho remoto, o chamado “teletrabalho”, visto como um dos legados da pandemia do novo coronavírus. A constatação é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), órgão ligado ao Ministério da Economia, que fez levantamento em 86 países já no contexto da pandemia, observando as condições objetivas para desenvolvimento do teletrabalho. O Brasil está em uma posição que o coloca na metade composto por países menos preparados, refletindo uma situação que é presente em toda a América Latina.

Segundo o IPEA, o país em que os setores de atividade econômica estão mais preparados para o modelo de teletrabalho é Luxemburgo – um pequeno país da Europa cuja economia é centrada em serviços financeiros. Conforme o estudo, as condições para o trabalho remoto estão postas em 53,4% das atividades em Luxemburgo. Esse preparo é mais presente na Europa e em parte de Ásia. E menos notado na África, tanto que Moçambique aparece no final da lista dos 86 países, com um índice de 5,2%.

Na América Latina, a primeira posição é do Chile, com 25,7%, seguido do Brasil, onde 22,7% das atividades estão em condições de desenvolver o teletrabalho. Entre os estados brasileiros, apenas seis estão acima da média nacional. Os três primeiros colocados são Distrito Federal (índice de 31,3%), São Paulo (26,7%) e Rio de Janeiro (26,7%). Os três estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) são os outros que completam a lista acima da média.

O final da fila é ocupado por Roraima (16,7%), Pará (16%) e Piauí (15,6% de condições para o teletrabalho).
 

Ciência e atividade intelectual, os mais preparados

A pesquisa do IPEA traz ainda a classificação dos setores de atividades quanto à preparação para o teletrabalho. Nessa classificação, o Instituto adota critérios internacionais já consolidados. Os indicadores destacam dois grupos. Em primeiro, as atividades ligadas à Ciência e à produção intelectual, onde as condições para o teletrabalho alcançam 65% do setor. Outro grupo bem posicionado é o de dirigentes e gerentes de corporações, com um índice de 61%.

No grupo intermediário pode-se ressaltar o setor de vendas (em especial do comércio), onde as condições de teletrabalho ainda não são tão expressivas: o índice é de 12%. O IPEA traz ainda grupos onde as condições de teletrabalho praticamente inexistem. E aí se destacam as atividades de operação da instalação de máquinas e as relacionadas ao setor de segurança (polícia, bombeiros e Forças Armadas), com índice nulo.

Empresários pedem encontro com Wellington sobre flexibilização

Um grupo de empresários do movimento chamado de “Pela Vida Preciso Trabalhar” solicitou ontem reunião com o governador Wellington Dias. A intenção é discutir o processo de retomada das atividades econômicas no Estado, flexibilizando a quarentena adotada desde março por conta da pandemia do novo coronavírus. O documento foi assinado por representantes de cinco segmentos distintos: construção civil, salão de beleza e estética, comércio de rua, eventos e comércio de shopping. O grupo afirma que o movimento está “focado na volta ao trabalho de todos os setores econômicos, obedecendo todos os protocolos para prevenção” relacionadas à Covid-19.

Os empresários que assinam o documento elogiam as medidas adotada pelo Estado, creditando a baixa ocorrência da doença à “diligência inicial”. Mas observam que, “chegando a 80 dias de confinamento, nossos negócios agonizam e nossos colaboradores correm o risco de perderem sua fonte de renda”.  E pedem a reabertura das atividades econômicas. “Nossa pretensão não é desqualificar o trabalho do Governo do Estado ou de simplesmente criticar”, diz o documento. Em seguida afirma que os empresários estão dispostos a contribuir “em todos os aspectos” em novas etapas de enfrentamento à pandemia.

O texto diz ainda que o pedido de reabertura é vinculado à adoção de “protocolos para prevenção e combate à Covid-19". Ressaltam, no entanto, a necessidade de retomada das atividades econômicas como fundamental para manter o emprego. O documento é assinado por Socorro Mendes (lojista de shopping), Inácio Pinto (comércio de rua), André Baia (construção civil), Adriana Lobão (salões de beleza e estética), Franklane Pierot (eventos e entretenimento) e Jivago Castro (construção civil).
 

Encontro pode acontecer amanhã

O documento solicitando o encontro com o governador foi entregue ao Secretário de Governo, Osmar Júnior. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Themístocles Filho, também foi procurado pelo grupo no sentido de fortalecer a aproximação com o governador Wellington Dias. A intenção é levar ao governador informações mais específicas sobre a situação das empresas de alguns setores e encontrar formatos de flexibilização que permita a retomada das atividades econômicas.

A expectativa do grupo é que o encontro possa acontecer hoje ou (mais provavelmente) amanhã.

Pandemia também atrasa eleição de reitor da UFPI

Foto Arquivo / Glenda Uchoa

Reitor Arimateia Dantas: mandato termina em novembro e UFPI terá que eleger novo gestor

A pandemia do coronavírus, que já levou ao adiamento de eleições em 9 países da América Latina, está prestes a provocar a mudança de data das eleições municipais brasileiras deste ano. Mas no Piauí uma outra eleição, que deveria ter acontecido em maio, está em compasso de espera: a que vai definir a lista tríplice para escolha do novo reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O segundo mandato do reitor Arimateia Dantas termina em novembro. Até lá a UFPI precisa ter uma lista tríplice encaminhada ao Ministério da Educação para que seja escolhido o novo gestor da universidade do Piauí. Normalmente a eleição acontece em maio do ano de troca de mandato. Os movimentos de pré-candidatos começaram ainda no segundo semestre do ano passado, mas foram interrompidos logo nas primeiras semanas de retorno das aulas em março, em razão da interrupção das atividades nos campi da Federal por conta da pandemia do novo coronavírus.

A UFPI ainda discute a retomadas das atividades, mas o movimento de professores já ressurge na discussão do processo sucessório. Um deles está ligado à própria liderança do atual reitor, que em outubro anunciou quem era seu candidato de preferência: o Pró-Reitor de Planejamento André Macedo, que desbancou a vice-reitora Nadir Nogueira como opção dentro do grupo à frente da Reitoria. Chapas de oposição se articulam. Uma delas tem como referência o nome do professor Gildásio Guedes. Outras duas chapas devem surgir, uma representando a esquerda e outra aglutinando os setores mais à direita com identificação bolsonarista.

Logo que retorne às atividades normais, a UFPI deve definir o cronograma para a eleição direta que vai nortear a composição da lista tríplice a ser encaminhada ao MEC.
 

Reunião dia 15 discute retomada das atividades

O reitor Arimateia Dantas marcou para o dia 15 uma reunião que deve definir os protocolos e um cronograma para retomada das atividades normais na UFPI. A reunião, que deveria ter acontecido hoje, de forma virtual, foi adiada em função das próprias indefinições no Estado sobre o ritmo de retomada de atividades que geram aglomeração. A discussão vai contar com representantes da Administração Superior (Reitoria, Pró-Reitorias), diretores de centros, coordenadores de cursos e chefes de departamento.

O encontro vai definir procedimentos prévios para que a UFPI esteja preparada para o reinício das atividades tão logo as medidas de flexibilização sejam adotadas pelo governo do Estado e prefeituras municipais onde a universidade mantém campi. Além disso, a UFPI segue diretrizes do MEC, que encaminhou orientações às universidades ainda em março, tendo em conta as determinações do Ministério da Saúde.

Piauí registra aumento de casos por 11 semanas seguidas

O Piauí contabiliza 11 semanas seguidas de registros crescentes no número de casos de Covid-19, a doença resultante da infecção pelo novo coronavírus. E, pelos dados de domingo e segunda-feira, esta deve ser a 12ª semana seguida em alta, com a soma de mais um número recorde de casos. As indicações pode ser notadas nas próprias estatísticas disponibilizadas no site da Secretaria Estadual de Saúde (SESAPI), que faz a apresentação dos dados da pandemia levando em conta as chamadas “semanas epidemiológicas”.

No critério da SESAPI, o ano é divido em “semanas epidemiológicas”. A primeira de 2020 começou, de fato dia 29 de dezembro e terminou no dia 4 de janeiro, sempre iniciando em um domingo e encerrando no sábado seguinte. Conforme esse critério, os primeiros casos de infecção por coronavírus no Piauí foram registrados na semana epidemiológica número 12, que se estendeu de 15 a 21 de março. Estamos agora na semana 23, iniciada no domingo dia 31 e que se estende até o dia 6. Em todas as 11 semanas com casos oficiais de coranavírus, os registros foram sempre maiores que os da semana anterior.

A semana passada (a de número 22 no ano epidemiológico, com dados contabilizados até sábado) bateu todos os recordes: foram 1.541 novos casos. As projeções para a atual semana, a de número 23, não são nada animadoras. Em apenas dois dias foram 575 novos casos, o que permite pensar em uma conta final da ordem de 2 mil casos acumulados até o próximo sábado. Esses dados se chocam com a ideia de flexibilização das atividades produtivas consideradas não essenciais.

Ao falar da possibilidade de flexibilização, o prefeito Firmino Filho disse que só adotará o plano de retomada das atividades após duas semanas seguidas de estabilidade, com tendência de queda. Os dados não apontam para essa realidade.

TSE quer maior participação da mulher na política, e faz campanha


Nas eleições de 1918, o Brasil conseguiu eleger 77 deputadas federais. Foi o melhor desempenho das mulheres em uma disputa por vagas na Câmara Federal. Ainda assim, esse número representa apenas 15% do total de 513 parlamentares na Casa legislativa, muito pouco para um grupo que soma 52% do eleitorado. E isso reafirma o Brasil como um dos países no mundo onde a participação feminina é muito baixa. Na América do Sul, só rivaliza com o Paraguai, que divide o último lugar com o Brasil com os mesmos 15% de mulheres da Câmara Baixa.

Estudo desenvolvido pelo Observatório de Igualdade de Gênero da América Latina e do Caribe (OIG) – órgão vinculado às Nações Unidas – analisou os legislativos de sistemas unicamerais eno caso de sistemas bicamerais, as chamadas "Câmaras Baixas" que têm o sentido de representar o povo. Entre 35 nações analisadas na América Latina e península ibérica, só ficamos à frente de seis países, todos de pouca referência em termos de participação cidadã: Haiti, Belize, Antígua e Barbado, Bahamas, San Vicente e Saint Kitts. Dois países têm mais da metade do legislativo ocupado por mulheres: Cuba (53,2%) e Bolívia (53,1%).

O Brasil mantém um percentual de baixa participação não apenas na Câmara Federal. No Senado a representação feminina é ainda menor: são 12 senadoras entre as 81 vagas da Câmara Alta, o que indica um percentual de 14,8%. A situação se repete na maior parte dos estados, e a Assembleia Legislativa do Piauí segue a regra: em 2018 foram eleitas apenas 4 deputadas, que representam 13,3% do total da casa, com 30 parlamentares. E no caso da Câmara Municipal de Teresina, o pleito de 2016 elegeu só 3 vereadores, ou 10,3% das 29 cadeiras no legislativo municipal.

Para tentar mudar esse quadro, o TSE vem se empenhando para ampliar a participação feminina em postos eletivos.
 

Campanha quer mais mulher na política

Ao assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada, o ministro Luís Roberto Barroso apontou três prioridades: fortalecer o voto consciente, atrair o jovem para a política e ampliar a presença da mulher em postos eletivos. O foco na mulher vem se repetindo há mais de 20 anos, sem um êxito considerável. Uma das preocupações na comunicação do TSE é estimular essa participação, e para isso criou uma campanha com diversas peças, incluindo vídeo (veja abaixo).

A campanha se junta a outas ações voltadas para ampliar a participação da mulher, adotadas desde o final dos anos 1990, como as cotas para mulheres. Em muitos casos, essas cotas (hoje de 30% das candidaturas) são apenas protocolares, para cumprir a lei, sem real emprenho dos partidos pelas concoprrentes femininas. Mais recentemente foi definida também cota no bolo do financiamento público. Também revelou trapaças, com repasses oficiais para candidaturas femininas que depois retornavam (em “caixa dois”) para candidaturas de homens.

A intenção do TSE é acabar essa trapaça e assegurar real espaço de representação para as mulheres.

Agronegócio vai na contramão da crise e deve crescer 11,8% em 2020

A salvação da economia brasileira dos últimos anos, o agronegócio tende a ser, mais que nunca, um contraponto vistoso na grave crise que o país registra neste ano de 2020, em grande parte pela pandemia do coronavírus. Enquanto algumas projeções já apontam para um desaquecimento geral do PIB que beira os 10%, o agronegócio projeta um crescimento positivo que pode chegar a 11,8%, segundo dados da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). O faturamento do setor deve chegar a R$ 728,6 bilhões, conforme a CNA.

O desempenho se justifica por três fatores. O primeiro é o próprio crescimento da safra, que deve registrar novo recorde em área plantada e em volume de grãos colhidos. O segundo é a manutenção dos preços internacionais das commodities (cotação em dólar), que permanece elevados. E o terceiro é a própria variação do dólar, que vai permitir ao produtor brasileiro maior retorno em Real por tonelada comercializada. O bom comportamento do agronegócio em contraponto à queda em praticamente todas as outras áreas economia vai garantir ao setor maior participação no PIB.

Conforme os cálculos da CNA, o agronegócio deve passar a responder por 23,6% do total do PIB – no ano passado, ficou em 21,4%. Para definir essa participação, a CNA calcula que o PIB brasileiro terá uma retração este ano da ordem de 5,8% – percentual que fica abaixo de diversas outras projeções. Mais uma vez o bom desempenho no plantio de soja e milho responde pela grande evolução da safra agrícola nacional.

A Confederação também aposta em crescimento importante da produção de grãos em 2021. O termômetro para essa expectativa é negociação já em curso em relação aos preços da safra do próximo ano.
 

Piauí terá nova safra recorde

O Piauí vai colher os frutos do cenário internacional relacionado às commodities, especialmente porque o estado deve registrar um novo recorde de colheita de grãos, quase 15% maior que a do ano passado. A expectativa, segundo a última prévia do IBGE, é que o Piauí passe de 5,07 milhões de toneladas, um aumento de exatos 14,84%. Tudo isso em um ano em que os preços internacionais sequem estáveis, com tendência a elevação. Como em todo o país, soja e milho são os principais produtos. Confira a safra prevista no Piauí:
• SOJA: produção esperada de 2.520.288 toneladas, 8,36% a mais que em 2019.
• MILHO: produção esperada de 2.279.697 toneladas, 24,19% a mais que no ano passado.
• ARROZ: produção esperada de 101.638 toneladas, aumento de 29,57%.
• FEIJÃO: produção esperada de 100.242 toneladas, 27,47% a mais que em 2019.
• ALGODÃO HERBÁCEO (caroço de algodão): produção esperada de 49.075 toneladas, cerca de 27,42% a mais que o colhido em 2019.

Próximas duas semanas vão definir sobre adiamento das eleições

O calendário eleitoral das eleições municipais deste ano começa a chegar em datas cruciais que devem apressar uma decisão sobre a mudança de data do pleito. Já é praticamente certo o adiamento, mas falta uma clareza sobre qual o melhor momento para levar mais de 150 milhões de eleitores às urnas. Os líderes do Congresso já discutem o assunto, assim como o Tribunal Superior Eleitoral avalia diversas possibilidades. As duas próximas semanas serão decisivas para a definição de quando realmente acontecerá a eleição.

O Congresso já criou um grupo para discutir o assunto e o TSE já fez diversas análises, incluindo a possibilidade de uma eleição feita em dois dias (uma forma de espaçar a ida do eleitor às urnas). Mas o próprio ministro Luís Roberto Barroso, presidente da corte eleitoral, vê essa proposta pouco factível sobretudo pelos custos. Mas não descarta (embora não deseje) a eleição no início do ano, retardando um pouco a posse dos eleitos. A opção que ganha preferência é a realização da votação em dois finais de semana de dezembro. Mas o martelo será batido em conjunto – Congresso e TSE – e essas duas semanas serão cruciais.

O calendário eleitoral também pressiona: em 35 dias começa efetivamente a fase de campanha, com abertura do prazo de propaganda intrapartidária voltada para as convenções que escolhem os candidatos. As convenções estão marcadas para o período de 20 de julho a 5 de agosto e os pré-candidatos podem se promover internamente nos 15 dias que antecedem o encontro. Outros prazos importantes acontecem ainda em junho, como o anúncio da bolada do Fundo Eleitoral (a ser revelado dia 16).

Hoje mesmo o TSE tem um compromisso no calendário: deve divulgar o número de eleitores por município, o que define limites de gastos, por exemplo, com a contratação de militância.
 

Algumas datas do calendário eleitoral

Confira algumas datas marcadas no calendário eleitoral para os próximos 35 dias:
Dia 01/06 - Eleitorado: hoje o TSE divulga o número de eleitores em cada município. O dado tem impacto nos limites de gastos da campanha.
Dia 04/06 - Desincompatibilização: deverá deixar a função ocupante de cargo executivo que pretenda se candidatar a prefeito ou vice.
Dia 16/06 - Dinheiro: TSE divulga montante de recursos do Fundo Eleitoral, que será rateado entre os partidos, que por sua vez redistribuem internamente.
Dia 30/06 - Contas: último dia para partidos enviarem prestação de contas de 2019. Problemas contábeis podem comprometer o registro de candidaturas.
Dia 04/07-Sem nomear (3 meses antes): agentes públicos ficam proibidos de nomear e demitir sem justa causa. Também é vedada a transferência voluntária de recursos.
Dia 05/07- Propaganda: é permitida a propaganda intrapartidária voltada para as convenções (nos 15 dias antes do evento). Na prática, é o começo da campanha.

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