Cidadeverde.com

Disputa pelo Planalto vira escolha do ‘quem eu odeio menos?’



O índice de rejeição dos líderes das pesquisas de intenção de voto para a Presidência da Republica vai alcançando, este ano, um patamar único e elevado, no comparativo com outras disputas pelo palácio do Planalto. É o que revela a série de pesquisas realizadas pelos institutos, reafirmada na nova pesquisa realizada pelo IBOPE e divulgada ontem.

A pesquisa (Registro TSE BR-08245/2018) não traz surpresas em relação à sondagem anterior, que já apontava Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) como os líderes tanto das intenções de voto como das rejeições. Há duas diferenças nesses números, no comparativo com disputas presidenciais anteriores. A primeira é o crescimento vertiginoso de um candidato na reta final da disputa, no caso de Fernando Hadadd. Nessa surpresa está também a explosão de rejeição do candidato petista, que saiu de 23% para 37% em apenas um mês.

O outro fato que surpreende é o índice de rejeição dos dois. Nunca os candidatos relevantes em uma disputa pelo Palácio do Planalto tinham rejeição tão elevada: Haddad com 37% e Bolsonaro com 42%. Quem chegou mais perto disso foi Dilma Rousseff (PT), em 2014, quando alcançou 31%, segundo acompanhamento do próprio IBOPE.

O acirramento da disputa entre duas alternativas costuma concentrar também o sentimento de rejeição, onde um lado exclui o outro como opção possível. Mas este ano há algo mais que a simples polarização: em 2018, a polarização se dá pelos extremos, levando em conta que o PT – que depois de 1995 se deslocou para o centro – vem desde 2014 se movimentando para o extremo, com um discurso mais radizalizado, aquele do “nós contra eles”. Bolsonaro já nasceu com um discurso posicionado no extremo do lado direito.

Como perspectiva eleitoral, podem ter acertado. Mas não é um discurso que ajuda a construir a tão sonhada pacificação. Essa pacificação era vista como um dos resultados a ser buscado na eleição deste ano. Não parece ser a colheita previsível. Sobretudo porque a radicalização dos discursos elevou a rejeição, que não vem mais de um único lado, mas de vários.

Corre o risco da escolha deste ano ser norteada pela pergunta: “Quem eu odeio menos?”.

Sebastião Martins define comissão de transição no TJ


Sebastião Martins: constituição de equipe de transição entre a atual e a futura gestão do Tribunal de Justiça do Piauí

 

Já está constituída a comissão que vai fazer a transição entre o atual comando do Tribunal de Justiça do Piauí e a futura presidência, que terá à frente o desembargador Sebastião Ribeiro Martins. A comissão foi constituída através de ofício do próprio Sebastião Martins, publicado ontem no Diário da Justiça, e conta com quatro integrantes.

A comissão tem como atribuição fundamental permitir uma transição tranquila entre os dois comandos – a atual presidência, com Erivan Lopes à frente, e a que inicia o mandato em janeiro, com Sebastião Martins à cabeça. Tem pessoas da estreita ligação com Erivan, bem como pessoas da ligação direta com Martins.

O juiz João Gabriel Furtado Baptista, da Vara dos Feitos da Fazenda, será o coordenador do grupo. Na próxima gestão, deve se tornar um importante auxiliar da presidência. Também integra a comissão o servidor Sérgio Gonçalves Miranda, que tem relação estreita com Erivan Lopes. O terceiro nome é Érica de Lima Gonçalves Oliveira, muito ligada ao presidente eleito do TJ. A comissão se completa com Sanderland Coelho Ribeiro, que é do Departamento de Engenharia do TJ – ele é ex-presidente do CAU-PI.

Os trabalhos da equipe de transição já começaram hoje pela manhã. Com a comissão, o TJ quer evitar qualquer perda de ritmo nos trabalhos da Corte, passando de uma gestão a outra sem nenhum contratempo.
 

Martins preside TRE até dezembro

O desembargador Sebastião Martins foi eleito presidente do TJ para o mandato que começa em janeiro. Neste momento, ele preside o Tribunal Regional Eleitoral, em substituição ao desembargador José Francisco Paes Landim, que foi considerado impedido pelo fato de ter um irmão concorrendo ao cargo de deputado federal. Martins assumiu na condição de vice-presidente do TRE e tornou-sde assim o comante do atual processo eleitoral.

Martins fica no comando do TRE até o fim do processo eleitoral no Piauí, que se encerra com a diplomação dos eleitos, em meados de dezembro. Aí, então, Paes Landim volta a presidir a Corte Eleitoral e Martins retoma a vice. Mas será por pouco tempo: para tomar posse na presidência do TJ, Sebastião Martins terá que renunciar à vice do TRE.

O que acontece com Marina?


Marina Silva: sem marcar diferença, a candidata do partido Rede perde o capital político acumulado nas campanhas de 2010 e 2014

 

Há não mais que seis meses, ela aparecia como uma alternativa, rivalizando com Jair Bolsonaro (PSL) a condição de segunda colocada nas pesquisas, em cenário com Lula (PT). Mas o tempo foi passando e ao invés de deslanchar ela definhou. E Marina Silva (Rede) aparece agora com menos de um quarto das intenções de voto que tinha a princípio. A pergunta que fica é: o que aconteceu com Marina? Em que o desempenho dela diz não apenas da candidatura da ex-ministra como de toda a disputa pela presidência da República?

Segundo a última pesquisa Ibope (Registro TSE: BR- 08650/2018), Marina tem apenas 4% das intenções de voto. Em termos de votos válidos, equivaleria a cerca de 5%. Vale lembrar, em 2010 ela chegou a 19,6 milhões de votos, ou 19,33% dos sufrágios válidos. Em 2014 chegou a 22,1 milhões de votos, passando a 21,3% do total atribuído a algum candidato. Se a pesquisa se confirmar, vai ser um tombo e tanto.

Há alguns aspectos que devem ser levados em conta para explicar essa queda.

Polarização: Marina não conseguiu ser nem carne nem peixe. Nem se firmou como anti-PT, tampouco como anti-Bolsonaro. Esses dois polos ficaram com Fernando Haddad e o próprio Bolsonaro, que personificaram uma polarização que desinflou os demais concorrentes.
Discurso insípido: a candidata do partido Rede não conseguiu um tom de discurso que a diferenciasse ou motivasse algum segmento. Não era o nome anti-sistema de 2010 nem o contraponto ao PT, que conseguiu ser até quase o final do primeiro turno, em 2014.
Sem projeto de país: Marina não consegue deixar claro o que pensa. O eleitor não consegue perceber um projeto de país. E, assim, sem projeto e sem seguidores automáticos (caso do PT e Bolsonaro), ela perdeu o bonde.
Sem capilaridade: mesmo em tempos de redes sociais, ter grupos de apoios é fundamental. E marina não conseguiu nem grupos partidários (caso do PT) nem apartidários (caso de Bolsonaro).
Ausência fatal: Marina foi muito ausente nos debates após a eleição de 2014 e até meados de 2018. Daí, a alta lembrança de seu nome que se traduzia inicialmente em intenção de voto foi perdendo consistência. O eleitor foi buscando alguém mais presente e mais claro quanto ao que dizia e queria.
Legislação: para completar, Marina Silva paga também pelas regras de campanha, onde seu partido – minúsculo e sem alianças razoáveis – tem pouco espaço de propaganda no rádio e TV e também pouco dinheiro do Fundo Eleitoral.

Nesse quadro agravado pela polarização entre petistas e anti-petistas/anti-sistema, Marina foi tragada e viu suas intenções de voto declinarem. Pelo menos aí ela pode dizer que não está só: Ciro Gomes e Geraldo Alckmin são em parte também vítimas do embate entre os extremos.

Delação de Palocci deve ter ‘efeito zero’ na campanha


Antonio Palocci: revelações muito graves contra Lula e Dilma, mas que devem ter "efeito zero" na campanha eleitoral

 

Veio a público os termos da delação do ex-ministro Antonio Palocci. Segundo relevou à Polícia Federal, as duas campanhas de Dilma Rousseff à presidência da República somaram R$ 1,4 bilhão, muito acima dos R$ 503 milhões declarados. Para efeito de comparação, o valor corresponde a metade de todo o orçamento da prefeitura de Teresina em um ano. Os números deveriam escandalizar. Mas saem do campo policial e entram na esfera política, com efeito praticamente nulo sobre, por exemplo, o processo eleitoral.

O acordo feito por Palocci com a PF, entrega a cúpula do PT, incluindo a si mesmo – que por mais de uma década foi pessoa chave do governo Central, seja com Lula ou Dilma. Diz, por exemplo, que Lula sabia dos esquemas de corrupção na Petrobrás desde 2007, que o ex-presidente trocou nacos do pré-sal por propina e que Dilma participava pessoalmente de reuniões com empresários para acertos de corrupção.

A delação de Palocci vai reduzir sua pena. Mas não vai poupar o bolso do ex-ministro, que terá que pagar uma multa de R$ 37,5 milhões. Uma grana e tanto, acumulada basicamente por esquemas de corrupção.

As revelações, em tese, têm o peso suficiente para gerar um amplo debate e produzir consequências. Mas não deve acontecer nada. Talvez nem mesmo na disputa pelo Senado, em Minas, onde Dilma lidera. Vale lembrar: Palocci disse que Dilma gastou na campanha de 2014 cerca de R$ 800 milhões, mais que o dobro do valor oficialmente declarado.

Como acontece no Brasil há uns 4 anos, tudo vira política. E na política é como no futebol: não há racionalidade, só paixões. Assim, os números de Palocci não querem dizer nada. Os petistas continuarão a afirmar que são perseguidos e os que chamam os petistas de larápios, continuarão a fazê-lo.
 

O ‘caixa 2’ volta a se revelar

O ex-presidente Lula reagiu rápido à publicação da delação de Antonio Palocci. Segundo ele, o ex-ministro mente para conseguir vantagens. Pode até ser, mas desembolsar R$ 37,5 milhões na forma de multa não é uma grande vantagem, a não ser para quem conseguiu tanto dinheiro por caminhos tortos.

Independente do juízo dos acusados, a delação traz um fato que de tão repetido perde a força, apesar dos valores: o “caixa 2”. De acordo com Palocci, o “caixa 2” de Dilma somou R$ 900 milhões, em duas campanhas. Segundo ele, em 2010 ela gastou R$ 600 milhões, mas declarou somente R$ 153 milhões. Em  2014, os gastos seriam de R$ 800 milhões, mas a declaração apresentada ao TSE apontou “apenas” R$ 350 milhões.

Tantos milhões se perdem nas apaixonadas discussões da campanha.

Mulheres querem decidir a eleição da divisão de gênero

O fenômeno Jair Bolsonaro (PSL) está produzindo outros fenômenos dentro da disputa pela presidência da República. Um deles é a divisão de gênero: dados das últimas pesquisas divulgadas nacionalmente mostram que o Brasil vive nesta campanha uma divisão como nunca antes. Bolsonaro tem, entre os homens, o dobro das intenções de votos que entre as mulheres, segundo dados do Ibope divulgados por O Estado de São Paulo.

Entre os cinco principais concorrentes ao Palácio do Planalto, essa diferença só ocorre com Bolsonaro. Ele alcança 36% das intenções entre votantes do sexo masculino, contra 18% entre as mulheres. Fernando Haddad (PT) fica em níveis equilibrados (20% entre os homens e 21% entre as mulheres), assim como Ciro Gomes (PDT), que registra 11% e 12% entre homens e mulheres, respectivamente. Geraldo Alckmin (PSDB) foge um pouco ao perfil: tem 6% entre os homens e 9% entre as mulheres, diferença de 50%. Marina (Rede) tem 5% entre o eleitorado masculino e 7%, no feminino.

Vale destacar nesse levantamento o percentual de não-voto nos dois públicos. As mulheres continuam pensando mais e esperando o último momento para se decidirem. Os homens que optam pelo “Branco ou Nulo” somam 9%, contra 14% entre as mulheres. Da mesma os que não souberam ou não quiseram responder são 4% entre eles e mais do dobro (11%) entre elas. Os não-votos somam 13% entre o eleitorado masculino, contra 25% no segmento feminino.

É muita mulher esperando a hora certa para se decidir.

O discurso para o eleitorado feminino pode ter papel decisivo nessa reta final da disputa pela presidência da República, já que a mulher costuma ponderar mais e postergar sua escolha. Se assim for, os movimentos dos últimos dias, com destaque para o “#Ele Não”, devem preocupar especialmente o candidato do PSL.

Ele vai ser alvo de muitas críticas. E pode perder votos que iriam para ele.

Centro some da disputa presidencial e aparece nos estados

Desta vez o “Centrão” bem que tentou, mas não conseguiu um candidato próprio à presidência da República. Vai ter mesmo que usar a velha fórmula: aderir ao governo, qualquer que seja o presidente, e garantir a governabilidade às custas de muitas benesses. E essa centralidade na governabilidade está assegurada por outro dado desta eleição: o Centrão que desaparece na disputa presidencial reaparece nas eleições nos estados. E com muita força.

Levantamento com bases nas pesquisas divulgadas na última semana pela mídia nacional mostra que sete partidos da centro-direita (PSDB, MDB, DEM, PP, PSD, PROS e PHS ) lideram em 16 estados. Os de centro-esquerda (PCdoB, PSB e PT) lideram em 11. Os campeões, até aqui, são de um lado o PSB (liderança em 6 estados) e, de outro, o MDB (líder em 5).

É claro, muita coisa pode mudar, sobretudo porque muitas dessas lideranças terão que ser reafirmadas em segundo turno – como a do MDB em São Paulo, que lá tem como principal concorrente outro partido de centro-direita, o PSDB. O MDB também pode passar à lideranças em outros lugares, como em Brasília, onde o PROS lidera mas perde espaço.

O quadro abaixo mostra que a centro-esquerda lidera unicamente no Norte e Nordeste e no Espírito Santo. A centro-direita tem posição mais destacada no Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Quase se repete a divisão de 2014, com a parte de cima do mapa toda vermelha e a de baixo, inteiramente azul. Agora há pontos azuis em Alagoas, Tocantins, Pará, Acre, Rondônia e Roraima.

No levantamento feito a uma semana da eleição, há muita o que se definir. Mas os dados atuais mostram que, se os líderes de hoje confirmassem a eleição, 21 dos 27 governadores sairiam de siglas que não estão com nenhum dos dois líderes das pesquisas para presidência, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.

Eleição de deputados fará a diferença

É verdade: o Centrão quis chegar ao poder sem precisar sentar à mesa de negociação depois da eleição. Mas não não devem ver problema: o grupo está cuidando de construir as bases para ser forte no próximo governo, quem quer que seja o presidente. Essa força se dará através das bancadas no Congresso, em especial as da Câmara.

O PP, por exemplo, pretende continuar a ser o que é hoje: o principal partido do centro e peça chave em qualquer governo. O partido de Ciro Nogueira calcula eleger pelo menos 60 deputados federais – há projeções que indicam mais de 70. Esse esforço pode ser medido no Piauí: elegeu uma deputada federal em 2014. Agora acredita fazer dois...ou três.

O MDB, que em 2014 elegeu mais de 60, quer ter performance próxima da eleição anterior. Já o DEM pretende crescer: calcula que pode eleger pelo menos 40 deputados federais. Por essas contas, somente as três principais siglas teriam mais de 150 deputados.

Eleição para Câmara não deve ter grande renovação no Piauí

A eleição para a Câmara dos Deputados, no Piauí, deve resultar em baixa renovação. Ou até mesmo em baixíssima renovação, se levarmos em conta que três entre os possíveis eleitos são suplentes de deputado que estiveram por lá nesta legislatura e podem apenas confirmar um mandato.

São 144 concorrentes a 10 vagas. Mas até agora só existe duas renovações certas: a de Rodrigo Martins (PSB), que abriu mão da possibilidade de retornar à Câmara; e a de Marcelo Castro (MDB), que disputa uma vaga no Senado. Dos outros 8 donos de mandato efetivo, todos têm possibilidade de manter o posto. E os que perderem a reeleição tendem a ceder o lugar para um dos três suplentes que assumiram o mandato recentemente: Flávio Nogueira (PST), Silas Freire (PRB) e Mainha (PP).

Nome novo que aparece mesmo com boas chances é Marco Aurélio Sampaio (MDB), que nunca disputou eleição nenhuma. Há ainda Margarete Coelho, bem como Dra. Marina Santos (PTC), que disputa com Silas Freire a possível vaga para a coligação encabeçada por Dr. Pessoa. Com 40 candidatos, o grupo formato em torno de Elmano Ferrer também sonha com uma vaga, e aí seria não só uma renovação, mas uma surpresa: o eleito teria menos de 30 mil votos.
 

Disputa para Deputado Federal

COLIGAÇÃO DE WELLINGTON DIAS – 21 candidatos, eleição de 6 a 8 deputados federais
• PP: tem certa a eleição de Iracema Portella e disputa outras duas vagas, com Mainha e Margarete Coelho.
• PT: a eleição de Rejane Dias e Assis Carvalho é tida como certa. O partido sonha com outra vaga para Merlong Solano.
• MDB: Marco Aurélio Sampaio entrou pra valer na disputa por uma vaga.
• PSD: Júlio César é apontado como recondução garantida.
• PDT: Flávio Nogueira está com altíssima cotação nas bolsas de aposta.
• PR: Fábio Abreu é dono de uma estrutura invejável até para alguns candidatos a governador.
• PTB: Paes Landim está no páreo para emplacar seu 9º mandato.

COLIGAÇÃO DE LUCIANO NUNES – 15 candidatos, eleição de 1 ou 2 deputados federais
• PSB: Átila Lira tem boas chances de voltar à Câmara.
• DEM: espera-se boa votação de Heráclito Fortes, a ponto de garantir a segunda vaga para a coligação e para si.

COLIGAÇÃO DE DR. PESSOA – 16 candidatos, eleição de 1 deputado federal
• PRB: Silas Freire aparece bem nas pesquisas e nas projeções dos especialistas.
• PTC: Dra. Marina Santos disputa com Silas a vaga da coligação. O PTC aposta nela.

COLIGAÇÃO DE ELMANO FERRER – 40 candidatos, eleição de 1 deputado federal
• PHS: Cida Santiago e Odoneil Mesquita estão na ponta das apostas para ser dono de possível vaga da coligação.
• AVANTE: Joninha aparece como nome que disputa a cabeça da coligação.
• REDE: Irmã Graça ganha reforço nacional para entrar de vez na disputa.
• PRP: Wagner Torres se coloca como concorrente real.
• Podemos: Renato Berger corre por fora.

Coligações fazem as contas por vagas e comando da Alepi

São 30 vagas. Mas, nas contas dos partidos e coligações, às vezes passam de 40. Osso porque, através de cálculo racional ou torcida descarada, as coligações e partidos não entram em acordo sobre o que cada um vai eleger para a Assembleia Legislativa do Piauí, no dia 7 de outubro.

A única coisa que há um razoável consenso é que a chapa governista, que tem quase uma dezena de partidos, deve fazer algo em torno de dois terços da Assembleia. Isso dará ao grupo a opção de presidir a Casa. Mas as concordâncias esbarram nessa conclusão, até porque o comando futuro da Alepi depende do jogo de força dentro de cada coligação.

Na coligação governista, a expectativa é que o MDB faça seis ou sete deputados. Mas o PP está ali por perto, apostando em pelo menos cinco eleitos. É também uma frente que se abre pelo comando da Alepi.

As coligações mostram forças díspares. A do governo com 57 candidatos, entre eles os mais votados. A de Elmano Ferrer com 65 candidatos, mas nenhum com chegue aos 25 mil votos. E a de Luciano com uns três ou quatro bem votados, mas apenas 12 postulantes. A coligação de Elmano quer eleger deputados na soma de candidatos medianos, assim como a de Fábio Sérvio, com 29 candidatos.

As projeções apontam para a disputa abaixo discriminada. Mas as eleições para a Assembleia sempre guardam boas surpresas.
 

Disputa para Deputado Estadual

COLIGAÇÃO DE WELLINGTON DIAS – 57 candidatos, eleição de 21 a 24 deputados estaduais.
• MDB: sonha em fazer seis ou até sete  deputados. Os mais citados são Themístocles Filho, Severo Eulálio, Zé Santana, Pablo Santos, João Madison, Liziê Coelho e Henrique Pires.
• PP: disputa com o MDB quem fará mais deputados. Acredita em pelo menos cinco, com destaque para Lucy Silveira, Wilson Brandão, Júlio Arcoverde, Hélio Isaias e Firmino Paulo. Tem ainda B. Sá e Belê Medeiros.
• PT: acredita-se que fará entre três e quatro deputados, mais os petistas falam em cinco. Os nomes mais lembrados são Fábio Novo, Francisco Limma, Flora Izabel, Franzé Silva, Ziza Carvalho e Paulo Martins.
• PTB: tem dois nomes considerados certos, Janaína Marques e Nerinho.
• PR: tem um nome considerado certo (Fábio Xavier) e possibilidades como o coronel Carlos Augusto e até Dr. Hélio.
• PSD: tem Georgiano Neto, que deve ser um dos mais votados desta eleição.
• PDT: tem um único candidato, Flávio Nogueira Jr, mas considerado barbada.
• PRTB: deve, sem sobressaltos, eleger Fernando Monteiro.

COLIGAÇÃO DE DR. PESSOA – 27 candidatos, eleição de 3 ou 4 deputados estaduais
• PTC: deve fazer dois, embora sonhe com três. Evaldo Gomes é tido como certo, seguido de Henrique Rebelo, Antônio Feliz e Francis Lopes.
• PRB: o Pastor Gessivaldo Isaias deve voltar para a Assembleia sem sustos.

COLIGAÇÃO DE LUCIANO NUNES – 12 candidatos, eleição de 3 ou 4 deputados estaduais
• PSDB: Marden Menezes e Zé Filho são considerados nomes certos na próxima Assembleia.
• PSB: dois nomes em destaque, o dos deputados Gustavo Neiva e Rubem Martins.

COLIGAÇÃO DE ELMANO FERRER – 65 candidatos, eleição de 2 a 4 deputados estaduais
• PV: Teresa Brito mostra força para ter uma das vagas da aliança.
• PHS: Tiago Vasconcelos se apoia na base evangélica para ter um mandato.
• Podemos: Sérgio Bandeira é uma possibilidade.
• PPS: Dr. Lázaro também é uma possibilidade.
• PRP: Paulo Roberto da Iluminação corre por fora.

COLIGAÇÃO DE FÁBIO SÉRVIO – 29 candidatos, eleição de 0 a 2 deputados estaduais
• PSL: Capitão Ânderson é lembrado.
• PROS: Aldo Costa é lembrado.

Brasil rachado: união no 2º turno, só se for contra alguém


Aécio Neves e Dilma Rousseff: a divisão de 2014 que ainda ecoa até hoje, sem perspectivas de arrefecimento 

 

As eleições deste ano estão empurrando o Brasil para uma divisão perigosa, talvez com mais riscos que a verificada em 2014. A possibilidade de “pacificação do país” está ainda distante e não há perspectiva sequer de união em torno de um nome na disputa de segundo turno.

Na eleição presidencial passada, apostou-se no discurso do “nós contra eles”, dividindo o país entre norte e sul, pobres e ricos, coxinhas e mortadelas, pai contra filho, irmão contra irmão etc etc. O resultado de tanta divisão conhecemos bem porque sentimos na pele.

A debacle econômica desenhada desde antes do início do governo Dilma e que ela não soube nem de longe contornar, logo ganhasria um ingrediente catastrófico: uma crise política que se consolidou no embate acirrado de 2014 e que nem PT, nem PSDB soube (ou tentou) superar. O que se viu foi a divisão persistir. E ser alimentada.

Dilma refirmou essa divisão já no discurso da vitória, quando disse que a reeleição era uma prova de que o Brasil havia aprovado seu governo. Ora, metade do Brasil, já que o eleitorado se dividiu ao meio. Além disso, o eleito deve descer do palanque e governar acima dos partidos. Dilma não fez isso. Também Aécio não engoliu a derrota e partiu para o questionamento do resultado, o que terminou desaguando no impeachment.

Agora a divisão segue. Há PT de um lado, e anti-PT de outro. Há Bolsonaro de uma parte, e anti-Bolsonaro de outra. E há ainda os que atiram para todos os lados, como Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. Ciro, o candidato que há muito bate (e bate forte) em Bolsonaro, acaba de dizer que nunca vai “andar” com o PT.

Tudo isso mostra o tamanho da divisão. Não são mais dois polos. São três ou quatro. E nenhum quer falar com o outro. Há uma animosidade generalizada que se soma à pouca vontade do eleitor de dar bolas para política – o eleitor perdeu a paciência com tudo isso...

A possibilidade de União, no segundo turno, só se for contra alguém. A favor, não há esse caminho.
 

Quem vai andar com o PT ou com Bolsonaro?

A disputa em segundo turno é, teoricamente, uma tentativa de assegurar um eleito com aval da ampla maioria do eleitorado. Em, 2014 não deu certo: os dois concorrentes saíram quase do mesmo tamanho, inclusive no ódio mútuo. Agora há ódio multiplicado. E há pouca chance da união em torno de algum nome.

É um péssimo sinal, porque a falta de união deixa o país em sobressalto.

Se houver união em torno de algum nome será para negar um segundo nome. Por exemplo: se Haddad e Bolsonaro forem para o segundo turno. Aí teremos que ver o que vai ser mais forte, se o movimento anti-Bolsonarto ou o movimento anti-PT.

Definitivamente não será uma união a favor. Será a união contra.

Com funções específicas, Vice-Corregedoria do TJ nasce grande


Desembargador Oton Lustosa: funções específicas e importantes como vice-Corregedor Geral do Tribunal de Justiça do Piauí

 

A eleição do novo comando do Tribunal de Justiça do Piauí, segunda-feira, traz uma novidade: a escolha do vice-Corregedor Geral. A escolha faz parte de um amplo entendimento na Corte, que vai levar o desembargador Sebastião Martins à presidência do TJ, além de Haroldo Rehem para o lugar de vice-presidente da Corte e de Hilo de Almeida Sousa.para a Corregedoria Geral. O vice-Corregedor será o desembargador Oton Lustosa, que assume um cargo recém-criado mas que já começa grande, com importantes funções específicas.

O formato da Vice-Corregedoria foge às regras dos vices, que em geral têm funções protocolares como substitutos eventuais do titular. A Vice-Corregedoria Geral tem atribuições específicas. E não são poucas.

O cargo foi criado este ano e vem sendo ocupado pelo desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, que assumiu o posto na condição de decano da Casa. Ele fica no cargo até a posse do novo comando do TJ, em janeiro. A partir de agora, o ocupante será escolhido dentro do processo eleitoral.

A escolha de Oton Lustosa fez parte desse amplo entendimento em torno da eleição de segunda-feira, Sebastião Ribeiro Martins à frente. Quando assumir a função, ele terá atribuições como o relacionamento com os cartórios e também a Justiça Itinerante. Duas tarefas são só importantes como exigentes no que diz respeito à satisfação da população.
 

O desafio de construir uma estrutura

Quando assumir o posto, Oton Lustosa terá um desafio extra: cuidar da estruturação da Vice-Corregedoria, aprofundando os passos iniciais dados por Brandão de Carvalho. Isso porque as atribuições exigem condições de trabalho bem particulares. O programa Justiça Itinerante, por exemplo, tem atuação em todo o estado, atendendo a uma agenda rigorosa e permanente.

O programa conta com ônibus especiais de atendimento ao cidadão. Mas para o atendimento se materializar, é preciso cuidar de questões como diárias, combustíveis e hospedagem das equipes. No caso dos cartórios, há um trabalho permanente de fiscalização, sobretudo para assegurar o bom atendimento ao cidadão.

Aperfeiçoar esses serviços será mais que tarefa do desembargador Oton Lustosa: será diretriz do futuro presidente do TJ, Sebastião Martins.

Posts anteriores