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Júlio Arcoverde pensa na prefeitura de Teresina


Júlio Arcoverde, ao tomar posse na Semel: candidatura à prefeitura de Teresina entra nos planos do deputado do PP  (FOTO: SEMCOM / Divulgação)

 

Ao assumir a Secretaria de Esporte e Lazer de Teresina, o deputado Júlio Arcoverde pode estar fazendo bem mais que a acomodação na Assembleia Legislativa do deputado B. Sá Júnior (PP). Júlio não descarta a possibilidade de disputar a prefeitura da capital na eleição de 2020. O projeto está apenas esboçado com traços soltos, mas ele existe.

Uma possível candidatura de Júlio Arcoverde à sucessão de Firmino Filho (PSDB) era aventada sem muita força dentro do Progressista. Era visto, na maior parte das vezes, como uma mera estratégia para manter o partido na discussão e deixar evidente que os progressistas têm pretensões que não necessariamente estão atreladas ao roteiro político particular de Firmino.

A acomodação de B. Sá, um compromisso de Ciro Nogueira com o grupo político de Oeiras, levou Júlio para  Semel e terminou dando mais força à ideia de uma candidatura do deputado que também é presidente estadual do Progressista. Sim, porque a ida para a Semel é uma moeda de duas faces. De um lado está o risco de perder visibilidade estadual. De outro, a oportunidade de mostrar serviço e reforçar uma posição da sigla – e do deputado – em Teresina, onde está quase um quarto do eleitorado piauiense.

Outros nomes do PP estão na enorme lista de potenciais candidatos, incluindo Margarete Coelho, Washington Bonfim e Maia Filho. Ciro tem dito que o candidato da sigla é aquele que Firmino indicar. Mas nada impede que o indicado seja do PP, já que o PSDB de Teresina se amiudou e o prefeito está cada vez mais vinculado ao PP.

Nesse jogo, Júlio Arcoverde não afasta a possibilidade de ser ele o escolhido para a disputa.
 

Sem alternativa, Firmino tem nomes demais

Olhando as eleições de 2020, o prefeito Firmino Filho tem candidatos de sobra. O que significa dizer que falta candidato. Até agora, nenhum nome se sobressaiu, nem no PSDB nem em outra sigla aliada do prefeito. Aos aliados, Firmino tem dito que vai fazer pesquisa para decidir. Na prática, uma boa maneira de deixar o cenário aberto e retardar a decisão.

Entre os nomes mais próximos do prefeito, são citados Charles Silveira, Evandro Hidd, Kleber Montezuma e Samuel Silveira. Entre partidos aliados estão nomes como a tropa do PP, com Margarete Coelho e Washington Bonfim sendo mais citados. Agora tem também Júlio Arcoverde.

A definição em torno de um nome é coisa para daqui um ano. Depois do carnaval de 2020.

Bloco ‘Namorada do Sol’ faz a festa na Zona Leste



A Morada do Sol dá o tom da folia dos blocos carnavalescos nesta segunda-feira, quando o bloco "Namorada do Sol" leva a alegria para as ruas do bairro. O “Namorada” está se consolidando como uma das grandes atrações do carnaval de Teresina. As mulheres têm protagonismo no comando do bloco, mas a folia é de todos, homens e mulheres.

A agenda dos blocos carnavalescos em Teresina conta hoje com sete atrações. O “Namorada” se concentra a partir das 16h, na rua Azar Chaib. Nesse mesmo horário ganham as ruas outras três atrações: “Vaca Atolada”, que se concentra em frente ao Iate Clube (bairro Matinha); “Os Ventas Suada”, que se reúne em frente à Fundação Bradesco (Dirceu I); e o “Blocoálcool”, que faz a folia na Avenida Noé Mendes (bairro Renascença).

Às 17h, são outras três atrações: “Tome Dalila”, que se reúne na Avenida Domingos Mafrense (bairro Mafrense); “Tomar Gagau”, que tem como ponto de referência a Quadra 138, no Parque Piauí; e o bloco “Piauí Samba”, que se concentra na Praça do bairro Monte Castelo.

Amanhã serão mais oito atrações fechando o calendário dos blocos carnavalescos em Teresina.
 

Cidade de União tem ‘Os Gatões’

A segunda-feira de carnaval é dia de destaque para a cidade de União. A partir das 16h o bloco “Os Gatões” faz a folia dos unionenses. A expectativa é que o desfile do bloco leve às ruas da cidade cerca de 15 mil pessoas. Este é o 37º ano que o bloco desfila.

A concentração é em frente à Casa dos Irmãos Sampaio, junto ao início da Avenida Felinto Rego, que se transforma no corredor da folia. Uma das marcas dos “Gatões” é os homens saírem vestidos de mulher e as mulheres fantasiadas de homem.

Ibaneis Rocha compra casa de Heráclito, a mais cara de Brasília


Mansão no Lago Sul: antes de Heráclito Fortes, agora propriedade do governador do Distrito Federa, Ibaneis Rocha  (FOTO: TRK / Divulgação)

 

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), é o novo dono da mansão no Lago Sul de Brasília que até há pouco pertencia à família do ex-deputado Heráclito Fortes. Ibaneis, que é filho de piauienses de Corrente, já tinha surpreendido na campanha passada como o candidato mais rico na disputa pelo governo do DF (patrimônio de R$ 94,1 milhões). Vale lembrar, ele bancou a campanha com recursos próprios. Pois agora ele torna a surpreender com a aquisição da mansão por um valor que é um quarto do patrimônio declarado à Justiça Eleitoral em agosto.

A mansão da família de Heráclito custou a Ibaneis R$ 23 milhões, valor “inédito”, conforme revelou o Conselho Regional de Corretores de Imóveis. Traduzindo: nunca uma casa tinha custado tanto. O valor tem lá suas explicações: são 2.000 metros quadrados em uma área supervalorizada e com requintes. Por exemplo, a piscina conta com azulejos do conceituadíssimo artista pernambucano Francisco Brennand. Tem também um mobiliário refinado e uma adega com capacidade para 600 garrafas.

Heráclito, que vive em Brasília há quase 40 anos, está cada vez menos presente na capital federal, após não conseguir renovar o mandato. Antes ele dividia o tempo entre Brasília e Teresina, com escalas regulares em Recife, terra da família da mulher, dona Mariana, que é Brennand e sobrinha do artista que assina os azulejos da piscina. Ultimamente, Heráclito tem se mostrado bastante frequente em São Paulo, pela presença de filhas e netos.

A mansão ficou grande demais para tão pouco uso e a venda foi uma saída já desenhada desde o ano passado, antes mesmo das eleições. A imobiliária TRK colocou a mansão à venda e o comprador foi Ibaneis Rocha, o riquíssimo governador do DF.
 

Mansão já virou tema de campanha

A mansão agora vendida pro Heráclito e família chama a atenção pelo aconchego e sofisticação. Mas também já chamou a atenção de uma campanha eleitoral: a de 1988, quando Heráclito disputou (e venceu) a prefeitura de Teresina. Na época, seu principal adversário era Átila Lira, então do PFL, e que tinha como vice o deputado Fernando Monteiro.

Fazendo as vezes de repórter no programa de rádio e TV, Fernando denunciava tudo e todos. Por diversos programas eleitorais, Fernando Monteiro questionou a posse de um imóvel tão sofisticado. O candidato a vice chegou a fazer gravações na frente do imóvel, no Lago Sul, e a pedir explicações. Heráclito as deu: a mansão havia sido um presente do sogro, um riquíssimo empresário pernambucano. Para não deixar dúvidas, apresentou comprovantes de transferências bancárias.

O assunto morreu.

‘Barão’ faz a folia na Zona Sudeste

O segundo dia de desfile oficial dos blocos carnavalescos de Teresina tem sete atrações animando em diversos pontos da cidade. Dois bairros ganham destaque, pela tradição carnavalesca e pela longevidade de seus blocos. O maior desses destaques é o Barão do Itararé, que faz a folia no bairro populoso de Teresina, o Dirceu. É a referência do dia na Zona Sudeste.

A folia do Barão de Itararé começa às 17h30 e não tem hora para terminar. A Concentração é na frente da Fundação Bradesco, ponto de referência no Dirceu I.

Os desfiles de blocos desde domingo começam na verdade às 15h, com o Bloco das Fuleiras, que se reúne no bairro Tabuleta, Zona Sul da capital. Às 17h são três outras atrações: o Tomar Gagau, no Parque Piauí (Quadra 138), e o Bloco da Batata e o Tome Dalila, ambos no bairro Mafrense. Mais tarde, às 19h, tem o Carnazon, no Monte Castelo.
 

Um ‘Dedim’ de folia no Saci

Outro bairro que tem tradição na folia é o Saci. Este ano o carnaval é pretexto para comemoração dos 40 anos do bairro. Quem faz a festa é o Dedim de Paçoca, bloco que resgata a tradição do antigo bloco do Paçoca com a figura do Dedim, que viveu uma vida no Saci e capitaneou um bar que sempre foi referência na comunidade, especialmente pela diversão e o humor.

O desfile do Dedim de Paçoca está marcado para as 17h, em plena Avenida Principal do Saci. A folia, no entanto, tem um limite: as atrações não devem passar das 10h da noite, em respeito aos moradores que, por ventura, queiram um pouco de sossego.

Joice Hasselmann, a líder que deixa dúvidas

FOTO: Câmara dos Deputados / Divulgação
Joise Hasselmann: nova líder é novata na Câmara e deixa algumas dúvidas sobre capacidade de diálogo com a "velha política" 

 

Recém-alçada à condição de líder do governo Bolsonaro no Congresso, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) tem como principal tarefa dar rumo às articulações em torno da reforma da Previdência. Faltava um articulador, o que vinha sendo cobrado pelas mais diversas lideranças do Congresso. Mas a indicação de Joice não gera a tranquilidade que essas lideranças pediam. Mesmo reconhecida pela enorma capacidade de agir, a deputada deixa dúvidas na nova função.

Joice é jornalista e tem uma grande capacidade de verbalizar as ideias que carrega. Vale lembrar, ganhou destaque precisamente por essa capacidade e de agregar a ela uma combatividade rara. Tem energia. A tal ponto que ela mesma se define como “um trator”. Essa é uma das características na nova líder que preocupa um bom número de parlamentares.

Normalmente os líderes são menos impulsivos e dosam as manifestações – precisamente para não criar animosidades: seu papel principal é aparar eventuais animosidades. Nesse sentido, Joice Hasselmann estaria na contramão do perfil cobrado. É importante colocar em defesa da deputada que ela, que já foi vista como incendiária no núcleo do bolsonarismo, hoje é enxergada como moderada, assumindo o papel de bombeiro. E isso é fundamental para quem chega ao posto de líder.

Ao assumir, avisou: não esperem show midiático. Mais um ponto para a deputada em sua nova função. Mesmo assim as dúvidas persistem. A despeito da enorme capacidade da líder, ela é uma novata na Casa e na vida parlamentar. Assim, não conheceria a lógica das negociações tampouco a linguagem muito particular dessas negociações.

Os argumentos utilizados nessas conversas costumam não ser ideológicos ou programáticos. São de fato fisiológicos. Ou, conforme disse um parlamentar da base à coluna: agora é a hora das questões paroquiais. Em outras palavras, é a hora da distribuição de nacos de poder, dos espaços na forma de cargos. Esse é o argumento que falta para ver o Congresso envolvido pra valer com as propostas do governo.

A pergunta que persiste é: Joice está preparada para esse tipo de diálogo? Ou ela vai trazer outro tipo de argumento, em nome da “nova política”? Tem mais: esse tipo de argumento, distante do fisiologismo, funciona em um Congresso que se renovou com um mundo de nomes da velha política?

O que deixa mais gente angustiada é que o primeiro teste para respostas dessas perguntas é na principal matéria para todo o mandato de Jair Bolsonaro: a reforma da Previdência.

‘Capote’ abre apresentações de blocos hoje às 12h


 

Capote da Madrugada dá a largada nos desfiles de dezenas de blocos no carnaval de Teresina. A concentração começa às 12h, na Avenida Dom Severino, nas proximidades do cruzamento com a Presidente Kennedy. O desfile do Capote consagra o bloco com uma das marcas do carnaval teresinense. O grupo nasceu como uma homenagem ao carnaval pernambucano, daí o nome Capote, em referência ao recifense Galo da Madrugada.

O desfile transforma em um grande corredor da folia o trecho da Dom Severino entre a Kennedy e a Homero Castelo Branco. E o acesso é livre, sem cordões ou camarotes restritos. O folião pode participar do jeito que bem entender, embora o bloco venda camisetas que dão uma identidade ao que participa do Capote.

Uma das atrações musicais do bloco é Zé Roraima, outra marca do carnaval teresinense.

Além do Capote da Madrugada, outros cinco blocos dão alegria às ruas de Teresina. Um deles estará lá no final da Dom Severino: é o bloco Pinto na Morada, que anima a Morada do Sol a partir das 14h30. O ponto de concentração do Pinto na Morada é a Praça Carlos Castelo Branco.

Também estão na agenda do dia o Negão da Macaúba (a partir das 17h), o Fernandão Folia (às 19h), no bairro Nova Brasília; e o Bloco dos Piratas (20h), na Vila Operária.
 

Tem ‘Sanatório’ no final da tarde

Uma marca de todos os sábados de carnaval em Teresina estará hoje mantendo a tradição da alegria no Centro da cidade. É o bloco Sanatório Geral, que se reúne a partir das 16h, na Praça da Liberdade, ao lado da Igreja São Benedito. O bloco tem participação livre e traz sempre um tom de irreverência e protesto.

Esta é a 17ª vez que o Sanatório faz a alegria no sábado de carnaval. “O bloco é já uma tradição dos teresinenses”, observa Jorginho Medeiros, um dos criadores do Sanatório. Mas ele destaca que essa é uma tradição sempre sintonizada com o que acontece de novo e principalmente ligada nos acontecimentos, que servem de motor para a irreverência dos participantes.

Sem receber, empresas deixam alunos sem transporte escolar


Gustavo Neiva: denúncia de paralisação das empresas de transporte escolar e deficiências nos hospitais  (FOTO: Alepi/Divulgação)

 

A maioria das empresas prestadoras do serviço de transporte escolar no interior do Estado não iniciou suas atividades com a retomada das aulas na rede pública de ensino. A denúncia é do deputado Gustavo Neiva (PSB), afirmando que os alunos de localidades mais distantes das escolas simplesmente estão sem condições de comparecimento às aulas.

Segundo o deputado, a decisão das empresas está ligada à falta de pagamentos de parcelas dos últimos meses do ano passado, que deveriam ser formalizados através da Secretaria de Educação. As empresas, conforme Gustavo Neiva, decidiram que só retomam as atividades após o pagamento de contas pendentes.

“Onde tem transporte escolar é em municípios onde convênios dão essa responsabilidade às prefeituras”, diz o parlamentar. Segundo ele, o caso das empresas de transporte escolar não é isolado. “O atraso de fornecedores é uma realidade do Piauí de hoje”, afirma ele, ressaltando que a área de saúde talvez apresente situação bem mais dramática.

Ele cita especificamente o caso do hospital de Floriano. Lá, a esterilização do material de uso dos funcionários está sendo feita em Barão de Grajaú, do outro lado do Rio Parnaíba, no Maranhão. Isso porque a autoclave – equipamento que faz a esterilização – do Hospital Tibério Nunes está quebrada. Ele diz ainda que há quase um ano a unidade de saúde não tem ambulância para atender à demanda da cidade.
 

Oposição sem força para um requerimento

O movimento da oposição na Assembleia Legislativa para discutir a situação da saúde pública do Estado, foi barrado pelos representantes do governo. Um requerimento do deputado Gustavo Neiva foi apresentado no plenário da Assembleia visando convocar o secretário Florentino Neto para explicar as condições da saúde. Mas os governistas derrubaram a iniciativa.

“A situação é crítica, caótica, desesperadora. Mesmo assim, o governo não quer nem mesmo discutir”, lamenta o deputado da oposição. Ele reconhece que, com 26 dos 30 deputados com assento na Assembleia, o poder do governo é o de um rolo compressor. Mas acredita que a discussão de uma área tão crucial para a população seria o mínimo a ser feito nesse momento.

“Infelizmente, falta vontade até mesmo para dialogar” – lamentou o deputado.

Bancada do Piauí espera definição de cargos após o carnaval


Deputado Átila Lira, coordenador da bancada do Piauí no Congresso: diálogo com o Palácio do Planalto  (FOTO: Câmara / Divulgação)

 

A ala governista da bancada federal do Piauí no Congresso espera para logo depois do carnaval a definição do palácio do Planalto a respeito das indicações para os cargos federais no estado. A bancada já se reuniu e discutiu a distribuição de cargos. Dessa discussão participaram nove representantes que darão apoio político ao governo de Jair Bolsonaro (PSL). Os quatro que farão oposição não entraram no debate.

A interlocução entre a bancada governista e o Palácio do Planalto está sendo feita pelo deputado Átila Lira (PSB), que é o coordenador da representação federal piauiense. Átila já recebeu indicações dos critérios, bem como uma ideia do prazo para essa definição ocorrer: após o período carnavalesco. É ele quem leva a lista de cargos e o que caberia a cada parlamentar.

A maioria dos cargos segue nas mãos dos mesmos parlamentares que antes haviam indicado seus dirigentes no estado. Ciro Nogueira, por exemplo, pretende manter a indicação do dirigente da Codevasf, assim como Átila deve indicar os dirigentes da Funasa e da CPRM. Só será diferente se o Planalto fizer alguma ressalva particular.
 

Oposição ao governo Bolsonaro:
Senador Marcelo Castro (MDB) e deputados Rejane Dias (PT), Fábio Abreu (PR) e Assis Carvalho (PT).
 

Vão participar do Governo Bolsonaro:
Senadores Ciro Nogueira (PP) e Elmano Ferrer (Pode) e os deputados Átila Lira (PSB), Júlio César (PSD), Flávio Nogueira (PDT), Iracema Portela (PP), Margarete Coelho (PP), Marina Santos (SD) e Marcos Aurélio Sampaio (MDB).
 

Os cargos de cada parlamentar:

SENADORES:
- Ciro Nogueira              Codevasf
- Elmano Ferrer             DNIT

DEPUTADOS:
- Átila Lira                      Funasa e CPRM
- Júlio César                  Correios e Incra
- Flávio Nogueira           INSS
- Iracema Portela           DNOCS e IPHAN
- Margarete Coelho       Conab e SPU
- Marco Aurélio              DNPM e ICMBio (se não houver fusão com Ibama)
- Marina Santos             Ibama

OUTROS CARGOS:
Alguns cargos não relacionados a nenhum parlamentar, uns porque não devem sobreviver às mudanças no Governo Federal, outros pelo baixo interesse. Há ainda os casos de indicação de pessoal de carreira.
Indefinidos: Trabalho e MDA.
Cargos de Carreira: Embrapa, Polícia Federal, Infraero, Polícia Rodoviária Federal e Ministério da Economia.
Baixo interesse: Anatel.
Deixa de existir: Chesf-PI.
Eleição interna: Universidade Federal, IFPI e, no futuro, Universidade Federal do Delta.

Caos no sistema prisional: falta até alimentos em presídio

Está feia a coisa no sistema prisional piauiense. Há algumas semanas, a falta de gasolina impediu que presos fossem transportados para audiências de custódia, em Teresina. Agora, um documento assinado pelo diretor da penitenciária de Bom Jesus alerta para a falta de comida naquela casa de detenção.

Comida é o limite do limite. E se falta comida, o que não estará faltando nos presídios...

O ofício, com data de assinatura da última segunda-feira, alerta para a gravidade do problema que é a falta de alimentação, estopim mais que previsível para tumultos e revoltas. O momento é especialmente crítico, já que grandes datas – como Natal, ano novo, carnaval e Semana Santa – costumam gerar ânimos mais exaltados dentro dos presídios.

E o carnaval é amanhã.

As perspectivas negativas são destacadas pelo diretor da penitenciária, Ronnald Oliveira. Segundo o ofício encaminhado ao secretário Daniel Oliveira, a falta de comida pode ter efeito imediato, porque “isso pode interferir nas nossas atividades diárias, pois a falta de alimentação pode gerar tumulto nos pavilhões”, diz o texto. Daí, o diretor faz um apelo com tom dramaticamente compreensível: “Portanto, pedimos encarecidamente a V. Exª que tome as providências cabíveis para solucionar tal fato”.

Cabe ainda observar que a penitenciária de Bom Jesus reproduz uma realidade geral do sistema prisional piauiense e também nacional: a superlotação. De acordo com o mesmo ofício de Ronnald Oliveira, o presídio tem vagas para 76 internos em regime fechado, mas neste momento estão confinados 130 detentos.

Pressão faz governo recuar sobre ‘congelamento’ de salários


Wellington Dias em reunião, ontem, sobre reforma administrativa: pressão contra congelamento dos salários dos servidores  (FOTO: CCom / Divulgação)

 

As pressões dentro da própria base aliada levaram o governador Wellington Dias (PT) a recuar e retirar da reforma administrativa a mensagem número 6, que estabelecia o congelamento dos salários dos servidores por um ano. As pressões estavam presentes em praticamente todos os blocos parlamentares, inclusive o do PT. Na prática, os deputados não queriam carregar o desgaste de votar contra os servidores.

Mas a retirada da mensagem 6 não quer dizer que o governo recua da intenção de congelar os vencimentos dos funcionários públicos estaduais. Ao anunciar a retirada da mensagem, o governo também avisou que usará a Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR) como parâmetro. Cabe lembrar, a LRF define que qualquer administração pública que ultrapassar o limite prudencial (46,55% das receitas) com a folha de pagamento dos servidores deve se submeter a algumas restrições, entre elas o impedimento de novas contratações, promoções e também o aumento de vencimentos.

O governador mostrou o tamanho do problema vivido pelo estado: reconheceu que, atualmente, o estado desembolsa 48,5% de suas receitas líquidas com a folha de pessoal. Se chegar a 49%, aí a coisa complica de vez. "Com isso, estamos colocando como referência as delimitações da LRF. Junto com isso, vou adotar um decreto com uma série de medidas, mas não teremos mais uma lei a ser votada na Assembleia”, disse.

O anúncio da retirada da mensagem do congelamento foi comunicada aos representantes do Judiciário e do Legislativo, com quem o governo estabelecia um diálogo. Também foi informada a representes do Ministério Público, da CUT e sindicatos. Vale lembrar, os sindicatos eram também outra fonte de pressão sobre o governo, em especial o dos professores, que já previa uma ação judicial contra a reforma.

Wellington destacou também que irá adotar as medidas que forem necessárias para manter o equilíbrio das contas do estado. “Há entre todos os setores uma compreensão de que o Piauí não pode entrar em colapso. Precisamos ter equilíbrio nas contas e manter a capacidade de investimento. Em razão disso, ficou acordado em retirar a mensagem e todos trabalharem juntos para que possamos executas todas as medidas, sem a criação de despesas que não sejam adequadas ao limite e, com isso, garantir o calendário de pagamento dos servidores, o repasse normal de recursos para os poderes, o funcionamento dos serviços e manter a capacidade de investimento”.
 

O restante da mensagem segue como está

Ao excluir a mensagem 6 da proposta de reforma administrativa, o governador anunciou que os demais pontos da reforma continuam como está. As outras mensagens têm como principal foco a reestruturação da máquina administrativa, incluindo a extinção de coordenadorias e até de duas secretárias – embora com a criação de outras duas.

Essa mudança no organograma da gestão estadual, no entanto, não é o gerador da maior parte da economia pretendida pelo governador, da ordem de R$ 400 milhões. A parte mais substantiva da redução de gastos deve ser mesmo atavés de mudanças em andamento, independentes da reforma, como revisão de contratos (exemplo: aluguel de carros), redução do número de terceirizados e menor número de cargos comissionados.

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