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Pellé, o craque do teatro, pede atenção à cultura em 2018

Quando o nome Pellé é escrito, com um ou dois "L", a gente já sabe que estamos falando de um craque. No caso aqui, não do craque dos gramadops que encantou o mundo. Mas do nosso craque do teatro: Francisco Pellé. Ele participa da campanha #Vem2018, da Rádio Cidade Verde.

Nesta mensagem ele faz um "ufa!" para 2017, um ano que achava que nunca terminaria. Mas está chegando ao fim, e Pellé se despede do ano velho com vida e sonhos. E disposição para seguir sua trajetória nas artes.

Já olhando para 2018, Pellé espera que o ano novo seja bnenevolente com as artes, com a cultura e com a liberdade de expressão. E lembra: 2018 é um ano de eleição. Deseja que a democracia prevaleça e boas escolhas possam ser feitas, sobretudo na perspectivas de políticas públicas consistentes para a cultura.

Confira aí abaixo a mensagem do craque do teatro, o nosso Francisco Pellé.

Sarah Menezes diz o que deseja em 2018: um Piauí melhor

A campeã olímpica Londres 2012, a piauiense Sarah Menezes tem uma mensagem simples e direta, de olho em 2018: quer que o ano novo seja melhor para todos. Ela aposta nessa conquista, especialmente nas áreas de saúde, educação e esporte.

Sarah Menezes entrou na na campanha do #Vem2018, da Rádio Cidade Verde. E apresenta um desejo que está voltado para todos mesmo: todos os brasileiros, todos os piauienses. Quer um Piauí melhor. Um Brasil melhor.

Confira aí abaixo a mensagem da nossa judoca campeã.

Nova ‘prisão’ de Odebrecht tem 3.000 m2 e muito luxo

Marcelo Odebrecht: na próxima terça o empreiteiro deixa Curitiba e volta para a mensão de 3.000 m² em exclusivíssimo bairro da cidade de São Paulo

 

Na próxima terça-feira, o mega empresário Marcelo Odebrecht deixa o cárcere. E vai para uma prisão domiciliar. Não é o que sonhava, ele o Príncipe dos Empreiteiros, uma espécie de Dono do Poder a mexer quase todas as varetas dos governos, todos os governos. Mas a mudança vai ser uma salto da água para o vinho – no caso, um vinho de excelente safra e servido em taça de cristal.

Por força da Lava Jato, Marcelo Odebrecht cumpriu o que ninguém imaginava: dois anos e meio de cadeia, em regime fechado, em uma sela de 12 m2 dividida com outros condenados por corrupção. Agora, por força da delação em que entregou meio mundo político, vai cumprir nova etapa da condenação de 19 anos e 4 meses.

A nova “prisão” do Príncipe das Empreiteiras é sua própria moradia, em São Paulo. Tem mais de 3.000 m2, situada em um condomínio exclusivíssimo, com ampla piscina, sauna, área de jogos, cinema, quadra esportiva e até um jardim particular assinado por Burle Marx. É a mesma casa onde foi preso pela PF, em 19 de junho de 2015.

Marcelo não vai poder sair de casa pelos próximos anos. Alguém pode pensar: com tanto luxo, nem precisa. Mas pense mais um pouco e imagine a nova vida do empreiteiro que viajava pelo mundo, hospedando-se em hotéis seis estrelas e desfrutando de tudo o que há de melhor. E na maior liberdade.

O todo-poderoso da Odebrecht e controlador das ações dos governos da República se junta a outros poderosos também alvo da Lava Jato. Por exemplo, o cearense Sérgio Machado, que surrupiou milhões e milhões da Transpetro. Ao fazer acordo de delação, Machado devolveu R$ 75 milhões e recebeu uma condenação a ser cumprida quase toda dentro de casa. E que casa!

A casa de Sérgio, no caríssimo bairro Dunas, em Fortaleza, tem piscina, quadras de esporte e uma garagem que cabe dez carros. Por dois anos e três meses ele não pode arredar o pé desse conforto. Depois disso, poderá sair para eventos pontuais. Mais tarde poderá sair de vez e desfrutar de parte do que amealhou em sua trajetória.
 

Prisão reduzida e impunidade

Reparando bem, ver uma longa condenação – 19 anos para Odebrecht e 20 para Machado – transformada em alguns poucos anos de reclusão em uma mansão deixa muita gente com a sensação de impunidade. E é essa é parte mais substantiva das criticas às delações premiadas – que seriam muito generosas com os criminosos do colarinho branco.

Mas há de se reconhecer dois aspectos importantes. Primeiro, o arrefecimento das condenações é fruto de revelações importantes. Marcelo Odebrecht, por exemplo, levou para a Justiça uma boa fatia do Congresso. Segundo, a efetiva condenação de poderosos. Antes de Lava Jato, imaginar um grande empresário (ou um importante político) na cadeia, era quase um desvario.

Agora, prestes a deixar Curitiba, Odebrecht tem que colocar no currículo dois anos e meio de reclusão em uma cela onde o sanitário é um buraco no chão. Convenhamos, é uma mudança e tanto.

Demora da Justiça deixa Piauí sem R$ 1,3 bilhão


Deputado Júlio César: sem os royalties do petróleo, perdas do estado do Piauí já chegam a R$ 1,3 bilhão


“Justiça que tarda é Justiça que falha”. O ditado é antigo e faz parte do mundo jurídico, mas muitas vezes não é palpável ao cidadão comum. Pois um caso pode ser bem revelador dos problemas do Judiciário Brasileiro, considerado moroso. Portanto, um Judiciário que faz justiça pela metade, quando faz.

Vamos ao caso. Desde março de 2013, está vigorando uma liminar que suspende a redistribuição dos royalties resultantes da exploração de petróleo no Brasil. Os efeitos dessa decisão podem ser medida em reais. Bilhões de reais: desde lá, R$ 38 bilhões deixaram de ser redistribuídos, segundo cálculos do deputado Júlio César (PSD-PI). Só o estado do Piauí deixou de receber R$ 1,3 bilhão

A liminar, concedida pela ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, impediu que entrasse em vigor Lei aprovada pelo Congresso estabelecendo novas regras sobre os royalties. Pela legislação anterior, os royalties ficavam com os chamados “municípios e estados produtores”. A Lei aprovada definia a redistribuição, ficando a maior fatia dos os municípios e estados produtores, mas destinando uma parte dos royalties para os demais estados e municípios da federação.

O argumento é bem óbvio: o subsolo é patrimônio da União. Daí, o petróleo de lá extraído é patrimônio de todos, não apenas de um punhado de municípios e estados. O deputado Júlio César é bem didático quanto a isso: ele lembra que os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, os grandes “produtores” de petróleo, não tiram uma única gota de petróleo de seu solo. Tudo vem do mar, e o mar é da União. Daí ser justa a redistribuição.

Após a sanção da nova lei, o estado do Rio entrou com recurso no Supremo. A ministra Carmem Lúcia deu liminar, até que o plenário da Corte se manifestasse. Pois quase cinco anos depois o plenário ainda não se manifestou. E a Justiça vai tardando. E falhando enquanto Justiça.

As perdas são enormes. No caso do Piauí, o deputado Júlio César calcula que o governo estadual deixou de receber R$ 873 milhões. E os municípios piauienses deixaram de ver a cor de mais de R$ 400 milhões. Soma das perdas: algo em torno de R$ 1,3 bilhão.

Olhando o caso do governo estadual: seria um aporte extra anual algo em torno de R$ 175 milhões. Se esse dinheiro tivesse entrado nos cofres estaduais, possivelmente o governador Wellington Dias (PT) não estaria na pindaíba que está, fazendo jogo de cintura e economizando palito para fechar as contas.

A lei aprovada pelo Congresso, cujos efeitos estão suspensos, parece ser justa. Mas a Justiça teima em não decidir a respeito. E termina fazendo valer o ditado: “Justiça que tarda é justiça que falha”.

Rodrigo Martins tem opção de DEM e PRB. Ou ficar no PSB


Deputado Rodrigo Martins: destino partidário incerto inclui opção pelo DEM, PRB ou pemanecer no PSB

 

O deputado Heráclito Fortes já definiu seu futuro: deixa o PSB e ingressa no DEM. O deputado Átila Lira pode seguir o mesmíssimo caminho. E o terceiro representante do PSB piauiense no Congresso, o deputado Rodrigo Martins, está a ponto de tomar uma decisão. Tem três opções. A primeira, ingressar no PRB. A segunda, assinar ficha de filiação no mesmo DEM de Heráclito e (provavelmente) Átila.

Mas a decisão Rodrigo tem um ingrediente a mais: o tio, o ex-governador Wilson Martins, que preside o PSB no Piauí. Daí, as opções do deputado incluem a possibilidade de permanecer no partido. Isso dependente mais do tio que dele mesmo.

Segundo tem repetido a interlocutores, Rodrigo diz que não sairá do PSB sem um entendimento com Wilson. E se o ex-governador avaliar que a melhor estratégia for permanecer na sigla socialista, ele fica.

Rodrigo já teve conversações com o PRB, que aqui no Piauí tem como principais referências o deputado estadual (e secretário estadual de Trabalho) Pastor Gessivaldo e o vereador (e secretário municipal) Pastor Levino. É uma sigla que tem fortes vínculos com a igreja Universal. Mas o deputado do PSB tem excelente relação com Gessivaldo e Levino.

Rodrido estaria bem na sigla, a não ser por um detalhe: é um partido governista, aliado de Wellington Dias. Para assinar ficha no partido, teria que ver o PRB mudar de caminho. É ver para crer.

No caso da opção pelo DEM, Rodrigo recebeu o convite diretamente do seu xará Rodrigo Maia, o presidente da Câmara e principal articulador da sigla. Não tem impedimento nem pessoal nem político para seguir Heráclito e Átila, até porque seria a garantia de estarem juntos na oposição.
 

A grande questão é o PSB

A indefinição de Rodrigo Martins esbarra mesmo é no PSB. A relação do deputdo com a direção nacional é muito ruim. Aliás, a atual direção está reduzindo a bancada federal do partido a menos da metade. E Rodrigo só não saiu ainda porque não quer sair sem ser acompanhando Wilson Martins.

Além do confronto da direção nacional do PSB com a bancada parlamentar, o partido está sem rumo. Pode seguir o PT nas eleições de 2018, o que seria um problema a mais para Rodrigo. Também pode lançar um candidatop próprio: o convite já foi feito a Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo.

No cálculo político local, o deputado só tem um caminho: estar na oposição a Wellington Dias. E a indefinição quanto ao rumo nacional do país deixa Rodrigo em desconforto ainda maior.

Votação da reforma da Previdência, talvez nem em fevereiro

Deputado Rodrigo Maia: empenho pela reforma da Previdência, que pode ficar para depois das eleições de 2018

 

O desencontro de expectativas de liderança do governo a respeito da Reforma da Previdência parece indicar o óbvio: a reforma não sai. Este ano, não sai mesmo. Sequer será votada na Câmara. E muito provavelmente nem em fevereiro.

A declaração do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), dizendo que a votação ficaria para fevereiro, gerou irritação no Planalto e em outras lideranças governistas, como o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Mas, na prático, deixou o rei nu: a reforma não tem o apoio necessário para seguir adiante. Pelo menos agora!

Ainda assim, Rodrigo tenta que a matéria seja pelo menos discutida na semana que vem. Isso será possível. Nada além disso. É um ganho de prazo para um esforço a ser desenvolvido em fevereiro, quando a reforma poderia ir direto para a votação.

Á intenção do presidente da Câmara, no entanto, esbarra no óbvio: a cabeça dos deputados está plenamente sintonizada com as próximas eleições. Quase todo mundo é candidato à renovação do mandato – ou vai em busca de um outro posto. Votar a reforma, um tema de baixa popularidade, não vai animar muitos parlamentares que buscam a simpatia do eleitor.

Daí fica a pergunta: quando pode ser votada a reforma?

Alguns parlamentares avaliam que pode ficar para depois da eleição, em outubro ou novembro do ano que vem. Ainda segundo essa avaliação, os parlamentares governistas firmariam um compromisso com o presidente Michel Temer para votar logo após o pleito eleitoral.

Mais um cálculo que tende a não se concretizar. Com baixo apoio popular, o presidente não tem conseguido – pelo menos no caso da reforma – fazer valer a sempre considerável força de governo. Depois das eleições de outubro do ano que vem, não terá nem a força popular nem a força de governo.

Se alguma coisa da reforma da Previdência for apreciada depois das eleições, o diálogo do Congresso já tende a ser com o próximo presidente, não com o que terá apenas mais dois meses de mandato. Tudo isso quer dizer o seguinte: a reforma da Previdência corre o risco de sequer ser apreciada, mesmo em sua versão mais desidratada, essa proposta bem light.

Ela pode até ser votada, inclusive em uma versão mais hard, se assim o próximo presidente quiser. O eleito, seja quem for, pode sugerir: votem logo para que eu entre sem esse peso no começo do mandato. E aí não faltará quem queira fazer festa com o futuro governo.

Fazer cortesia para colher cortesia maior depois.

Julgamento de Lula reativa discurso do PT para 2018


Lula: de olha na eleição, reativa discurso de vítima recheado com ataques à operação lava Jato

 

O PT e aliados já têm o discurso pronto para uma possível (e, para muitos, provável) condenação do ex-presidente Lula em segunda instância. É um discurso que já vinha sendo colocado em prática especialmente pelo próprio Lula, mas que agora ganha força e amplitude com a marcação do julgamento do recursos do ex-presidente, que acontecerá dia 24 de janeiro.

Lula há muito abraça duas linhas de discurso, uma interligada à outra. A primeira, de demonizar a operação Lava Jato, lançando sobre os ombros dela todos os males recentes do país. A segunda, de vestir um papel de vítima – vitimização que alcançaria o PT e, mais especificamente, o ex-presidente.

O discurso de vítima – fruto da alardeada perseguição – já foi usado com mais força no começo da Lava Jato, quando os petistas diziam que tudo era direcionado contra o PT. Como a Lava Jato terminou alcançando praticamente todos os principais partidos do país – no governo e na oposição –, o discurso de vítima perdeu força. Mas, com o julgamento, agora volta com tudo.

A marcação do julgamento para 24 de janeiro – uma tramitação considerada rápida – vai ser associada a uma espécie de perseguição. Seria, na lógica petista, uma intenção deliberada da Justiça de barrar a candidatura Lula. Ou seja: é a volta do discurso do início das operações contra a corrupção, que não considerava os escândalos, mas tão somente as investigações.

A outra faceta da moeda – a demonização da Lava Jato – vem junto. Também no início da Operação, o discurso de Lula e aliados apontava para a operação como a causa dos problemas econômicos, já que levou à fragilização de diversas empresas poderosas, como a Odebrecht. Os argumentos não levaram em conta as falcatruas promovidas pelas empresas, assumidas por seus ex-diretores, eles próprios delatores das traquinagens entre poder público e empresas.

Há uma semana Lula retomou esse argumento. E, falando para os cariocas, bateu no fígado: “A Java Jato não podia ter feito isso com o Rio de Janeiro”, afirmou o ex-presidente, como se a roubalheira do Rio – feita por antigos aliados – fosse coisa da Lava Jato. Em nenhum momento disse o óbvio: que a Lava Jato é fruto da roubalheira; ela existe porque a roubalheira começou a ser investigada.

Isso tudo está no campo da construção da realidade, processo discursivo que usa argumentos nem sempre concretos, sequer verossímeis. As campanhas são um cenário propicio para esse tipo de discurso, independente do viés ideológico dos envolvidos.

No caso de Lula, do PT e seus aliados, o roteiro está bem posto. E servirá tanto para o caso de Lula seguir candidato quando para a possibilidade de ser impedido de concorrer.

 

Lula vale mais candidato ou condenado?

A marcação do julgamento de recursos do ex-presidente Lula contra condenação em primeira instância traz de volta um debate: Lula tem mais força como candidato ou como vítima, apoiando um terceiro nome? Há respostas para todo gosto.

Dentro do PSDB, por exemplo, há uma parte (incluindo FHC) que prefere Lula disputando a presidência da República. Mas há os que preferem (aqui no Piauí, Firmino entre eles) que consideram Lula mais forte sendo ele mesmo o candidato.

Os que temem a candidatura Lula acham que o peso popular que construiu é difícil de ser superado. Já os que o temem vitimizado acham que é mais fácil atacar o ex-presidente como candidato que como apoio. Como apoio, ele fica quase imune aos ataques. Como candidato, terá que responder diretamente sobre as máculas de sua trajetória recente.

Dúvidas sobre nova legislação reduz em 70% ações trabalhistas

As dúvidas que norteiam a nova legislação trabalhistas estão tendo um grande efeito no volume de ações trabalhistas. Com a entrada em vigor das mudanças estabelecidas pela Reforma Trabalhista, em 11 de novembro, despencou o número de novas ações. Levantamento preliminar indica que, em alguns estados, a queda beira os 70% emn relação à média histórica.

É como se os advogados trabalhistas tivessem parado em novembro, só recorrendo à Justiça em casos mais imediatos, como atraso de salários. O movimento de baixa em novembro é antecedido por um aumento de ações no mês de outubro, quando muitos recorreram aos tribunais utilizando as regras anteriores à reforma. Sem ter segurança quanto à leitura da nova legislação, entraram com ações baseadas nas regras já conhecidas.

Alguns casos são bem emblemáticos, conforme dados da própria Justiça do Trabalho que refletem os 30 dias anteriores à entrada em vigor das novas regras e os 30 dias posteriores, comparando-os com as médias históricas. O TRT de São Paulo, por exemplo, tem uma média mensal de 38.781 ações. Em outubro esse quase dobrou, chegando a 65.112 ações. Em compensação, nos 30 dias posgteriores à entrada em vigor da reforma, despencou para apenas 12.409 – menos de um terço da média mensal.

Na Paraíba, as ações em outubro chegaram a 5.899, contra as 1.090 de novembro e ante uma média histórica de 2.817. Em Goiás, a média histórica é de 7.581, mas nos 30 dias posteriores à entrada em vigor da Reforma foram abertas apenas 2.450 casos. Já no espírito santo, a média de 3.120 ações por mês definhou para 1.418 novos casos após 11 de novembro.

O comportamento está associado às visões diversas dentro do próprio Judiciário sobre a aplicação das novas regras. Alguns juízes dizem que não muda nada, já que a CLT segue em vigor. Outros entendem que há razoável mudança, que precisa ser traduzida nos julgamentos. As duas partes entendem que muitas das questões alteradas pela Reforma Trabalhista só será pacificada com o tempo, mais precisamente quando essas questões chegarem aos Tribunais Superiores, que estabelecerão a jurisprudência.

O reflexo imediato dessa dúvida foi a queda do número de ações. A expectativa é que elas voltem a crescer nos próximos meses. Mas há projeções que apontam para números mais modestos que as médias históricas, ainda que não tão baixas como as verificadas em novembro.

Maioria da bancada do Piauí vota pela reforma da Previdência


Deputado Marcelo Castro: a favor da reforma, mas defendendo que seja feita pelo próximo presidente 

 

Pelo menos seis dos dez integrantes da bancada do Piauí na Câmara dos Deputados devem votar a favor da Reforma da Previdência. O comportamento da bancada piauiense foi identificado em levantamento feito por veículos nacionais de comunicação, como O Estado de S. Paulo. Mas o mapeamento do Estadão ficou incompleto, por exemplo, ao não identificar o voto da deputada Iracema Portela (Progressista).

Iracema, que é mulher de Ciro Nogueira, presidente do Progressista, vai seguir o alinhamento do partido com o governo Temer. E vai votar a favor. Também devem votar a favor Heráclito Fortes (PSB), Átila Lira (PSB), Paes Landim (PTB) e Maia Filho (Progresssista). Esses chegaram a revelar os votos na sondagem feita pelo jornal paulista.

Além do caso de Iracema Portella, o jornal deixa em suspendo a posição do deputado Júlio César (PSD), que teria se declarado indeciso, assim como Marcelo Castro. A diretriz do partido de Júlio é pelo apoio à reforma – ainda mais depois das mudanças na Secretaria de Governo, em que Antônio Imbassahy foi substituído por Carlos Marun, atendendo a reivindicações do Central, onde está o PSD. Júlio deve seguir o "sim" à reforma.

O caso de Marcelo Castro (PMDB) é de se esperar. O deputado vê a reforma como necessária e considera bem desenhada a proposta do governo, especialmente pela longa fase de transição, que alcança 20 anos. Mas critica o momento. Acha que deveria ser uma tarefa para o próximo presidente, a partir de um compromisso público assumido nos debates da campanha do próximo ano. Diante de tanta ponderação, pode não votar pela reforma. Ou ausentar-se para não ajudar a dar a votação mínima de 308 votos.

Os votos contrários são os que vêm assumindo uma postura de oposição ao governo Michel Temer: Rodrigo Martins (PSB), Silas Freire (Podemos) e Assis Carvalho (PT).

A favor: Átila Lira, Heráclito Fortes, Iracema Portella, Maia Filho, Paes Landim e Júlio César.
Indeciso: Marcelo Castro.
Contra: Assis Carvalho, Rodrigo Martins e Silas Freire.

 

Governo ainda está longe dos 308 votos

Para quem tem pressa, o governo vai precisar correr mais ainda para conseguir o apoio necessário à aprovação da reforma da Previdência. Em levantamento que ouviu 432 deputados (84% do total de 513), O Estado de S. Paulo encontrou 215 parlamentares contrários à proposta. Dos ouvidos, outros 62 disseram que são a favor da reforma; 90 se declararam indecisos; e 58 não quiseram responder. Há ainda três que informaram que estarão ausentes no período em que se espera votar a proposta. Outros 81 não foram localizados.

O que deve levantar o alerta vermelho no governo é que, não adiantaria todos os indecisos ou não encontrados votarem a favor. Os 215 já seriam suficientes para derrubar a proposta: sem eles, o governo só poderia chegar a 297 (não contabilizando o voto do presidente).

Para tentar valer sua força, o governo está mobilizando os líderes de partidos. Quer todo mundo defendo a reforma. E mobilizando seus liderados. Se esse esforço prevalecer, o levantamento do Estadão traz um ponto que pode ser animador para os governistas: dos 215 que assumem que votarão contra a reforma, 124 são de partidos da base aliada.

Se a força da caneta prevalecer, muitos desses votos podem ser revertidos.

PSDB nacional quer Firmino candidato ao governo


Firmino  e Alckmin: o prefeito de Teresina recebeu apelo do presidenciável tucano para que dispute o Palácio de Karnak 

 

A participação do prefeito Firmino Filho na convenção nacional do PSDB, ontem, não foi apenas de delegado estadual do partido, com direito a voto. No contato com o novo comando nacional da sigla – Geraldo Alckmin à frente –, o prefeito recebeu um apelo claro e direto: o PSDB quer Firmino candidato ao governo do estado do Piauí. Firmino não disse sim. E nem não.

E deixou totalmente aberta a possibilidade de desincompatibilizar-se no início de abril para disputar o Palácio do Karnak. Na conversa com a equipe que passa a comandar o partido, Firmino disse que não reúne as condições para entrar na disputa. Quem conheceu pormenores da conversa afirma que o prefeito disse que não reúne as tais condições, e acrescentou um "ainda". Esse “ainda” pode fazer toda a diferença.

Firmino encontra alguns problemas para deixar a prefeitura e abraçar a tarefa de enfrentar Wellington Dias (PT) pela cadeira principal do Karnak. A primeira delas é uma ampla base de apoio capaz de mobilizar o Piauí em torno de uma nova proposta de governo para o Estado. Essa base, nas contas de Firmino, incluiria o senador Ciro Nogueira (Progressista), com quem mantém uma estreita relação. O problema é que Ciro, até agora, é o principal aliado de Wellington. Teria que mudar de lado.

Outro entrave de Firmino é a relação com o PMDB, que se deteriorou enormemente depois da reeleição de Jeová Alencar para a presidência da Câmara Municipal. A tensão chegou a tal ponto que o prefeito trocou farpas públicas com o presidente da Assembleia, deputado Themístocles Filho. O detalhe é que o vice de Firmino, Luís Júnior, é indicação do próprio Themístocles. E para abraçar a disputa do governo, o prefeito terá que entregar o posto a seu vice peemedebista.

Os aliados próximos do tucano acreditam que ele tem grandes chances de deixar o posto. O “ainda” pronunciado à nova direção do PSDB nacional casa com esse sentimento. Mas mesmos os mais empolgados dos aliados sabem que Firmino precisa contornar essas dificuldades para formar as “condições políticas” que disse não reunir.

É possível que o PSDB nacional possa contribuir para construir essas condições. E também o próprio PMDB nacional, apesar da tendência do PMDB local em seguir com Wellington. Essa soma de PSDB e PMDB se daria pelo reduzido leque de opções no centro do espectro ideológico. Há Henrique Meireles (PSD). Há Paulo Rabello de Castro (PSC). Há Geraldo Alckmin.

Ou seja: há Geraldo Alckmin.

Essa escassez de alternativas pode levar o próprio grupo próximo a Temer a fazer a opção pelo tucano. Seria o nome mais próximo do ideário reformista do presidente.

Após tomar posse na presidência do PSDB, Alckmin quer começar sua campanha ao Palácio do Planalto. E quer começar com força: com um discurso afiado, uma ideia de país a defender e apoios políticos consistentes. Traduzindo: quer ter um bom alicerce em cada estado, e isso se torna mais fácil com bons candidatos aos governos, onde for possível.

No Piauí a opção é óbvia: Firmino Filho.

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