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Chico Lucas, da OAB, é um dos desejos do PTC para 2018

Chico Lucas, presidente da OAB: um dos desejos do PTC como candidato à Assembleia Legislativa em 2018

 

O advogado Chico Lucas, presidente da OAB-Piauí, é um dos nomes da lista de desejos do PTC para as eleições de 2018. O deputado Evaldo Gomes, presidente do PTC no estado, tenta repetir uma fórmula de somar candidatos de votação mediana para assegurar a representação do PTC na Assembleia.

A estratégia de Evaldo, usada com êxito nas duas últimas eleições, ganha mais importância com vistas às disputa de 2018 por conta das possíveis mudanças na legislação eleitoral. A mais importante, desde a ótica do PTC, é o fim da coligação proporcional. Antes, Evaldo juntava pequenos partidos. Agora quer somar lideranças com votação de mediana para alta.

O nome de Chico Lucas aparece como uma das possibilidades. Dentro do partido avalia-se que o presidente da OAB tem feito uma atuação importante, abraçando temas da cidadania. Esta conduta é uma tradição na OAB, mas não deixa de render resposta popular. E, além de atrair Chico Lucas para o partido, Evaldo quer convencê-lo a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

A lista de desejos de Evaldo Gomes não para aí. Segundo fontes próximas ao deputado, ele já manteve conversas com o suplente de vereador Paulo Roberto, hoje (mas desconfortável) no PTB e também com Henrique Rebelo, suplente de deputado pelo PT. O ex-vereador Antonio José Lira é outro nome cortejado pelo PTC.

Nas eleições passada, a coligação capitaneada pelo PTC somou ao redor de 120 mil votos. É um ponto de partida, um marco que Evaldo Gomes quer superar com os novos filiados. O projeto é criar as condições para sonhar com três vagas na Assembleia, uma meta ousada, já que o cociente eleitoral de 2018 é projetado para mais de 80 mil votos.

 

PTC contra lista fechada

O PTC nacional está se posicionando em relação à reforma política. Desde pronto, é contra a lista fechada. E a favor do fim da coligação proporcional. Ao mesmo tempo, o PTC defende a possibilidade de formação de Federações de Partidos – que mantém uma espécie de coligação proporcional, já que une partidos sem a necessidade fusão; mantém a identidade de cada um.

Um selfie vale mais que mil discursos?

Donald Trump: o modelo de líder-selfie vazio de propostas e repleto de imagens pessoais

 

Não é de hoje, e nem só no Brasil, que se vem questionando os rumos da política. Tais questionamentos passam pelos escândalos de corrupção, a falta de legitimidade dos representantes, o papel de instituições como os partidos e, no final de tudo, a própria qualidade da democracia. Reclama-se especialmente do estilo atual da política.

Tudo é espetáculo. E – sendo gentil – de qualidade duvidosa. Porque tudo virou selfie.

Esse debate sobre o modo de fazer política e seus efeitos vem ganhando corpo especialmente com o advento das redes sociais, e mais ainda depois da eleição de Donald Trump, uma espécie de líder-selfie. Ao final da campanha e Trump já eleito, o eleitor médio dos Estados Unidos seguia desconhecendo as ideias centrais do novo mandatário. Quando muito, sabia quais seus inimigos, a cor do seu cabelo e sua conta no Facebook.

Por que? Ora, porque Trump apresentou muito pouco de ideias e muito de imagem.

Trump se elegeu com forte ação nas redes sociais e não mudou o estilo depois da posse: seu canal de comunicação segue sendo o Twitter ou o Face. E se porta como se candidato ainda fosse, o que facilita a mobilização em torno de sua figura polêmica. Não se sabe se tem razão de querer governar na base de posts. Mas tem motivos para acreditar na força de tuítes, selfies e vídeos no Youtube.

Em campanha, fez do Facebook Live sua televisão. E uma televisão sem contradito: dizia o que bem entendia, sem precisar se explicar para jornalistas, esses chatos que esmiúçam as contradições e as inconsistências nos discursos políticos. Uma beleza!

Só para se ter uma ideia: entre 12 de setembro e 19 de novembro do ano passado – período mais intenso da campanha e nos dias seguintes à eleição –, Trump teve 119 milhões de visualizações de suas aparições (Hillary, que explorava menos a ferramenta, teve 31 milhões). O magnata de cabelo laranja chegou a emitir até dez mensagens “ao vivo” num só dia. Isso resultava numa média de 150 mil comentários por mensagem. Nada mal, ainda mais que os comentários desabonadores podem simplesmente ser borrados.

Ainda que seja mais emblemático, especialmente pelo pouco caso que dispensou à mídia tradicional, o fenômeno Trump não é isolado. A Europa vê escandalizada a emergências de líderes vazios de conteúdo e prenhes de selfies. Líderes que se esquecem das propostas em nome de uma imagem meramente pessoal. Exemplos recentes: o holandês Jesse Kleber e o novo furacão alemão, o socialdemocrata Martin Schultz. Te cuida, Ângela Merkel!

Na política européia, identidade partidária significa compromisso ideológico e certo tipo de política pública. Tudo isso fica em segundo plano, ou mesmo em completo esquecimento, quando a imagem dá lugar às falas. É como se um selfie valesse por mil discursos.

O debate que embala boa parte da Europa escandaliza no Brasil pelo sentido inverso, como acontece na discussão da reforma política. Aqui, rejeita-se o voto partidário porque é preciso identificar o votado. O eleitor precisa saber em quem vota.

Ora, vem sendo assim há década; há mais de século. E o resultado não tem sido nada bom.

Seja como for, cada vez mais gente segue o fenômeno Trump. E as redes sociais estão repletas de salvadores da pátria, cada um recrutando seu exército particular de seguidores, encantados com uma imagem que muitas vezes é falseada ou desprovida de coerência. Mas esse exército não busca argumentos, nem ideias. Busca sensações, tal e qual aconteceu com na eleição de Trump.

E, em matéria de sensação, nada melhor que um selfie. Normalmente, a imagem postada é a própria tradução da valentia e da felicidade.

Como não acreditar que um selfie vale mais que mil discursos?

PS.: pode dizer um selfie ou uma selfie. É substantivo de dois gêneros.

Reforma política, enfim, está em debate... no rastro da ‘lista fechada’


Heráclito Fortes: lista fechada desconsidera opinião do eleitor, além de ser inconstitucional

 

Em meio à crise econômica, as operações da Lava Jato e o protagonismo da Reforma da Previdência, a tão necessária reforma política ficou de escanteio, quase fora do debate público. Mas um tema está trazendo à tona e ampliando a discussão sobre as mudanças que devem nortear o funcionamento da política, especialmente para as próximas eleições: a lista fechada.

Para alguns, como o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), a reforma política é a mãe de todas as reformas. Quer dizer: sem uma reforma que passe a limpo o sistema político brasileiro, continuaremos a ter uma democracia frágil, de difícil governabilidade e largos ralos abertos por onde o dinheiro público escoa – em geral para contas privadas, muitas em paraísos fiscais.

A reforma política implica na discussão de diversos temas, que vão exigir o posicionamento dos congressistas nos próximos meses. A lista é longa: o voto distrital, as coligações proporcionais, a cláusula de barreira, a reeleição para cargos executivos e o financiamento de campanha – todos com alguma dose de polêmica. Mas nenhum esquentou tanto o debate quanto a possibilidade de introdução da lista fechada, onde o eleitor não escolhe um candidato particular, mas vota numa lista com nomes previamente ordenados pelo partido.

Diversos cientistas políticos se apressaram em escrever artigos sobre o assunto, uma boa parte deles contra a mudança. A principal crítica não é nem quanto ao modelo, mas a um certo oportunismo, já que interessaria a caciques políticos sob alvo da Lava Jato e outras operações: com a lista fechada, esses caciques evitariam a avaliação pela opinião pública. Entrariam na lista, digamos, na maciota.

O mundo político se divide. E esse é mais um ingrediente a esquentar o debate. Mesmo políticos que não têm assento no Congresso, como o deputado estadual Luciano Nunes (PSDB), manifestou sua preferência pela lista fechada – que é fechada mas não é oculta; é pública. E acha que louco será o partido que rechear sua lista com investigados por corrupção.

A senadora Regina Sousa (PT) e o deputado Rodrigo Martins (PSB) também defendem a mudança. Mas há vozes contrárias. E muitas. Na bancada do Piauí no Congresso, o deputado Silas Freire (PR) atacou a proposta como uma espécie de casuísmo. E o deputado Heráclito Fortes (PSB) foi categórico: a proposta é simplesmente inconstitucional.

Para defender sua tese, Heráclito ocupou a tribuna da Câmara. "Nós estamos diante de um debate inócuo, porque, por dever e obrigação, temos que respeitar a Constituição brasileira", disse Heráclito, recorrendo ao parágrafo 4º do artigo 60 da Carta Magna, que diz: “Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I- a forma federativa de Estado; II- O voto direto, secreto, universal e periódico; III- a separação dos Poderes; e IV- os direitos e garantias individuais.(...)”.

Para o deputado, "está claro que estamos discutindo algo que a Constituição não permite". Entende que "votar fechado, em quem não se conhece, é uma distorção para um país que vive um momento que precisa de clareza. Temos que mostrar ao povo brasileiro que a responsabilidade de escolher em quem se vai votar é de cada um dos eleitores, para que se possa cobrar depois", finalizou.

O argumento, claro, é controverso. E isso alimenta ainda mais o debate. Um debate que já tardava.

Qualidade dos serviços de telefonia será debatida na Câmara de Teresina


Dudu: vereador diz que serviços das telefônicas são de baixa qualidade e precisam ser discutidos

 

A Câmara Municipal de Teresina vai discutir a prestação de serviços telefônicos em Teresina, levando em conta a avaliação da baixa qualidade dos serviços oferecidos e o alto índice de reclamações por parte do consumidor. O debate vai contar com um reforço importante: o presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor da Câmara Federal, o deputado Rodrigo Martins (PSB-PI).

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje cedo na Rádio Cidade Verde, o vereador Edilberto Borges, o Dudu (PT), destacou a decisão da Câmara Municipal, por unanimidade, de discutir o tema. Ele observa que há um consenso quanto à baixa qualidade dos serviços de telefonia, sem exceção de nenhuma das operadoras. “Não por acaso elas são recordistas de reclamação no PROCON”, ressalta.

“O que não pode é ficar como está”, disse o vereador do PT. Dudu aponta um alto descaso com o consumidor e cita como exemplo o serviço de call center mantido pelas operadoras. “Têm solução zero”, afirma. Diz ainda que não há clareza sobre a atuação do setor, a começar pelo número de usuários – ele avalia que no Piauí há cerca de 1,2 milhão de celulares. E lembra o sinal é muito ruim inclusive na capital, e sobretudo na zona rural.

O vereador também destaca a importância da associação do legislativo municipal com a Comissão dos Direitos do Consumidor da Câmara dos Deputados, já que os problemas com a telefonia são nacionais. "Temos que aproveitar a presença do Rodrigo, um piauiense, na presidência de uma comissão tão importante", disse. Ele considera essa presença fundamental porque a discussão que vai ser feita aqui terá ressonância no âmbito nacional, o que assegura mais força na busca de uma solução do problema.

Dudu diz que a data dessa discussão será agora acordada com o deputado Rodrigo Martins, diante da agenda complexa do Congresso Nacional. Para ele, o mais importante mesmo é que se faça uma discussão detalhada desse tema, buscando um caminho para superação do problema.

Muda regra do cartão. E isso afeta metade dos piauienses


Cartão de crédito: uso do crédito rotativo fica limitado a partir da próxima semana

 

A partir da próxima semana, muda a regra para quem tem dívida com cartão de crédito. E isso afeta nada menos que metade dos piauienses. Conforme decisão do Banco Central, anunciada em dezembro e formalizada há duas semanas, a partir de abril o crédito rotativo só pode ser utilizado por 30 dias.

O crédito rotativo é aquele recurso de rolar a dívida quase automaticamente. A história do pagar só o mínimo (10%) e deixar o resto para o mês seguinte. Ocorre que esse sistema estava gerando uma enorme bola de neve, dívida sobre dívida, levando o cidadão a somar dívidas literalmente explosivas, e em pouco tempo. Uma situação que sufocava o cidadão e o país.

No caso do Piauí, pesquisa revela que metade dos usuários de cartão de crédito têm dívidas. Sendo mais preciso: 55% dos piauienses tem algum tipo de dívida com o cartão, segundo revela pesquisa da Confederação Nacional do Comércio. Vale uma diferença: não é inadimplência, que não chega a 8%. É dívida, conta a pagar. E agora não se pode mais fazer de conta que paga, com a interminável história do "valor mínimo".

Essas pessoas com dívidas feitas com através do cartão tinham, até agora, a possibilidade de “empurrar com a barriga”, um recurso meio de desespero, já que isso de pagar somente o “valor mínimo” do cartão é uma grande roubada. Sim, porque as taxas de juros são indecentes.

O juro do crédito rotativo era o mais fácil (bastava pagar 10% e deixar o resto da dívida para o mês seguinte), mas também o mais caro. De longe o mais caro. A taxa média do rotativo do cartão praticado em janeiro deste ano, por exemplo, foi de 486,75% ao ano. Isso levava a uma taxa de 15,89% ao mês. É a maior taxa de juro do mundo. E uma faca que o próprio endividado colocava no pescoço.

Ao usar o crédito rotativo, o dono do cartão não reduz a dívida. Na verdade, acumula, porque a taxa mensal é maior que o valor mínimo. Paga 10%; e soma dívida de quase 16%, para ficar na referência à taxa de janeiro. Assim, quem contava com uma dívida de R$ 100,00 e tinha a “brilhante ideia” de pagar só o mínimo permitido, ao final de um ano passava a ter uma dívida de R$ 586,75. Isso mesmo: pagava doze vezes o "valor mínimo" e ainda herdava uma dívida quase seis vezes maior que a original.

Essa farra acaba a partir da próxima semana, quando essa rolagem automática só vai poder ser feita uma vez. É uma medida que chateia alguns por tirar possibilidade de crédito fácil. Mas é importante para conter a farra dos juros e colocar o endividamento dos brasileiros num nível mais razoável.

Adolescentes: cabeça vazia, terreiro do diabo. É o que adverte promotor


Procurador Maurício Verdejo: advertência sobre a necessidade de melhorar atenção a menores infratores

 

A falta de atividades socializantes e de envolvimento da juventude é um dos importantes elementos a contribuir para o ingresso de muitos jovens em atividades delinqüentes. A constatação reforça um antigo ditado popular, segundo o qual “cabeça vazia, terreiro do diabo”.

Esse entendimento foi reafirmado hoje pela manhã pelo promotor Maurício Verdejo, do ministério público estadual, em entrevista ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde. Maurício esteve recentemente visitando os centros sócio-educativos mantidos pelo estado, averiguando as condições de funcionamento dessas instituições e a atenção aos menores infratores. O quadro não é bom.

Em geral, a infra-estrutura é precária – ou pela inexistência de equipamentos, ou pelo pouco cuidado, como no caso de um campo de futebol tomado pelo mato: o campo existe, mas está impossibilitado para uso. Também faltam sócio-educadores. O ideal é que haja, por turno, uma relação de um sócio-educador para cinco internos nessas casas de recuperação de menores infratores. Mas a relação é de um para 24.

Para completar, o número de unidades é muito aquém da necessidade. Maurício Verdejo acha que é necessário pelo menos mais três centro no interior – Parnaíba, Picos e Floriano –, o que deixaria os internos mais próximos das famílias, fundamental na recuperação desses menores.

Nas conversas com esses internos, Maurício diz que ouve muito o apelo para que consigam um emprego. Na verdade, não é só pelo salário. É porque esses infratores querem uma ocupação, querem um foco na vida. E muitos não têm. Daí, ficam ao deus-dará, sem perspectiva, a cabeça vazia. Então, lembremos do ditado: cabeça vazia, terreiro do diabo.

A conclusão que se tira: falta muito para que o poder público atenda adequadamente esse segmento. Isso também reforça o entendimento dos que pedem educação em tempo integral. Sim, porque estar na escola em dois turnos melhora o rendimento educacional. E também assegura atividades de socialização, ocupando a mente dessa moçada e abrindo horizontes para ela e para a sociedade.

Com medo de punições, senadores se protegem em dose tripla

Senador Roberto Requião: relatório sobre projeto de abuso de autoridade preserva interesses de políticos

 

Vai se encaminhando para aprovação no Senado um conjunto de medidas que, para dizer o mínimo, segue na contramão da recente história do país. São três iniciativas, todas contribuindo para o enorme guarda-chuva de proteção de políticos envolvidos em escândalos de corrupção. E o que não falta é parlamentar nessa situação.

As matérias que passam à consideração dos senadores são: as medidas anticorrupção; o projeto contra os abusos de autoridades; e o que deseja por fim (ou reduzir substancialmente) o foro privilegiado. Todas estão indo por caminhos tortos. Deliberadamente.

Medidas Anticorrupção: trata-se do tão badalado projeto que partiu de iniciativa do Ministério Público Federal e recebeu mais de 2 milhões de assinaturas, Brasil afora. Mas o que era para ser um giro, os deputados transformaram num jirau.

A proposta original foi completamente modificada na Câmara. No calor da Lava Jato – ou no temor dela –, os deputados suprimiram textos e acrescentaram outros que têm como principal alvo juízes, procuradores e a Polícia Federal. Quer dizer: apontando a garrucha para a turma que está fazendo a Lava Jato andar. O texto chega para os senadores, que provavelmente vão mantê-lo.

Abuso de autoridade: este projeto foi desenhado no capricho pelo senador Renan Calheiros – que, ontem, na apreciação da matéria na CCJ do Senado, fez questão de sentar ao lado do relator, Roberto Requião (PMDB-PR).  Nessa discussão, os senadores fizeram ouvido de mercador para uma saída a meio termo apresentada pelo Procurador Geral da União, Rodrigo Janot. Janot mantinha a possibilidade de punição de magistrados e procuradores, desde que diante de fundadas motivações.

O jogo é pesado: nem isso os senadores aceitaram. E seguiram os trâmites regimentais como se Janot sequer existisse.

O cronograma de tramitação já está definido. Os membros da CCJ terão até a próxima quarta-feira para vista (isto é, revisão) do relatório do senador Requião, que abraça o texto ditado por Calheiros. A votação na CCJ deve acontecer até o dia 19 de abril – ou mesmo antes.

Foro privilegiado: a idéia inicial era reduzir ao mínimo o número dos que têm direito a foro privilegiado, que no Brasil somam milhares de dezenas. A princípio, parecia que a Casa se encaminhava no sentido restringir o foro. Mas, ontem, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE) apresentou uma emenda que, na prática, deixa tudo como está. O foro privilegiado permanece como um enorme guarda-chuva a proteger ocupantes de cargos públicos, o que enfraquece a luta contra a corrupção.

As três matérias em análise no Senado são de grande importância para o país. Veja-se o caso da proposta sobre o abuso de autoridade. O Brasil há muito pede uma legislação nova sobre o assunto. A que está em vigor é de 1965 – portanto, nascida em plena ditadura. Mas a proposta de Calheiros soa confusa e às vezes até retrógrada.

Os senadores, no entanto, não estão muito preocupados com isso. Nem com as 2 milhões de assinaturas. Sequer com as manifestações que chegam através da página web do próprio Senado: neste caso do projeto sobre o abuso de autoridade, 152 mil pessoas se manifestaram. Dessas, apenas 2,4 mil se posicionaram a favor do texto como está. As outras 149,6 mil opinaram contra a proposta que tramita de forma célere na Casa.

Mas o que representa isso para os senadores? Pouco. Ou nada.

Tornozeleira precisa ser usada com mais critério, diz Coronel da PM


Coronel John Feitosa: uso de tornozeleira deve ser só para condenados por penas peves

 

O uso da tornozeleira eletrônica deveria atender a critérios mais rígidos, para assim ser  mais efetiva no combate à criminalidade. A opinião é do coronel John Feitosa, que traduz uma preocupação presente em grande medida dentro da Polícia Militar. Os diversos crimes promovidos por portadores desse instrumento de monitoramento é o principal argumento para que haja “mais critério” no uso da tornozeleira.

Segundo John Feitosa, o entendimento distendido na corporação é que a tornozeleira deve ser uma possibilidade apenas para crimes mais leves. A reincidência de usuários desse recurso de monitoramento, segundo o policial, é que chama a atenção para a observação dos critérios adotados. “Há uma certa fragilidade da lei”, disse.

As manifestações do coronel PM foram feitas ao programa Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde, quando John falava sobre a morte de mais um policial militar: o sargento Alberto Inácio foi atropelado e morto em Altos, aparentemente em uma ação deliberada contra o policial.

O caso de Inácio é a quarta morte de policiais desde dezembro. Na semana passada, o major Mayrón foi morto exatamente por um ex-presidiário que portava uma tornozeleira eletrônica.

Ainda sobre a fragilidade das leis, o coronel  disse que há um sentimento entre policiais de que os valores estão investidos: os agentes de segurança desprotegidos e amplas possibilidades de proteção daqueles que tiram a segurança do cidadão. “Mas não vamos esmorecer”, afirmou.

“Nosso trabalho continua”, destacou, observando que outros Mayron e Inácio estarão nas ruas trabalhando pela proteção da sociedade.

Acrescentou que a PM está ganhando novas condições a cada dia, e cita como exemplo a aquisição de novos equipamentos. Entre essas novas aquisições estão as pistolas da marca Glock, que vão substituir armas consideradas menos seguras para os policiais e, assim, menos efetivas no esforço de garantir segurança à população.

 

TCE tem exercido atribuições que não são suas, diz Merlong


Merlong Solano: Se o TCE for cuidar antecipadamente de toda licitação, o Estado para

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) está exercendo atribuições que vão além das que lhe cabem efetivamente. Quem afirma é o secretário estadual de Governo, Merlong Solano, a propósito da decisão da Corte de Contas de interferir no processo licitatório relacionado à Agespisa e à subconcessão dos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto.

“Respeito muito o TCE, acho que tem uma atuação muito importante. Mas isso não quer dizer que tenha que concordar com tudo o que decide”, disse Merlong, em entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde. “Se o TCE for cuidar antes de toda licitação, o Estado para”, destaca.

É nesse sentido que acredita que a atuação do TCE extrapolou sua atribuição, já que cabe à Corte se manifestar depois sobre esse tipo de processo. Merlong diz ainda que está consciente da legalidade de todo o processo, que vai resultar em melhor atendimento à população.

 

Estado faz novos empréstimos

O secretário Merlong Solano falou sobre os pedidos de autorização de empréstimos encaminhados pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa. Ele observou que serão utilizados em modernização administrativa – fundamentalmente no setor de arrecadação fiscal – e também no fortalecimento da infraestrutura produtiva no Estado.

Merlong refutou os argumentos da oposição de que o estado estaria se endividando além da sua real capacidade. “Os limites de endividamento estão estabelecidos em lei”, lembrou, acrescentando que o Piauí muito está longe de alcançar esse limite.

Pela lei, um estado pode contrair dívidas até duas vezes o valor de suas receitas correntes líquidas. Em 2016, por exemplo, o Piauí fechou o ano com uma dívida global de R$ 3,4 bilhões. Mas as receitas líquidas do estado somaram R$ 7,5 bi – ou seja: o Piauí poderia contrair dívidas somadas até o limite de R$ 15 bilhões.

Os novos empréstimos solicitados à Assembleia somam cerca de R$ 900 milhões. O secretário destaca que, mesmo com o acréscimo dessas novas operações de crédito, a soma da dívida ainda deixa o Piauí numa situação ainda muito confortável.

Custa caro ser magro? Endocrinologista Wallace Miranda diz que não


Dr. Wallace Miranda: contra a obsidade, vontade e disciplina

 

Mais da metade dos brasileiros enfrenta problemas de sobrepeso, reforçando o entendimento de que a obesidade se tornou um problema de saúde pública não só aqui, mas em todo o mundo. E um dos grandes desafios conseguir controlar o peso, enfrentar a obesidade de forma efetiva. Para boa parte dos que enfrentam esse problema, ser magro é um desafio não apenas difícil mas também muito caro, exigindo alimentos especiais e academia.

O endocrinologista piauiense Wallace Miranda, que tem doutorado na USP, pensa diferente. Não, não custa caro ser magro – disse ele em entrevista hoje ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde. Ser magro é muito mais uma questão de vontade e disciplina.

O médico adverte que a obesidade gera uma série de outros problemas, como menor longevidade e maior risco de diversas doenças, entre elas o diabetes. Reconhece que o problema está muito relacionado com o estilo de vida, que oferece facilidades que reduzem os exercícios físicos – ninguém se mexe nem para trocar de canal de TV, lembra – e alimentação nada saudável, como os refrigerantes tão presentes na vida das pessoas.

Wallace observa que no Japão há poucos obesos, por conta de uma vida regrada e alimentação saudável. Mas os japoneses que vivem nos Estados Unidos, por exemplo, enfrentem os mesmos problemas dos norte-americanos, já que se submetem ao estilo local, inclusive aderindo à dieta fast food comum no país.

O fast food, aliás, é um dos grandes responsáveis pela obesidade. E perder peso tem sido um suplício para milhões de pessoas.

Mas Wallace Miranda acredita que é possível perder peso sem grandes sofrimentos e sem gastar rios de dinheiro. “Não é caro ficar magro”, disse em resposta a uma pergunta do comunicador Joelson Giordani. Ele orienta os clientes a fazerem alguns esforços para conseguir manter o corpo em forma.

— Eu recomendo que as pessoas se movimentem. Por exemplo: se vai pegar água na hora do trabalho, pega água no andar de cima. Subir um lance de escada já ajuda – diz ele.

Acrescenta que o grande desafio para manter o corpo em ordem é vontade e disciplina. Em suma: cuidar do corpo, o que implica em mais cuidado também com a alimentação.

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