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Sebastião Martins já define principais assessores no TJ


Desembargador Sebastião Martins: definindo a equipe de assessores para assumir a presidência do Tribunal de Justiça do Piauí

 

À frente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por uns 20 dias, o desembargador Sebastião Ribeiro Martins tem no momento duas grandes preocupações. A primeira, terminar muito bem o processo eleitoral, que tem o ponto final na diplomação dos eleitos, na segunda semana de dezembro. A outra, a definição do grupo de assessores que estará ao seu lado a partir do início de janeiro, quando assume a presidência do Tribunal de Justiça do Piauí.

Sebastião Martins é atualmente o vice-presidente do TRE, mas ocupa a presidência da corte eleitoral em razão de decisão do TSE, após iniciativa do Ministério Público, que pediu o afastamento do titular, o desembargador Francisco Paes Landim. O argumento era que Paes Landim não deveria conduzir o processo eleitoral, já que seu irmão, o deputado José Francisco disputava o pleito.

Diante da determinação superior, Sebastião Martins assumiu o comando das eleições, que oficialmente se encerram com a diplomação dos eleitos. Aí então Paes Landim retoma seu lugar e Martins vai se preparar para a posse no TJ. Eleito no final de setembro, Sebastião Martins assume o comando do TJ tendo como vice-presidente o desembargador Haroldo Rehem, e com Hilo de Almeida Sousa na Corregedoria. Oton Lustoca será o vice-Corregedor.

Nesse momento, Sebastião Martins fecha o grupo de assessores. São os seguintes os nomes até agora definidos e já convidados:

• José Wilson Ferreira Júnior: Vai ocupar a Secretaria Geral. É procurador do município de Teresina e tem excelente trânsito no STJ, em Brasília.
• Paulo Silva: será o Diretor de Gestão de Pessoas. Tem grande experiência na área.
• Sérgio Miranda: vai ocupar a Secretaria de Gestão Estratégica. Ex-secretário de Planejamento do Estado, terá a tarefa de desenhar o planejamento do TJ e acompanhar o desempenho em relação às metas estabelecidas pelo CNJ.
• Allison Sobral: será o Diretoria de Licitações, uma função com atuação de extremo rigor.
• Paulo Ivan: será o Secretaria de Assuntos Jurídicos. Já foi secretário de Administração do Estado e também ocupou a Secretaria Geral do TJ.
• Vanessa Mendonça: será responsável pela Assessoria de Comunicação. Vanessa tem experiência como assessora no Estado e também responde pela Comunicação da Corregedoria de Justiça desde quando Sebastião Martins foi o Corregedor.
 

Equipe já conversa com Comissão de Transição

 A nova equipe de suporte à presidência do TJ só assume em janeiro, quando começa o mandato de Sebastião Ribeiro Martins. Mas o grupo já está em campo, em diálogo com a Comissão de Transição constituída no início de outubro, logo após a eleição que definiu o novo comando no Judiciário piauiense. O diálogo vai tornando mais fácil a passagem de bastão, dando continuidade a ações da gestão de Erivan Lopes.

Pelo menos um nome da comissão faz parte do grupo de assessores já definidos. Trata-se de Sérgio Miranda. Mas pode ser que outros nomes da Transição também sejam confirmados no grupo de assessores, como Érica de Lima Gonçalves Oliveira.

Chapas de Celso e Geórgia se fundem na disputa na OAB


Celso Neto: candidato a presidente da OAB-PI na chapa resultante da fusão com o grupo de Georgia Nunes

 

Mudanças profundas na véspera da disputa pelo comando da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Piauí. Duas das chapas oposicionistas estão se fundindo para a disputa que amanhã escolhe quem vai dirigir a Ordem pelos próximos três anos: a Chapa 04, encabeçada por Celso Neto, e a chapa 03, que tinha Geórgia Nunes como candidata a presidente.

Os entendimentos ganharam corpo depois do debate promovido ontem pela TV Cidade Verde, quando a troca de ataques entre oposição e situação se manteve em um nível muito intenso. A decisão foi finalizada já início da tarde de hoje, depois de uma demorada reunião em que estavam representantes dos dois grupos, acertando-se que a nova chapa terá Celso Neto como o candidato a presidente.

A discussão começou avaliando a legitimidade jurídica da decisão. Segundo membtros das duas chapas, recurso semelhante foi utilizado na disputa pela OAB do Ceará, com fusão de duas concorrentes. Segundo lideranças dos dois grupos, a saída tem amparo legal. Daí, partiu-se para a discussão que permitisse a acomodação de duas chapas em uma só.

Ficou decidio que membros da Chapa 03 terão postos na nova chapa, incluindo a própria Geórgia. No início da tarde, ainda não estava definido o posto a ser ocupado por Geórgia, mas havia a tendência de que ela fosse deslocada para uma das vagas do Piauí no Conselho Federal da OAB.

Os dois grupos devem fazer um comunicado conjunto ainda hoje à tarde, quando será conhecida finalmente a composição final da nova chapa que disputará amanhã o comando da OAB Piauí. 

Orçamento: Governo só dará a Poderes reposição da inflação


Rafael Fonteles, Secretário de Fazenda: limite de repasse no Orçamento dos Poderes é reposição da inflação  (FOTO: Pablo Cavalcante)

 

Até o final da próxima semana, ficarão definidas as emendas parlamentares que alteram a proposta do Orçamento de 2019, encaminhado pelo Executivo à Assembleia Legislativa. Nos bastidores, trava-se uma luta intensa por maior fatia do Orçamento. Mas o governo já avisou: o reajuste não poderá ser maior que a reposição inflacionária.

O recado foi dado por várias vozes, tendo no secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, a mais direta. Rafael diz e repete os dados financeiro dos últimos anos para mostrar que não é possível um repasse maior. O discurso tem agora o reforço de fatos: o governo está cortando na própria carne ao determinar uma redução de 50% nas despesas de custeio de todas as unidades gestoras. É como quem diz: “alô, Poderes, cortem também na própria carne”.

O governo espera um cabo-de-guerra mais concorrido com o Tribunal de Contas e o Judiciário. Ambos estariam pedindo mais do que seria possível dar. No caso do Judiciário, há compromissos que precisam ser honrados e ampliam as demandas. Por exemplo: há um plano de cargos e salários a ser implementado, concedendo 4,8% para os servidores. Há ainda a possibilidade do reajuste para a magistratura, de 16%, decorrente do aumento para os ministros do STF.

Diante desses compromissos, o Judiciário pediu reajuste de 13%. Na proposta de orçamento, o governo colocou 2%. O executivo admite ir até a reposição inflacionária. Foras disso, nem pensar – diz Rafael Fonteles. Essa reposição é da ordem de 4%, muito longe do percentual pretendido pelos Poderes.

Pelo visto, teremos emoção pela frente.
 

Pagamento do 13º ainda é a meta

As dificuldades do governo do Estado ainda não estão superadas para o fechamento das contas deste ano. Longe disso. E um dos pontos mais preocupantes é com o pagamento da folha de pessoal, em especial do 13º do servidor, que precisa ser concretizado na íntegra até 20 de dezembro. O corte de despesas determinado pelo governador Wellington Dias tem muito a ver com isso.

Ao justificar a medida, o governo avisa que é para evitar um “colapso financeiro”. Isso por si só diz do tamanho das dificuldades, tanto que as diretrizes de contenção de gastos devem durar 90 dias. O Executivo quer que a medida sirva de referência para os demais Poderes.

PP quer eleger pelo menos 6 vereadores em Teresina


José Maia Filho, o Mainha: projeto de fortalecimento do PP em Teresina e de candidatura à prefeitura  (FOTO: Câmara/Divulgação)

 

O Progressista não esconde suas altas pretensões futuras, tanto para as eleições de 2020 quanto para as de 2022 no Piauí. No plano estadual, o partido já deu a pista: quer disputar o governo do Estado na sucessão de Wellington Dias e tem o que chamam de “nome natural” para a empreitada: o senador Ciro Nogueira.

No plano municipal, o PP lança um olhar especial para Teresina, onde o partido quer disputar a prefeitura da capital e eleger pelo menos um quinto da Câmara Municipal. O presidente do partido na capital, José Maia Filho, o Mainha, diz que a estratégia está sendo montada, e passa necessariamente pela formação de uma grande chapa para disputar as cadeiras no Legislativo teresinense.

Em 2016, o Progressista elegeu dois vereadores – Aluísio Sampaio e Venâncio Rodrigues. Atualmente são quatro os representantes do PP na Casa, já que os suplentes R. Sá e Inácio Carvalho estão no exercício temporário do mandato. Mainha acha que em 2020 o PP pode ir bem mais longe, com a eleição de pelo menos 6 vereadores, podendo chegar a 7.

O planejamento voltado para as próximas eleições já está em curso, com a aproximação de lideranças referenciais nas diversas regiões e bairros da cidade. O PP quer essas lideranças filiadas à siglas e disputando mandato. Esse cuidado está diretamente relacionado às mudanças das regras: a partir da próxima eleição não haverá mais aliança proporcional. Isso obriga os partidos a formarem chapas fortes, capazes de somar voto suficiente para eleger um bom número de legisladores.

Mainha acha que o PP tem um trunfo. “As lideranças reconhecem a visão moderna do Progressista e uma atuação forte e de extrema importância tanto para Teresina como para o Piauí. Isso ajuda na relação com essas lideranças e com o eleitor”, diz.
 

Mainha tenta entrar na disputa pela Prefeitura

A atuação de Mainha com vistas às eleições de 2020 tem uma tarefa imediata, que é o fortalecimento do PP para eleger a maior bancada possível na Câmara Municipal. Mas o presidente do partido em Teresina se movimenta para viabilizar um outro projeto, que abraça de forma mais discreta: ser candidato a prefeito de Teresina.

O Progressista já tornou público o desejo de disputar a sucessão de Firmino Filho. E tem diversos nomes postos, como o do deputado estadual Júlio Arcoverde da deputada federal Margarete Coelho, além do próprio Mainha. Para entrar de verdade na lista de alternativas, qualquer um terá que criar as condições políticas e populares.

Mainha quer aproveitar os próximos meses para tentar viabilizar esse projeto.

Prêmio para a Agustinho Brandão mostra caminho para ensino


Reconhecimento: no centro da foto, a estudante Lanielle traduz as conquistasn da Escola Agustinho Brandão  (FOTO: Délio Rocha)

 

A escola de ensino médio Augustinho Brandão, de Cocal dos Alves, conseguiu um feito: conquistou o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação, que é dado a cada ano pela Comissão e Educação da Câmara dos Deputados. O feito é ainda maior tendo em conta que é a primeira vez que o Prêmio é dado a uma escola pública. A conquista só não esconde um detalhe: a incapacidade da gente aprender com a Agustinho Brandão a lição de como fazer ensino público diferenciado.

O modelo de Cocal dos Alves tem uma série de elementos que o fazem vitorioso. O primeiro, é uma concepção pedagógica que torna o processo educacional instigante e interessante. Esse é um dos grandes desafios da escola pública brasileira, considera pouco estimulante – o que resulta em baixo rendimento e em alta evasão ou reprovação. Cocal conseguiu contornar esse problema desde o início, por um viés de origem.

Vale lembrar, a experiência distinta na educação de Cocal começa com um projeto de extensão de professores do curso de Matemática da Universidade Federal do Piauí, tendo à frente o professor João Xavier. Uma das tarefas era tornar atraente o ensino de matemática, sempre vista como bicho-papão. Cuidaram primeiro dos professores locais. Logo vieram os desafios competitivos, parte desse prazeroso envolvimento com os números.

Daí, a experiência de Cocal começou a ganhar prêmios e ter ressonância Brasil afora. Foi uma forma de dizer: “o modelo funciona”. Cabe destacar que funciona também porque teve continuidade, contornando a tentação política: lideranças locais renderam-se ao êxito, inclusive abrindo mão da indicação política de gestores da escola, prevalecendo o critério técnico.

A equipe da Agustinho Brandão funcional como tal. E há uma dedicação pouco comum, além da construção de um ambiente de ensino que envolve todos, inclusive as famílias dos alunos. É uma receita que está em todos os manuais da boa educação, mas que teimamos em não adotar a não ser em casos isolados como o de Cocal.
 

O desafio de multiplicar Cocal

O Prêmio Darcy Ribeiro é só a última conquista da escola de ensino médio Agustinho Brandão. A maior premiação, no entanto, tem sido o êxito: para se ter uma ideia, mais de 70% dos alunos da Agustinho Brandão passam no ENEM. Poderia conquistar mais, através da multiplicação do modelo. Tantos prêmios deixam claro: é possível fazer educação pública de qualidade. De muita qualidade.

O cenário de entrega do Darcy Ribeiro, ontem, na Câmara dos Deputados, é bem tradutor do tamanho da conquista. Estava em destaque a estudante Lanielle Andrade. Em eventos anteriores, esse lugar cabia a estudantes de escolas caras dos grandes centros do país. Desta vez, foi Lanielle, que vem de uma escola pública de uma cidade pobre do interior do Nordeste.

Aumento do STF complica orçamento do TJ e diálogo com governo


Tribunal de Justiça: desconforto com proposta de reajuste orçamentário, que não cobre nem a inflação  (FOTO: TJ-PI/Divulgação)

 

Estão muito distantes as pretensões orçamentárias do Judiciário para 2019 em relação à proposta do Executivo encaminhada à Assembleia Legislativa. Enquanto o governo propõe um reajuste de apenas 2%, o Judiciário está solicitando uma revisão de 13% dos valores, em comparação com o ano passado. A variação pretendida pelo Judiciário tem um fator crucial: o reajuste de 16% para os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovado no Congresso, que serve de indexador para os demais salários do Poder.

No Judiciário, o principal item nos gastos é a folha de pessoal. E há reajustes programados: além dos 16% para a magistratura, será implantado o reajuste referente à progressão funcional dos servidores, que é de 4,8%. Mesmo que seja suprimido o auxílio moradia, a necessidade geral do Judiciário do Piauí seria de um reajuste da ordem de 12%, como forma de cobrir as despesas previstas.

Representantes do Poder já estiveram em reunião com a Secretaria de Planejamento do Estado, que é responsável pela proposta de orçamento. Mas, ao que parece, o diálogo não foi conclusivo e está longe de chegar a um meio termo conciliador. Isso porque a proposta do Estado só prevê reajuste de 2% sobre as receitas do ano passado, ainda que o Orçamento Geral cresça mais de 7%.

Fontes do Judiciário são categóricas: “Esse reajuste é impensável”. No governo do Estado, fontes admitem chegar a 4% de reajuste, o que corresponderia basicamente à inflação do ano. Outra vez integrantes do Judiciário afirmam que o valor é insuficiente. O entendimento que predomina no Tribunal de Justiça é que não cabe uma proposta de reajuste linear, como a apresentada pelo Executivo, com variação orçamentária igual para todos, exceto o próprio Executivo. Esse argumento lembra que o Judiciário tem capilaridade, muito mais que outros Poderes.

Mas o governo promete fazer jogo duro. Uma das alternativas aventadas é o compromisso com suplementação orçamentária no futuro. Ou seja: o Estado faria como fez este ano, repassando valores extras que estariam justificados pelo incremento na arrecadação. A pergunta que se faz em alguns gabinetes do TJ é: e se esse incremento não vem?

No governo, chega-se a propor que o TJ não implemente o reajuste salarial no Poder, entre servidores e magistrados. Essa alternativa não é levada a sério, sobretudo porque os magistrados têm um argumento que repetem sistematicamente: há muitos anos eles estão sem reajuste salarial.

Diante dessa situação, os próximos dias serão cruciais na busca de um entendimento entre Judiciário e Executivo, já que as emendas à proposta orçamentária levada à Assembleia podem ser apresentadas até o dia 30. E dia 30 já é sexta-feira da próxima semana.

Aposentados se igualam aos servidores ativos. E 10 mil podem se aposentar


Ricardo Pontes: número de aposentados e pensionistas praticamente se igualda ao de servidores da ativa  (FOTO: CCOM/Divulgação

 

O número de servidores aposentados e pensionistas que formam a folha de pagamento do governo do Estado já é praticamente igual ao de servidores da ativa. O dado é da Secretaria de Administração, que mostra uma diferença de pouco mais de mil ativos acima do número de inativos. Em termos absolutos, são 43.050 funcionários da ativa, contra 41.900 que recebem do Estado como aposentados ou pensionistas.

O mais grave é que os inativos estão muito próximos de superar o número de funcionários da ativa. Isto porque, segundo o secretário Ricardo Pontes, cerca de 10 mil servidores já têm tempo de serviço suficiente para requerer a aposentadoria. O quadro deve tornar insustentável a situação previdenciária do governo do Estado, elevando ainda mais o déficit.

Somente no mês passado, o Tesouro Estadual teve que desembolsar mais de R$ 75 milhões para cobrir a diferença entre as receitas e as despesas do regime previdenciário. Ou seja: o que a Previdência do Estado recolhe não cobre as despesas, gerando esse déficit mensal. Essa conta no vermelha implica em um rombo de mais de R$ 1 bilhão de reais no final do ano.

O governo estuda medidas para enfrentar o problema. Mas, como explica Ricardo Pontes, as alternativas de curto prazo praticamente se esgotaram, como o aumento de alíquota. As principais propostas são para enfrentamento no longo prazo. Numa perspectiva imediata, o Estado trabalha com a possibilidade de criação de um Fundo Previdenciário que possa cobrir as despesas.

Uma das alternativas é utilizar ativos – imóveis urbanos ou terras rurais, estas para uso em programas de energia limpa –, que renderiam recursos na forma de aluguel, por exemplo, capitalizando o Fundo e garantindo os recursos para cobrir os custos.
 

Piauí nem está entre as piores situações

O desequilíbrio nas contas da previdência é geral. Começa com o Governo Federal, que terá um déficit superior a R$ 130 bilhões, este ano. Mas há situações proporcionalmente mais caóticas e absolutamente insustentáveis. É o caso do Rio Grande do Sul, onde o número de aposentados e pensionistas se aproxima do dobro dos servidores ativos. Em dados de 2016, o governo gaúcho contabilizava mais de 117 mil servidores na ativa, contra mais de 205 mil inativos – número 74% maior.

Outra situação dramática é Minas Gerais, com 47% mais inativos que servidores ativos. Além desses dois casos, estão no vermelho os governos do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraíba. O Piauí está no grupo que vive em alerta, com sinal amarelo por ainda terem mais servidores ativos que inativos, mas em situação nada folgada.

O problema é que, se nada drástico for feito, essa realidade pode mudar logo, logo – e para muito pior. Até porque são mais de 10 funcionários da ativa com tempo suficiente para a aposentadoria.

Júlio diz que candidato na Alepi será o melhor colocado


Júlio Arcoverde: candidato à presidência da Assembleia será aquele em melhores condições de ganhar   (FOTO: ALEPI/Dilvugação)

 

Citado como potencial candidato à presidência da Assembleia Legislativa do Piauí, o deputado Júlio Arcoverde, presidente estadual do Progressista (PP), afirma que não  há nenhum sentimento de divisão dentro do partido com relação à disputa pelo comando do Legislativo. “Quem apostar na divisão estará apostando errado”, diz ele, observando que será candidato quem estiver em melhores condições para vencer a disputa.

Júlio reconhece que teve o próprio nome ventilado para disputar a presidência da Assembleia. “Mas não é só o meu”, afirma, em referência aos colegas Wilson Brandão e Hélio Isaias, ambos do PP e igualmente citados como potenciais candidatos.

O presidente estadual do PP ressalta que há um sentimento de mudança, o mesmo abraçado por Ciro Nogueira e manifestado por integrantes de outras siglas, como o PT. “Quem anda pela Assembleia sabe que é grande essa vontade de mudança”, destaca.

O deputado não vê como a Carta elaborada pelo Progressista – entregue a Wellington Dias como sugestão de reestruturação da administração estadual – possa ter impacto na disputa pela Assembleia.
 

Carta do PP atende à realidade, diz deputado

O deputado Júlio Arcoverde não enxerga reações adversas em relação à Carta que o PP encaminhou ao governador Wellington Dias. A Carta sugere mudanças na estrutura do governo, com redução de secretarias, corte de funções gratificadas e priorização de obras e projetos.

Segundo Júlio, a Carta está sintonizada com a realidade da gestão pública de hoje. “Todos os governadores eleitos estão fazendo ajustes”, afirma, lembrando que há escassez de recursos e é fundamental a otimização a partir de uma estrutura mais enxuta e eficiente.

“Não vejo como isso pode dividir”, assinala.

Eleição na Câmara e Assembleia delimita ‘agenda de governo’


Rodrigo Maia: mais sete adversários pelo estratégico cargo de presidente da Câmara dos Deputados   (FOTO: Câmara/Divulgação)

 

Duas eleições marcadas para o dia primeiro de fevereiro estão movimentando o mundo político. No plano federal, a eleição que se destaca é do presidente da Câmara. No plano local, é a disputa pela presidência da Assembleia que movimenta os bastidores. A razão de tanto rebuliço é uma só: quem estiver na cadeira principal dessas casas legislativas terá um enorme poder sobre a agenda do próximo governo. Portanto, tem muita possibilidade de criar ou solucionar problemas.

No cenário local, a disputa ficou aberta já no dia seguinte ao primeiro turno. No plano federal, a movimentação teve que esperar o resultado do segundo turno. Mas tão logo Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi confirmado presidente eleito, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se colocou como pretendente a ficar onde está.

Inicialmente o entorno de Bosonaro deu indicações de que poderia apoiar a reeleição de Maia. Mas o cenário mudou substancialmente na última semana. Agora já são oito concorrentes, dois deles vindos do próprio partido do presidente eleito: Delegado Waldir (PSL-GO) e JHC (PSL-AL). O MDB também aparece com dois postulantes, assim como o PR. A lista se completa com um concorrente do PRB, além de Rodrigo Maia.

Isso não quer dizer que Maia esteja fora da disputa ou ao menos enfraquecido. Não. Mas significa dizer que terá que buscar o apoio dos aliados do governo, o que deve passar pela discussão de uma agenda de interesse comum. Bolsonaro tem temas cruciais e polêmicos na agenda, como a reforma da Previdência, a maioridade penal e a flebilização sobre o porte de armas. Há ainda as reformas fiscal e política, quase tão complicadas quanto a da Previdência.

Ter aliados na presidência da Câmara e do Senado pode ajudar muito, em especial na Câmara, onde a fragmentação política costuma criar mais problemas para a aprovação de propostas espinhosas. Daí, até 1º de fevereiro, o governo Bolsonaro esperar construir uma alternativa segura para a aprovação dos seus temas de agenda.

Esse nome pode ser inclusive Rodrigo Maia. Ou não.
 

Themístocles Filho ganha fôlego

No cenário local, a disputa pela presidência da Assembleia foi colocada na mesa no dia seguinte à eleição de primeiro turno, através do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira. Ciro deixou claro o desejo de mudança – uma clara manifestação anti-Themístocles Filho, o atual presidente da Casa. Também fez mais, semanas depois: apresentou uma Carta ao governador Wellington Dias que causou desconforto entre os petistas. E isso mexeu com alguns sentimentos na Assembleia.

Até então, o esforço de Ciro para ter o próximo presidente da Assembleia parecia bem encaminhado. Mas a Carta deu fôlego a Themístocles. Tem aliado de Wellington já achando que não é bom negócio encher muito a bola do PP – já visto como potencial adversário em 2022. Também soou mal a ênfase no nome de Júlio Arcoverde como a alternativa de Ciro para o lugar de Themístocles.

Isso porque, segundo os bastidores políticos, a ida de Wilson Brandão para o PP teria incluído um acordo de apoio à sua candidatura à presidência da Assembleia. Esquecer o acordo, não seria bom negócio.

Piauí tem 3 entre deputados que mais receberam de partidos

O estado do Piauí tem três entre os 25 deputados que mais receberam recursos de seus partidos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base nas prestações de contas apresentadas oficialmente pelos 7.792 nomes que disputaram uma vaga na Câmara dos Deputados. Os campeões de doações partidárias, aqui no Piauí, são todos do Progressistas: Maia Filho, Iracema Portela e Margarete Coelho, nessa ordem.

Segundo dados do TSE, o primeiro da lista piauiense, Maia Filho, está entre os cinco que mais receberam recursos partidários no país: na quinta posição, ele aparece com aporte partidário da ordem de 2.443.280,50. Ele recebeu R$ 39 mil a mais que Iracema Portella, que vem a ser a mulher do presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira. Iracema aparece na oitava posição no ranking nacional, ao receber exatos R$ 2.404.000,00. Já Margarete Coelho é 25ª colocada entre todos os que disputaram, Brasil afora, uma vaga na Câmara. Ela recebeu R$ 2,3 milhões do PP.

Vale lembrar, o financiamento das eleições deste ano se deu por recurso próprio dos candidatos ou repasses de um Fundo Eleitoral formado por dinheiro público e controlado pelos partidos, responsáveis por sua distribuição entre os candidatos. Dos 7.792 que buscaram uma vaga na Câmara Federal, 5.423 receberam algum valor dos partidos. No total, o dinheiro repassado para esses candidatos passou de R$ 1 bilhão, em doações que foram de simbólicos R$ 11,66 até R$ 2,5 milhões, o limite estabelecido pela lei, no caso da disputa à Câmara.

Portanto, os três campeões locais de repasses do Fundo Eleitoral através dos partidos estiveram bem próximos do teto estabelecido pela lei. Dos três, dois foram eleitos – Iracema e Margarete. O outro, Mainha, ficou na terceira suplência de sua coligação.

Do 'top ten', cinco não se elegem

O entendimento geral na política brasileira é que dinheiro é crucial para o êxito eleitoral. Mas não basta. Em um sistema em que a regra é todo candidato investir muito nas campanhas, é preciso mais. Os dados do TSE mostram que dos dez que mais receberam recursos através dos partidos, cinco se elegeram e outros cinco perderam. Entre os 30 que mais receberam, só 16 se elegeram. 

Mas é bom não desprezar a grana. Ainda conforme os dados do TSE, a maior parte dos eleitos teve recursos dos partidos: as siglas repassaram R$ 429 milhões para 451 eleitos. Somente 62 deputados federais (correspondentes a 12% da nova Câmara) não receberam recursos dos partidos. Um terço deles surfaram na onda Bolsonaro: o PSL elegeu 22 desse grupo sem aporte partidário. E a maioria dos “sem grana do partido” (49 dos 62) nunca exerceu um mandato na Câmara dos Deputados.

Detalhe adicional: entre os 30 concorrentes que mais receberam, 18 são mulheres. Entre elas as piauienses Iracema e Margarete.

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