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João Vicente deve fazer nova viagem ao exterior


João Vicente Claudino: após filiação ao PTB, ex-senador pode fazer nova viagem ao exterior  (FOTO: Senado Federal)

 

Sem definir qual papel terá efetivamente na campanha eleitoral deste ano, o ex-senador João Vicente Claudino tem dois fatos na agenda dos próximos dias. Primeiro ele vai se filiar ao PTB, na sexta-feira. Depois ele deve fazer uma pausa nas andanças políticas para cumprir uma viagem à Itália.

Há menos de uma semana, o empresário chegou de uma viagem à Terra Santa. E agora será a vez de Roma e o Vaticano.

A viagem tende a reforçar as discussões sobre a real intenção do ex-senador de disputar as eleições deste ano. Segundo adiantou Elivaldo Barbosa na TV Cidade Verde, João Vicente teria chegado a um acordo com os deputados do PTB – Janaína Marques, Nerinho e Zé Hamilton. Os deputados são aliados do governador Wellington Dias (PT), enquanto João Vicente vem abraçando um discurso que estaria mais em sintonia com a oposição.

Pelo acordo, os governistas ficam no PTB com a garantia de que não terão problemas na campanha. O entendimento com os deputados seria uma indicação de que o ex-senador poderia mesmo não se candidatar ao governo. Dentro do PTB governista, alguns trabalham para atrair João Vicente para o seio palaciano. Poderia, na avaliação desses petebistas, fazer parte da própria chapa liderada por Wellington Dias.

A viagem ao Vaticano, se confirmada, pode reforçar a leitura de que João Vicente Claudino não estaria tão empenhado em ser candidato em outubro.
 

Ex-senador queria chapa única na oposição

A real intenção de João Vicente Claudino na eleição deste ano transformou-se em um mistério. Desde janeiro, no entanto, ele manteve uma série de contatos políticos com lideranças da oposição, dando uma indicação de qual lado poderia seguir. Essa leitura foi reforçada em março, quando concedeu uma série de entrevistas apontando para uma possível candidatura.

Nas falas públicas que fez, João Vicente defendeu a tese de uma só candidatura ao governo do Estado pelas oposições. Com a pré-candidatura de Luciano Nunes (PSDB) ganhando mais apoios dentro do campo oposicionista, a possibilidade de candidatura unificadora está mais para o tucano que para o petebista.

Semana coloca ‘pingos nos is’ com Lula e filiações

Supremo Tribunal Federal: decisão da Corte na quarta-feira terá grande importância no desenho do cenário político deste ano

 

No roteiro da política nos últimos meses, nem se pode mais falar em data decisiva. Com escândalos, assassinato, ataque, delações, denúncias e prisões se sucedendo a um ritmo inimaginável, cada semana vai se tornando decisiva. E esta será mais uma, com pelo menos – é bom que se ressalte: pelo menos – dois fatos importantes. Um, o julgamento do habeas corpus preventivo de Lula; outro, o fim do prazo para filiações partidárias.

O habeas corpus impetrado pelo ex-presidente Lula no Supremo vai trazer luz sobre outros dois ângulos, da política e justiça nacional. Vai dizer se Lula fica em liberdade – e os arranjos levam a crer nisso, que o condenado e inelegível Lula vai seguir livre e em campanha, fazendo de conta que é candidato pra valer e carregando Fernando Haddad no ombro. E vai dizer muito sobre a possibilidade de prisão em segunda instância, apontando para uma provável revisão da jurisprudência afirmada pelo próprio Supremo.

Vai ser interessante ver Gilmar Mendes defendendo a posição de interesse dos petistas. E mais ainda vê-lo abraçar uma revisão que deve gerar um mundo de solturas, incluindo até mesmo nomes muito “queridos” do país, como Eduardo Cunha e Antonio Palocci.

Outro fato que coloca os pingos no is é o fim do prazo para troca de partido, tendo em conta a eleição deste ano. Isso vale no cenário nacional e especialmente na esfera local. Espera-se a filiação de João Vicente Claudino no PTB e, mais ainda, o que isso desencadeará: Janaína Marques e Nerinho permanecem na sigla? Espera-se ainda a definição de Firmino Paulo, se vai para o PP ou o PDT, e também o que dirá esta semana. Aí a expectativa é o que dirá de seus quase-ex-aliados, em especial de Marden Menezes.

Seja como for, a semana que hoje começa vai definir mais claramente de que lado (ou pelo menos em que partido) cada um se posiciona, como esboço do cenário que as convenções (em julho e agosto) darão cores mais vivas e contrastes mais acentuados.

Esta semana também pode ser lembrada como aquela que começa com o domingo da ressurreição, apontado renascimentos de alguns nomes postos em cena. Mas como há incrédulos no jogo, pode significar tão somente o calvário político, sem vida após a morte.
 

Sim, pode haver nova denúncia contra Temer

Nesta semana que promete tantas definições imediatas e com reflexos futuros, há o prazo para desincompatibilização. Saberemos quantos membros do governo deixarão seus cargos para disputar eleição. Quanto ao prefeito Firmino Filho, parece não haver mais dúvidas: ele fica onde está, fora da corrida por cargos. Falta ainda ele definir como se portará na campanha.

Outra dúvida: haverá nova denúncia contra Michel Temer? A pergunta cabe depois da prisão de auxiliares que trazem luzes (e desconforto) sobre a relação potencialmente não republicana do presidente com essas pessoas. No Congresso, aposta-se em uma nova denúncia por parte da PGR. Pode até não acontecer esta semana. Mas a simples possibilidade deve tirar de vez a ideia dos palacianos de colocar o presidente no embate eleitoral.

Ou não?

Um Judiciário igual ao Brasil: dividido e politizado

Desembargador Souza Prudente, do TRF1: críticas à possibilidade de revisão da prisão após condenação em segunda instância

 

Os últimos meses, e em especial as últimas duas semanas, explicitaram: como o Brasil, o Judiciário brasileiro está dividido. E a decisão não se dá em torno de teses essencialmente jurídicas, mas ao redor de visões políticas que se aproximam ao partidário. Tal revelação se dá sobretudo a partir das repetidas querelas (ou melhor, bate-boca) no Supremo Tribunal Federal. Mas não apenas: há manifestações explícitas de outras vozes do Judiciário, como a do desembargador Antônio Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o TRF1.

Não é uma posição qualquer: é a infestação de alguém em 2ª instância falando sobre decisões da Suprema Corte e às vésperas de uma votação importante do STF sobre a prisão após condenação na 2ª instância. “Nos sentimos envergonhados”, disse o desembargador sobre decisões a respeito.

A fala do desembargador é como se o miolo do Judiciário não se contivesse diante de um Supremo que mostra mais apetite político que o próprio Congresso. E se manifesta, para deixar claro como pensa uma boa fatia do Poder. “Creio que o momento histórico não é apropriado para rever uma decisão que foi tomada pelo plenário da Suprema Corte, seguindo o histórico da jurisprudência nacional, no sentido de que a condenação de 2ª instância por um órgão colegiado, já autorizado o cumprimento imediato da pena, sem ferir o princípio da presunção de inocência”, afirmou, em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

O desembargador Antônio Souza Prudente tem o cuidado de enfatizar que fala em tese, assim como fez o juiz Sérgio Moura, em recente entrevista ao Roda Vida. É também uma forma de dizer: vamos discutir teses, senhores. Vamos deixar as querelas políticas em outro patamar – ou em outros Poderes que não o Judiciário.

É verdade que o Judiciário “não veio de Marte”, como já disse o ministro Gilmar Mendes, a lembrar que as querelas das ruas chegam e influenciam os plenários dos tribunais. Mas as manifestações verificadas nos últimos meses dentro das Cortes vão mostrando que alguns magistrados são muito terrenos – quase mundanos. Não é o que se espera de alguém com uma formação sólida e que assume um posto que deve manter uma, digamos, distância regulamentar das querelas políticas e partidárias.

O Judiciário vai se mostrando tão dividido quanto a sociedade brasileira, às vezes com os mesmos rótulos: fulano é coxinha, beltrano é mortadela.

 Que haja divisão no Judiciário, é bastante razoável e até festejável, desde que não seja dentro de um viés político ou meramente pessoal que leva o debate para o mais descortinado xingamento. O plenário das cortes não pode ter o mesmo clima das ruas, sob pena de abdicar do papel que cabe ao Judiciário – de Poder moderador, de instância serenadora dos ânimos na medida em que soluciona disputas.

O que estamos vendo é, dentro das cortes, a continuidade e até ampliação das disputas. E isso não é bom.

As muitas pedras no caminho da candidatura Temer


Michel Temer: vontade de ser candidato esbarra em um amontoado de problemas, como a prisão de auxiliares próximos

 

Há uma semana, o presidente Michel Temer (MDB) escancarava o que até então era sussurrado em Brasília, em meio ao espanto de muitos: é real a vontade de disputar a sua própria sucessão, em outubro próximo. Independente da vontade e da máquina administrativa que tem à mão, qualquer analista enxergava um bocado de pedras interrompendo a caminhada eleitoral do presidente. Com os episódios dessa quinta-feira, as pedras parecem agora uma montanha.

A aposta de Temer em si mesmo partia precisamente de duas condições do processo. A primeira, a máquina de governo, que no Brasil costuma ter influência significativa nas escolhas eleitorais. A segunda, a alta fragmentação com uma penca de postulantes, que pode tornar competitivo um candidato com pouco mais de 15% dos votos. O presidente olhava para essas condicionantes e esquecia de diversas outras, a principal a enorme impopularidade do próprio mandatário.

Com as prisões da quinta-feira – foram presos seu amigo-advogado e outro amigo-faz-tudo – , a teimosia do presidente fica cada vez mais distante de transformar-se em sonho. Michel Temer já conta com uma certa dificuldade de contar apoios explícitos no Congresso. E se esse apoio está difícil na forma de voto em uma determinada matéria legislativa, fica ainda mais complicado quando se pensa em ver um político subir o palanque para discursar ao lado e a favor do presidente.

Nem todo mundo é Carlos Marum.

Nesse quadro, a já algo obstruída estrada eleitoral de Temer fica quase intransitável, tantas são as pedras no caminho: a impopularidade não dá sinais de arrefecimento; o desemprego teima em ficar nas alturas; a economia não deslancha; e a segurança está longe de mostrar sinais positivos.

Ou, para fazer referência ao slogan do governo Temer: nem ordem, nem progresso e nem voto.
 

O Plano B que poucos querem ser

Temer quer ter um candidato a presidente da República para chamar de seu. E se os fatos levarem à conclusão de que não pode ser ele mesmo, o ocupante do Jaburu vai buscar um que defenda o seu “legado” – seja lá o que isso signifique. Há alternativas mas, por enquanto, nenhuma empolga.

O nome mais próximo de Temer é Henrique Meireles, que deixa o ministério da Fazenda para manter o sonho da candidatura, agora pelo MDB. Meireles encanta o chamado mercado, mas não tem cacoete popular, a começar por uma voz nem sempre compreensível.

Outra possibilidade é Rodrigo Maia (DEM): reformista e sintonizado com o mercado, tem o feitio do governo Temer, mas não exatamente as bênçãos do presidente. Pode até vir a ser o defensor do legado, mas por falta de opção.

Há ainda um outro senão: desejará Rodrigo Maia – ou qualquer outro – defender tal legado?

Violência aumenta e deixa preço do seguro mais caro

Assim como a corrupção, o aumento da violência passa uma conta alta para a população. Além de gastar com cuidados extras – grades e câmeras em casa, vigilância e carros blindados – , o cidadão também pode contabilizar um prejuízo extra e mais geral nos valores de seguros, em especial o seguro de vida e seguro de automóvel. No caso do Rio de Janeiro, onde o roubo de automóvel é mais grave, os seguros automobilísticos subiram em média 95% em apenas dois anos, oito vezes a inflação do período.

Mas se a situação é especialmente dramática no Rio, ela não é confortável nos demais estados, que vêem a violência gerar perdas importantes para o cidadão. Gasta-se mais para garantir o patrimônio, seja a casa, a empresa ou o veículo. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra, a cada minuto, um roubo ou furto de veículo – quase 600 mil em apenas um ano. O dado é do final do ano passado, e há razões para acreditar que a situação piorou.

O descalabro da segurança pública tem o efeito direto no valor do seguro dos veículos, que tem seu cálculo alterado em razão dos sinistros. Isto é: quando mais roubo e furto, mais sobe o preço do seguro, para que as seguradoras possam fazer as coberturas contratadas. É aí que se chega a esse aumento no valor do seguro pago pelos proprietários de automóveis.

Esse valor vem crescendo ano a ano. No caso do Rio de Janeiro, a apólice média custava R$ 1.905,12 no início de 2016, alcançando R$ 3.728,33 no começo deste ano. É uma variação completamente diversa da inflação e que só pode ser explicada pela violência que amplia os furtos e roubos.

A situação é tão complicada que as seguradoras estão revisando seus critérios de avaliação de risco. Em cidades como o Rio de Janeiro, faz muita diferença morar na Lagoa, Quintino ou Botafogo. Quando mais violento o lugar, mais caro é o seguro contratado. Também entra nessa conta carioca a baixa recuperação de veículos.
 

Piauí recupera 80% dos carros roubados

O impacto da falta de segurança no valor do seguro de veículos muda conforme o Estado. E o Piauí está em posição bastante diversa da do Rio de Janeiro. Se lá o alto índice de roubo e a baixa recuperação de veículos empurram os valores para o alto, aqui o Estado pode apresentar um índice de recuperação que está em cerca de 80%.

De acordo com a Polícia Civil, em 2017 foram registrados 2.451 roubos ou furtos de veículos. Além da recuperação da maioria dos veículos, o patrimônio resgatado intacto também na maior parte dos casos. O resultado é que, aqui, a violêrncia não tem o mesmo impacto do verificado em cidades como o Rio de Janeiro.

Possível saída de Silas surpreende Podemos

Álvaro Dias e Silas Freire, em recente visita do senador ao Piauí: aliança pode acabar se deputado deicidir sair do Podemos

 

A direção nacional do Podemos e particularmente o staff do senador Álvaro Dias ficaram surpresos com a informação de que o deputado Silas Freire pode deixar a sigla e assinar ficha de filiação ao PRB. As conversações entre Silas e o PRB foram adiantadas aqui pela coluna, ontem. Mesmo que o deputado ainda não tenha decido se muda ou fica no Podemos, a notícia caiu como uma bomba na direção do partido.

Vale lembrar, Silas disputou a eleição de 2014 pelo PR. Mas, após desentendimentos com a direção local, terminou saindo do partido e, ainda no ano passado, foi acolhido pelo Podemos. Como membro do novo partido, ciceroneou o presidenciável do Podemos, senador Álvaro Dias, em sua visita ao Piauí.

Mas o convite do PRB balançou Silas. O partido tem no Piauí um deputado estadual (Gessivaldo Isaias) e um vereador na capital (Levino de Jesus), além do suporte da Igreja Universal. Estar no PRB pode significar maior suporte político e mais votos. No caso do Podemos, Silas está praticamente sozinho.
 

Deputado poderá controlar Fundo Eleitoral

Outro fator que pode influir na decisão de Silas Freire de mudar-se para o PRB é a possibilidade de administrar a fatia do Fundo Eleitoral que couber à sigla no Estado. Esse tipo de autonomia tinha sido negociado entre a direção nacional e o deputado Rodrigo Martins, que esteve a ponto de deixar o PSB.

Silas também teria a fatia do Fundo Eleitoral que coubesse ao Podemos no Piauí. Mas o PRB tem maior presença no Congresso e, assim, o direito a mais recursos.

PR pode voltar a integrar Chapinha


Fábio Abreu: deputado pode voltar à "Chapinha" após intenção do PR de discutir outra vez aliança proporcional

 

O PR pode voltar a sentar na mesa de discussão para constituição da chamada “Chapinha”, um grupo de pequenos e médios partidos se une para ganhar mais competitividade na disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. A participação do PR no grupo está associada à vontade de algumas das grandes siglas – como o próprio PT – de fazerem chapa pura, o que cria dificuldades para as pequenas siglas, em especial as que têm poucos candidatos.

A possibilidade do PR retornar à Chapinha também se vincula à necessidade de outras participações, como a do partido do deputado Silas Freire.

Vale lembrar, no final de janeiro, o presidente do PR, deputado estadual Fábio Xavier, disse que o partido não tinha mais interesse em discutir essa aliança de pequenos e médios partidos. O PR tinha dúvidas sobre as vantagens competitivas da Chapinha, além de avaliar que o "chapão" seria mais interessante para o partido eleger seus candidatos. A decisão do PR levou o deputado Silas Freire, filiado ao Podemos, a dar indicações de que também poderia ficar fora da aliança, passando a integrar a coligação geral dos grandes partidos.

O cenário mudou. Mas, ainda assim, as lideranças do PR cobram a participação de outros candidatos competitivos, em especial na disputa por vagas de deputado federal. O partido tem como postulante a uma cadeira na Câmara Federal o já deputado Fábio Abreu.

A participação de Silas Freire é considerada importante, porque se somará a Fábio e pelo menos a mais dois candidatos – Osmar Júnior (PCdoB) e Marcos Vinícius (PTC) – com importante potencial de votos, capazes de contribuir para a coligação superar com folga o consciente eleitoral. No cálculo do deputado Evaldo Gomes (PTC), principal articulador da Chapinha, o grupo pode fazer dois deputados federais e ter um bloco influente na Assembleia Legislativa.
 

Silas em nova sigla

Segundo fontes da Chapinha, o deputado Silas Freire (Podemos) também demonstrou interesse em rediscutir a participação na Chapinha. Mas poderá não ser pelo Podemos. O PRB fez convite para que Silas mude de partido. A intenção do PRB é ter no Piauí um candidato com força para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e ajudar o partido a superar a cláusula de barreira.

O parlamentar terá que decidir até sexta-feira da próxima semana se muda de partido ou se fica onde está. Mas a mudança não altera a estratégia de participar da Chapinha como caminho mais curto para garantir um mandato.

Solidariedade e PV discutem formação de aliança proporcional

Jorge Lopes, Teresa Brito e Menandro Pedro: aliança entre PV e SD na disputa por vagas na Câmara e na Assembleia

 

Lideranças do PV e do Solidariedade (SD) no Piauí estão articulando uma aliança visando a disputa de vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Dentro do movimento para constituição da aliança, foi marcada para depois da Semana Santa uma reunião da qual devem participar representantes de diversas outras siglas, como PPS, PRP, PMN e Podemos.

Ontem, um primeiro passo foi dado nesse sentido, em encontro no gabinete da vereadora Teresa Brito, líder do PV no Piauí e que deve concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Também, estiveram na reunião dois membros do SD: Jorge Lopes, que deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados; e o delegado Menandro Pedro, que concorrerá ao posto de deputado estadual.

A articulação tem no deputado Dr. Pessoa uma referência para a disputa majoritária, provavelmente concorrendo ao Senado em uma chapa que pode ter o ex-senador João Vicente Claudino – pelo PTB – candidato a governador do estado. A intenção dessa aliança é formar um amplo leque de partidos, assegurando a apresentação de boas alternativas na disputa pelas cadeiras na Câmara e Assembleia.

A lista inclui mais de 20 nomes. Entre eles estão:

Teresa Brito (PV)  – candidata a deputada estadual;
Jorge Lopes (SD) – deputado federal;
Menandro Pedro (SD) – deputado estadual;
Florentino Filho (PV) – deputado federal ;
Celso Henrique (PPS) – deputado estadual;
Laécio Borges (PRP) – deputado estadual.
 

Articulações pretendem incluir PSC

A tendência dessa articulação é seguir no campo das oposições. Mas essa opção só ficará definida após as articulações voltadas para a formação das chapas majoritárias. O grupo ainda espera uma posição mais clara de João Vicente Claudino, que se filia ao PTB na próxima semana.

Enquanto isso, o grupo deve convidar para as discussões o PSC de Valter Alencar. O partido lançou o advogado como pré-candidato ao governo do Estado. Mas o PSC ainda não deixou clara a estratégia voltada para a disputa de cargos proporcionais, o que o grupo liderado por PV e SD vê como uma possibilidade de aliança.

De olho na ‘cláusula’, PRB agora quer Silas Freire


Deputado Silas Freire: ele saiu do PR para o Podemos e agora pode mudar de novo, desta vez para o PRB

 

O PRB parece mesmo decidido a ter no Piauí um candidato a deputado federal em condições de competir pra valer uma vaga na Câmara dos Deputados. E, depois de ver fracassada a tentativa de filiar o deputado Rodrigo Martins (PSB), o partido investe em Silas Freire, suplente no exercício do mandato.

Vale lembrar, Silas disputou as eleições de 2014 pelo PR, mas divergências com o comando estadual do partido terminou levando o parlamentar a deixar a sigla. Ainda no final do ano passado, Silas ingressou no Podemos. No novo partido, chegou a ciceronear no Piauí o pré-candidato a presidente pela sigla, senador Álvaro Dias.

O PRB tenta atrair Silas e corre contra o tempo, já que o prazo para mudança partidária termina na próxima semana. O PRB tem como principal referência no estado o deputado estadual Pastor Gessivaldo Isaias, atual secretário do Trabalho. O convite visa possibilitar ao partido superar a cláusula de barreira, o que garante acesso ao tempo de propaganda em rádio e TV e aos recursos do Fundo Partidário. Somente este ano, o Fundo Partidário soma quase R$ 900 milhões, distribuído proporcionalmente entre as siglas conforme a representação no Congresso.

Conforme a nova legislação eleitoral, para ter acesso a esses benefícios, um partido precisa alcançar pelo menos 1,5% do total de votos nacionais para a Câmara dos Deputados, ou eleger 9 deputados federais com registro de pelo menos 1% dos votos para deputado federal em 9 estados.

No Piauí, esse percentual corresponde a cerca de 20 mil votos. Mas o PRB acredita no potencial de Silas Freire para disputar uma das cadeiras na Câmara.

Segundo aliados de Silas, o convite partiu do próprio presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, que teria o aval de Gessivaldo Isaias. 

Muito depois do TheAmo, ‘São Paulo é tudo de bom’



No alto, a escultura-símbolo de São Paulo, que chega seis anos depois do TheAmo, declaração de amor a Teresina

 

A cidade de São Paulo festejou, ontem, um feito: a inauguração de sua primeira “escultura-símbolo”. Trata-se de um letreiro gigante com o nome da cidade e um quadrado com uma espécie de slogan: “São Paulo é tudo de bom”. De fato, a maior cidade faz agora o que Teresina já tem desde 2012, com o TheAmo.

A escultura-símbolo paulista fica na São Paulo Expo, principal destino de eventos da América Latina. A inauguração da marca foi festejada como novo destino turístico paulistano, com destaque para os números do display: 10 metros de cumprimento e 1,6 metro de altura. A “novidade” foi associada ao “LOVE” de Nova Iorque e ao holandês “I Amsterdam”.

Teresina tem número melhores. Além de contar com sua própria “escultura-símbolo” desde 2012, é mais bonita, no recurso simbólico do “The” de “Theresina” e no jogo de cores que se vale do vermelho que remete ao amor e do amarelo forte bem próprio do por do sol teresinense. Também é maior: são 14 metros de cumprimento com 2,1 metros de altura.

Além disso, o TheAmo caiu nas graças dos que aqui vivem e também dos que visitam a cidade.

Quando foi lançado em 2012 pelo governo do Estado, eram três TheAmo, todos em madeira pintados com tinta óleo. Essas esculturas estavam na Praça do Liceu, no adro da Igreja São Benedito e balão do São Cristovão. Foi uma festa, todo mundo tirando foto e vestindo a camisa.

Depois foi feito um painel definitivo, em metalon, que está na Nova Potycabana desde 2013. O painel concentra a maioria dos registros fotográficos feitos pelos usuários do parque. Também é usado para ilustrar as situações mais diversas, desde convites de formatura até noivos que assinalam o enlace com fotos em cenários marcantes da cidade, o The Amo entre eles..
 

Escultura copiada em outras cidades

Mas não é só São Paulo que segue o rastro de Teresina. Logo depois do TheAmo, diversas esculturas-símbolo surgiram Brasil afora.Isso foi facilitado pela ampla visibilidade conseguida pela marca criada para Teresina na mídia nacional.

Capitais como Brasília e Aracaju também fizeram suas esculturas buscando uma ligação mais emocional com a cidade. No Piauí, temos esculturas semelhantes em cidades como Parnaíba, Picos e Oeiras.

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