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Valter Alencar já pensa no Plano de Governo e visita indústria

Valter Alencar (com um sapato na mão): pré-candidato do PSC visita indústria no Ceará para trazer boas experiências para o Piauí

 

O pré-candidato do PSC ao governo do Estado, advogado Valter Alencar, começou a dar os primeiros passos no sentido de construir um Plano de Governo com as diretrizes para o Piauí nos próximos quatro anos. Esses passos iniciais consistem em reuniões técnicas e contato com a realidade do Piauí e também com experiências de outros estados que ele considera exitosa que possam servir de referência para a administração piauiense.

Em busca de experiências positivas, o advogado já esteve em São Paulo, onde conheceu de perto o projeto de ensino universitário a distancia. E esta semana ele esteve no Ceará, onde procurou buscar as referências que permitiram ao vizinho estado um ritmo de desenvolvimento mais acelerado que no restante da região Nordeste.

 “Quero encontrar projetos de excelência que tenham compatibilidade com o contexto piauiense para criar e aplicar um Plano de Desenvolvimento que mude pra melhor a nossa realidade”, disse Valter Alencar. Ele afirmou que a preocupação principal é a geração de emprego, e mais ainda de emprego de qualidade a partir da criação de oportunidades de investimento.

No Ceará, o pré-candidato do PSC visitou a Agência de Desenvolvimento Econômico (ADECE), que é responsável por atrair e implantar novos empreendimentos. O advogado observou que, somente no ano passado, 12 indústrias se instalaram no vizinho estado, levando à geração de 1.672 empregos diretos. Em Fortaleza ele esteve com a presidente da ADECE, Nicolle Barbosa, que também é presidente do PSC no Ceará. Segundo ela, os setores que mais demandam negócios são Alimentação, Energia Renovável, Química, Metal mecânico e Calçados.
 

Visita a indústria e escola

No Ceará, Valter Alencar visitou uma indústria de calçado, conhecida como Sapatoterapia, que tinha matriz em Franca, um polo calçadista de São Paulo e agora se instalou em Aracati, município a 150 quilômetros de Fortaleza. Segundo o pré-candidato, “a empresa já garantiu 300 empregos no município, produz mil pares de sapatos/dia e 40% dessa produção são exportados para 60 países”.

Ele quer que esse modelo seja implantado no Piauí, atraindo grandes unidades produtoras para o estado.

Na viagem ao Ceará, Valter Alencar também visitou uma escola da rede pública. A educação é uma das áreas que ele pretende estabelecer como prioridade no Plano de Governo. O advogado disse ainda que pretende buscar as boas experiências também nesse setor para adotar no Piauí.

Prefeitura de Teresina afasta 36 guardas municipais

Guarda Municipal: 36 inegrantes da corporação são afastados enquando respondem a processo administrativo

 

A Prefeitura de Teresina afastou provisoriamente 36 integrantes da Guarda Municipal, que terão que responder a processo administrativo. O afastamento coincide com a ação do Ministério Público, que pediu explicações à Guarda Municipal sobre atitudes consideradas inadequadas por parte de membros da corporação.

Em entrevista à Cidade Verde, o Corredor da Guarda Municipal, Ari Ferreira, disse que as reclamações chegaram ao Ministério Público através de diversas denúncias anônimas. Entre as atitudes denunciadas estão comportamento discriminatório em relação a diversos grupos sociais, como skatistas e integrantes do segmento LGBT.

O Ministério Público fez questionamentos sobre a própria formação da Guarda, bem como as atribuições específicas de seus integrantes. Os questionamentos levaram a municipalidade a adotar providências. Esse caso se junta a outras reclamações em relação à atuação da corporação.

Agora, conforme informação de assessores da PMT, 36 membros da Guarda Municipal terão que responder a processos administrativos. Enquanto os processos estiverem em andamento, os 36 guardas estarão afastados de suas funções.

Em nova Caravana, Lula faz teste pós-TRF4


Lula na estrada: a nova etapa da Caravana do ex-presidente será nos estados do Sul e funcionará como um teste após julgamento no TRF4

 

No dia 27 deste mês, uma terça-feira, o ex-presidente Lula estará iniciando uma nova Caravana Lula pelo Brasil. Será o quarto tour do petista, em um esforço de mobilização da militância. Nas três anteriores – primeiro, pelos 9 estados do Nordeste; depois, em Minas Gerais; e, por fim, no Espírito Santo e Rio de Janeiro –, havia a preocupação de criar um cenário popular que gerasse pressão sobre os desembargadores do TRF4, que julgariam o recurso da condenação de Lula em primeira instância.

Como se sabe, a pressão não funcionou: Lula perdeu o recurso e viu sua pena elevada de 9 anos e 6 meses para 12 anos e 1 mês. Mas Lula conseguiu reafirmar discurso e consolidar grupos de apoio. A nova Caravana, com roteiro pelos estados do Sul, soa como uma espécie de desafio à decisão do TRF4. É revelador observar que o roteiro começa no Rio Grande do Sul (onde está o TRF4), passa por Santa Catarina e termina no Paraná – mais precisamente em Curitiba, onde está a primeira instância que condenou o ex-presidente.

Haverá outros momentos simbólicos. A andança começa no dia 27 de fevereiro e termina dia 7 de março. Dá a largada em Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai, com a possibilidade de receber apoio de lideranças do vizinho estado. Daí sairá para São Borja, onde visitará o túmulo de Getúlio Vargas. E haverá até espaço para cartões postais, como a passagem por pontos turísticos em Santa Catarina e Paraná.

Com a nova etapa da Caravana, Lula quer dar de ombros mais uma vez à decisão judicial que aponta como perseguição. Mas também será um teste e tanto para o petista. Será interessante ver a reação popular – se haverá real envolvimento da cidadania ou se a Caravana será festejada basicamente pela militância arregimentada para o acontecimento.
 

Prisão de deputado é alerta para Lula

A Polícia Federal prendeu hoje cedo o deputado federal João Rodrigues (PSD-PR), ao desembarcar em São Paulo, procedente de Orlando, nos Estados Unidos. A prisão de Rodrigues é simbólica: ela é resultado do julgamento de segunda-feira, no STF, e está relacionada à possibilidade de execução da pena após julgamento em segunda instância.

O PT acompanhava com atenção esse julgamento. E não gostou do resultado. A situação de João Rodrigues é semelhante à do ex-presidente Lula. Após os recursos à decisão do TRF4 – que deve se encerrar até o final de março –, o ex-presidente estará sujeito à mesma situação. Evitar a prisão de Lula vai exigir dos advogados de petista muito esforço. Sabendo disso, a equipe de defesa de Lula foi reforçada por Sepúlveda Pertence. Ele é ex-presidente do STF. E, acima de tudo, é nome muito respeitado pela competência jurídica.

Um reforço e tanto. E necessário.

Vice fica cada vez mais longe do PP. E Ciro reage


Ciro Nogueira e Firmino Filho: senador tenta levar o prefeito para o governo e manter força na disputa pelo lugar de vice de Wellington

 

O cobiçado lugar de vice na chapa a ser encabeçada pelo governador Wellington Dias (PT), nas eleições deste ano, parece cada vez mais longe do Progressista (PP), o partido comandado aqui e nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira. Essa distância é tão maior quanto menor é a repercussão à reivindicação que a sigla faz do posto ocupado por Margarete Coelho. Mas Ciro não se dá por vencido. E reage.

Nos últimos dias, tanto Ciro como o seu fiel escudeiro, o presidente regional do PP, o deputado estadual Júlio Arcoverde, voltaram à mídia para dizer que não abrem mão do lugar. Ciro até repetiu o que a própria Margarete já havia dito ao Jornal do Piauí (TV Cidade Verde) há duas semanas: o vice deve ser um nome capaz de unir o grupo governista, independente do partido.

Esse tipo de fala tem cada vez menos repercussão nos gabinetes políticos. É uma situação bem diferente da verificada há pouco mais de um mês. Vale lembrar, até o final de dezembro a reivindicação da vice pelo Progressista era um Deus nos acuda, sobretudo no palácio de Karnak. Parecia que o caminho era bem claro: ou Ciro levava a vice para o seu PP ou carregava a sigla para a oposição. Desde lá, mudou muita coisa.

A perda de força da reivindicação do PP está associada a alguns acontecimentos. Primeiro, o fortalecimento do MDB de Themístocles Filho, este cada vez mais próximo do lugar de vice na chapa. Segundo, o surgimento da candidatura Luciano Filho (PSDB), que não descartou mas tirou força de uma possível candidatura do prefeitom Firmino Filho (PSDB) ao governo, em um hipotético entendimento com Ciro.

A possibilidade da candidatura de Firmino funcionava como uma espada que Ciro deixava suspensa sobre a cabeça de Wellington Dias. Funcionava como quem diz: eu tenho alternativa. Com a alternativa Firmino perdendo vigor, agora Ciro repete algo que já disse há mais de ano mas que já estava esquecida: quer levar Firmino para a situação. Para apoiar Wellington.

O gesto pode ser lido agora como uma reação. O brado do PP para dizer que não saiu da briga.

Ao falar em levar Firmino para a situação é uma tentativa de Ciro no sentido de voltar a recobrar força na discussão pelo lugar de vice e de reaproximar o Progressista da antiga reivindicação. Se conseguir levar o prefeito tucano para o palanque petista, dá um tiro poderoso contra as oposições, ampliando a possibilidade de sucesso de uma chapa encabeçada por Wellington. Resta saber se a proposta anima o governador, tendo em conta que ela significaria problemas com o MDB e particularmente com Themístocles, que não se bica com o prefeito.

Caos da Segurança Pública obriga debate por saída


Rodrigo Maia e Eunício Oliveira: levando para o Congresso Nacional o debate que pode redefinir o sistema de segurança pública brasileiro

 

Primeiro foi o ministro das Defesa, Raul Jungmann (PPS-PE): em entrevista, ele admitiu que o sistema da segurança pública brasileiro está falido. Ontem foi a vez dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconhecendo a urgência do tema, adiantando que deve ser um ponto da pauta do Congresso Nacional neste ano.

As manifestações de Jungmann, Oliveira e Maia dão a medida do problema, que deve se transformar em um dos três temas principais das campanhas eleitorais deste ano, no âmbito nacional e estadual. (os outros dois temas principais deverão ser geração de emprego e saúde) E procuram responder a um desalento que toma conta dos brasileiros, vivendo uma realidade onde a sensação de insegurança é muito mais que um problema midiático, como quis dar a entender o ministro.

Algumas das cidades brasileiras – como Fortaleza e Maceió – apresentam níveis de homicídios semelhantes a cidades em cenário de convulsão social. Os números são muito mais que um problema de divulgação: a violência é sentida nas ruas e nas casas de uma população que se mostra amedrontada e, em muitos casos, prisioneira em sua própria residência.

Na avaliação de Jungmann, o sistema desenhado pelos constituintes de 1988 não se encaixa mais na realidade. O sistema é fragmentado, com divisão de competências entre União e estados, com estratégias que não dialogam, nem entre estados tampouco entre estados e União. Diante desse sistema fragmentado, o crime é integrado: age nacionalmente e, na maior parte dos casos, até internacionalmente. Traduzindo: nosso sistema é um caos e simplesmente não funciona.

O descompasso obriga a repensar o modelo que temos. Mais que isso, obriga os entes federados – os municípios entre eles – a discutir ações coordenadas, comuns. Mas o repensar de modelo implica em tempo, com mudança de legislação que estabeleça uma nova organização do complexo sistema de segurança pública. É aí onde o Congresso tenta estabelecer um debate que leve a uma nova legislação. Não é coisa para um ano, muito menos um ano eleitoral.

O problema é que o cidadão tem pressa. O Brasil precisar oferecer respostas imediatas ao problema que se manifesta de forma eloquente a cada dia, nos assaltos, nos estupros, nos feminicídios, nos homicídios que fazem do Brasil recordista entre os países que não estão em guerra. São 62 mil mortes violentas a cada ano – uma guerra particular que teimamos em não reconhecer.

Diante de situação tão brutalmente palpável, a sociedade cobra resposta rápida ao caos. Isso obriga a um debate urgente que leve a medidas mais urgentes ainda. As manifestações dos presidentes das duas Casas do Congresso abrem uma discussão que é importante, mas que tende a demorar a produzir efeitos.

Há o outro debate que a realidade cobra: o que deve unir as instituições – sobretudo, mas não só, do Executivo – para a adoção de ações que atenuem a sensação (mais que justificada) de absurda insegurança.

Oposição se reúne em torno de Paulinho da Força

Em Parnaíba, Mão Santa e Paulinho da Força, com Robert Rios, Wilson Martins e Juliana Moraes Souza

 

Líderes da oposição se reuniram em Parnaíba, hoje pela manhã, em torno do presidente nacional do Solidariedade (SD), deputado federal Paulinho da Força. Paulinho veio ao Piauí para participar da Convenção do Solidariedade em Parnaíba, em uma clara deferência ao prefeito Mão Santa.

A Convenção contou com importantes lideranças das oposições ao governo estadual, como ex-governador Wilson Martins (PSB) e os deputados Robert Rios (PDT) e Juliana Moraes Souza (MDB). O deputado Luciano Nunes (PSDB), pré-candidato ao Palácio do Karnak, não compareceu ao evento, já que está em Brasília para audiência na Presidência da República.

A presença dá indicações do rumo de Mão Santa no campo das posições. O SD chegou a ser visto como uma alternativa para filiação do deputado Dr. Pessoa, também postulante ao governo do Estado. Dr. Pessoa não compareceu ao encontro o que aproxima Mão Sabta do grupo que orbita em torno de Luciano Nunes.

Ainda hoje pela manhã, o prefeito de Parnaíba concedeu a Medalha do Mérito Municipal ao deputado Paulinho da Força. Segundo Mão Santa, Paulinho merece as homenagens pelo trabalho que realiza em defesa dos trabalhadores brasileiros.

Cristiane Brasil mostra a política como ela é


Deputada Cristiane Brasil: indicação da filha de Roberto Jeferson para o Ministério do Trabalho é recheado de lambanças que aprofundam desgaste político

 

Levantamento junto à bancada do PTB na Câmara dos Deputados mostra que a grande maioria dos integrantes do partido quer que o governo insista na nomeação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho. Dos 15 colegas de Cristiane na Casa, 10 defendem a insistência na nomeação. Dos outros cinco, dois não quiseram comentar o tema, dois não foram encontrados e apenas um acha que deve-se buscar uma nova alternativa.

A opinião da bancada, mapeada neste final de semana, é bem reveladora deste episódio que, por sua vez, é tradutor da própria política brasileira. Este caso vai mostrando que a opinião pública importa pouco para o mundo político, que sequer admite o erro que foi a indicação de Cristiane para o ministério com a única credencial de ser filha de Roberto Jeferson, o presidente-proprietário do PTB.

Desde que Cristiane Brasil foi anunciada como a escolhida do PTB para o Ministério do Trabalho, o caso só tem gerado desgaste. E um desgaste que alcança o governo, o presidente Michel temer, o PTB, o Congresso e a política em geral. Até porque não falta lambanças:

Lambança 1, Pedro Fernandes: a indicação (pelo PTB) e desindicação (por veto pessoal do ex-presidente José Sarney) do deputado Pedro Fernandes para o cargo de ministro.
Lambança 2, Cristiane Brasil: Pedro Fernandes descartado, o PTB indica  Cristiane Brasil com a credencial única de ser filha de Roberto Jeferson.
Lambança 3, condenação: a escolha começa a fazer água ao descobrir-se que a nova ministra era condenada pelas Justiça do Trabalho – o que levou a Justiça a suspender a posse.
Lambança 4, recursos na Justiça: a deputada recorre para reverter a decisão da Justiça e garantir a posse. Na verdade, são várias lambanças em uma só, já que a intenção foi derrotada 4 vezes.
Lambança 5, o vídeo no barco: de férias e posando em um barco recheado de amigos, a deputada grava vídeo. Era para se defender, mas pegou mal. Até o pai dela achou que não ficou bem.
Lambança 6, associação com o tráfico: descobre-se mais um “feito” de Cristiane, que faz parte de investigação por associação com o tráfico de drogas na campanha de 2010.
Lambança 7, voto para garantir emprego: e agora surge o áudio em que a deputada pede, na campanha de 2014, que servidores votem nela como garantia para a manutenção de seus empregos.

Apesar de tudo isso, Temer mantém a indicação e a bancada acha que deve insistir no nome da filha de Roberto Jeferson. É como se fosse uma afirmação de poder: eu quero, eu posso, eu faço. É um pouco a lógica da política segundo a qual não basta ter poder, é preciso demonstrar o quão poderoso é...

É precisamente a explicitação dessa lógica que tem gerado tantos desvios na conduta pública. E também o amplo desgaste da política e dos políticos.

Marcos Vinicius, do PTC, consolida base em Teresina

Antônio José Lira e Marcos Vinicius: o ex-vereador do DEM declara apoio ao ex-prefeito do PTC na disputa por uma vaga na Câmara Federal

 

Aposta pessoal do presidente do PTC, deputado Evaldo Gomes, o ex-prefeito de Novo Oriente, Marcos Vinícius, vai se articulando e mostrando força na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele será uma das estrelas da chamada “Chapinha”, grupo de pequenos partidos que vão tentar eleger dois deputados federais.

Além do PTC, devem integrar a “Chapinha” partidos como o PCdoB PR, Podemos e PHS. Além de Marcos Vinícius, outros que disputarão vaga na Câmara Federal são o deputado Fábio Abreu (que deixará o PTB e vai para o PR), Silas Freire (Podemos) e a vereadora Cida Santiago (PHS).

Com a ajuda direta de Evaldo Gomes, o ex-prefeito de Novo Oriente vem construindo uma boa base em Teresina. Já conta com o apoio de uma meia dúzia de vereadores e lideranças de referência na capital, a começar pelo presidente da Câmara, Jeová Alencar (PSDB). Nesta semana que passou ganhou o apoio declarado do ex-vereador Antônio José Lira (DEM).

Além disso, Marcos Vinícius conta com uma importante base política na região da Confederação Valenciana. O fato de ter sido prefeito de Novo Oriente ajuda na aproximação de lideranças municipais de uma região que quer um deputado federal para chamar de seu.
 

Oposição e situação se misturam

Nos apoios que Marcos Vinícius vem recebendo em Teresina, cabe observar uma curiosidade: oposicionista votando na situação. Jeová Alencar é do PSDB – portanto, da oposição. Mas já anunciou que vai apoiar Marcos Vinícius, que é de um partido da situação, governista até a medula. O mesmo vale para Antônio José Lira, com um agravente: o ex-vereador é irmão de Átila Lira, que também estará disputando uma vaga na Câmara. 

Mão Santa recebe Paulinho da Força em Parnaíba

Paulinho da Força e Mão Santa (no centro da foto): festa do Solidariedade com a presença de lideranças políticas das oposições piauienses

 

O presidente nacional do Partido Solidariedade (SD), deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), será recebido em Parnaíba, nesta segunda-feira, pelo prefeito Mão Santa. Os dois serão as estrelas da convenção do SD, que acontecerá a partir das 9h30, no auditório da Câmara Municipal de Parnaíba, na Praça da Graça.

Mão Santa quer transformar o ato em um evento de dimensões bem maiores. E deve contar com a presença de lideranças políticas de outros partidos, em especial as do chamado “campo das oposições”. Entre as lideranças esperadas estão os ex-governadores Wilson Martins e Zé Filho – este também já foi prefeito da cidade.

Outra presença praticamente certa é a do deputado estadual Robert Rios, anda integrante do PDT, mas a caminho de se filiar ao DEM. Robert é uma das mais contundentes vozes da oposição e mantém uma estreita ligação com Mão Santa. O deputado considera o ex-governador um nome estratégico para as oposições em 2018, pela liderança que exerce na região Norte do estado.

O deputado estadual Dr. Pessoa também foi convidado para o evento. O Solidariedade é uma das alternativas do parlamentar para filiação em março, diante da provável saída do PSD, Mão Santa gostaria de fazer do evento o ato público em que Dr. Pessoa pudesse anunciar o novo destino partidário.
 

Medalha e Inauguração

O deputado Paulinho da Força será a cereja do bolo na festa do Solidariedade, mas também terá sua festa particular. Mão santa fará a entrega ao deputado da Medalha e do Diploma do Mérito Municipal. Segundo o prefeito, será um reconhecimento ao trabalho de Paulinho em defesa dos trabalhadores brasileiros.

Ainda amanhã, Mão Santa vai inaugurar uma creche. O equipamento público fica no Bairro Joaz Sousa. A obra é resultado de convênio com o Governo federal, através do Ministério da Educação.

PT já discute escancarar logo o Plano B


Washington Quaquá: para o presidente do PT fluminense, o partido deve explicitar logo o Plano B, sob pela de perder potência eleitoral

 

Oficialmente não existe Plano B: o candidato do PT à Presidência da República é o ex-presidente Lula, lançado publicamente no dia 25 de janeiro, o Day after do julgamento de Porto Alegre que confirmou (e ampliou) a condenação do principal líder petista. Mas internamente cresce a discussão sobre o valor dessa estratégia. Há quem veja a necessidade do Plano B ser explicitado. Já! O mais rápido possível!

A defesa do lançamento de um nome alternativo ao de Lula é feita por muitos, entre as quatro paredes do PT. Mas começam a aparecer a vozes que verbalizam esse sentimento. Quem primeiro veio a público manifestar essa posição foi o presidente do Diretório do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá. Para ele, o PT tem uma “bomba nuclear” na mão, que é a repercussão em torno da condenação de Lula. Mas acha que, se não for bem administrada, a bomba pode se transformar em um “artefato inativo eleitoralmente”.

Traduzindo: o partido tem que assumir que a opção Lula esbarrou nas questões jurídicas e não tem como se consolidar. Além disso, insistir em Lula é trazer sempre de volta as questões que levaram aos processos judiciais. Daí, cresce o número dos que defendem o lançamento de um nome alternativo imediatamente, transferindo o sentimento de injustiça ao novo candidato.

Para o círculo mais próximo a Lula, o Plano B tem nome e sobrenome: Fernando Haddad, o ex-prefeito de São Paulo. Foi o único nome citado pelo ex-presidente no discurso que fez no dia da confirmação da condenação. Mas a ideia era mantê-lo em “banho Maria”, como um suporte que Lula festejaria Brasil afora. Mas, para petistas como Quaquá, isso é pouco.

Tem que escancarar o Plano B. E logo.

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