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‘Não quero varrer as evidências para debaixo do tapete’, diz deputado


Esperidião Amin: quer que a denúncia contra Temer prossiga para que as evidencias sejam investigadas

 

Em uma entrevista tranquila mas contundente, o deputado Esperidião Amin (PP-SC) afirmou que vai votar pela admissibilidade da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer. “Não quero varrer para debaixo do tapete as evidências listadas”, disse Amin em entrevista veiculada hoje cedo pelo Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde.

A entrevista, gravada ontem à tarde, foi concedida ao jornalista Joelson Giordano.  E, ao afirmar que votará contra os interesses do presidente Michel Temer, revelou não ter segurança sobre o que é melhor para o Brasil, nesse momento tão caótico vivido pelo país. Numa análise do quadro, reconheceu que o país ainda vai “sofrer por algum tempo”.

Quanto ao caos vivido, observa que é tanto que há dúvidas inclusive em relação ao rito da votação da denúncia. “Não é bom para o país viver essa emoção”, assinalou. Criticou as ações do governo, que faz mudanças de última hora na composição da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). E ressalta: “Quem muda não mostra que está forte”.

Esperidião Amin reconheceu que tem uma posição que diverge da maioria do seu partido, o PP de Ciro Nogueira (PI). Mas lembra que o PP não deverá fechar questão pobre a matéria, e que ele seguirá com sua posição de votar pela aceitação da denúncia contra o presidente Temer.

Na entrevista ao Acorda Piauí, Esperidião Amin também mostrou que conhece o Piauí, desde que perambulou pelo interior do estado, ainda nos anos 1970. E revelou as voas relações com Ciro Nogueira e Iracema Portella, além da lembrança da convivência fraterna com Lucídio Portella. Os dois foram contemporâneos no Senado, no início dos anos 1990.

Para ouvir a entrevista completa do deputado Esperidião Amin, acesse o link abaixo.

 

Esperidião Amin diz que vota pela denúncia contra Temer


Esperidião Amin: entrevista exclusiva à rádio Cidade Verde. É logo cedo, no Acorda Piauí

 

Ele é um bom conhecedor do Piauí, desde que perambulou pelo interior do estado, ainda nos anos 1970. Mas o que ele conhece mesmo é político, onde conquistou cargos como o de Senador e governador (de Santa Catarina). Agora deputado federal, ele ocupa uma vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que vai votar pela aceitação ou não da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Quem é ele: Esperidião Amin (PP-SC). E estará no Acorda Piauí desta quarta-feira, em uma entrevista exclusiva para a rádio Cidade Verde. Na entrevista, gravada há pouco pelo Joelson Giordani, Amin fala sobre a crise política. E diz: vai votar pela aceitação da denúncia, embora não tenha certeza sobre a melhor saída para esse Brasil em momento tão caótico.

Na entrevista ele fala inclusive das boas lembranças que tem de piauienses como Lucídio Portella, contemporâneo no Senado. A entrevista vai ao ar bem cedo, no Acorda Piauí, que começa às 6h30, na Cidade Verde 105,3.

Está imperdível.

Governo Temer não tem vida longa, diz Rodrigo


Rodrigo Martins: contra a denúncia, Temer se fortalece na CCJ mas perde força para a votação em plenário 

 

O governo Michel Temer não tem vida longa e terá problemas de governabilidade mesmo no caso de ser vitorioso na votação na Câmara sobre a continuidade ou não da denúncia formulada contra ele pela Procuradoria Geral da República (PGR). A avaliação é do deputado Rodrigo Martins (PSB-PI), que hoje cedo concedeu entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde.

A avaliação do deputado piauiense é que a tramitação da denúncia contra o presidente traz problemas para Temer a partir da apresentação do relatório do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ). O relatório foi considerado muito duro, com importante base jurídica mas também com forte alegação política. Conforme Rodrigo, era tudo o que o governo não esperava.

Para ele, o fato de Zveiter ser do PMDB fragiliza a defesa de Temer, pois outros deputados do mesmo partido – que é o partido do presidente da República – se sente mais à vontade para discrepar e votar contra os interesses do Planalto. Rodrigo avalia ainda que Temer tende a se sair vitorioso na votação da Comissão de Constituição e Justiça, sobretudo depois das nove mudanças dos membros da CCJ feitas nas últimas hotras.

Segundo o deputado do PSB, o governo estava em desvantagem na CCJ, mas as mudanças reequilibraram a contagem. Ocorre, explica ele, que a tendência no plenário é inversa. Lá, Temer perde votos a cada dia. Mesmo assim, Rodrigo ainda vê a possibilidade da matéria ser barrada no plenário, como quer o presidente da República.

Pelos cálculos do deputado, Temer pode ter uns 200 votos no plenário. Mas é suficiente para barrar “uma primeira denúncia”, gerando mais constrangimentos para uma segunda ou terceira. Ainda assim, uma vitória nessas circunstâncias reduz ainda mais a capacidade de governabilidade do presidente.

“Muito dificilmente o presidente escapará de ser afastado”, diz Rodrigo Martins, que já anunciou que vai votar pela continuidade da denúncia contra Michel Temer.

Escute a entrevista completa de Rodrigo Martins no link abaixo.

 

CHESF entra na lista de empresas a serem privatizadas, revela deputado


Deputado Júlio César: crítica à posssibilidade de privatização da CHESF

 

A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF) entrou na lista de empresas a serem privatizadas pelo governo federal. Foi o que revelou o deputado Júlio César (PSD-PI), em entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na Rádio Cidade Verde. Ele mostra preocupação com essa decisão.

Segundo o parlamentar, essa decisão leva em conta desempenho negativo da empresa, que em 2013 chegou a dar prejuízo. Mas, segundo Júlio César, os resultados negativos daquele ano estão relacionados às decisões do governo Dilma, que reduziu o valor da energia para não pressionar ainda mais a já crescente inflação – e isso levou ao prejuízo da empresa.

Mas o deputado observa que atualmente a CHESF voltou a dar lucro, o que mostra a viabilidade financeira da empresa. Ele também destaca o papel estratégico da companhia, que é responsável por 13 geradoras de energia, entre elas Boa Esperança. No total, a CHESF gera 10,2 Gigawatts de energia, onde Boa esperança responde por pouco mais de 2% (237 Megawatts).

 

PSD segue com Temer

O deputado Júlio César falou ainda sobre os problemas enfrentados pelos municípios, com recursos que não correspondem às obrigações pelas quais são responsáveis. Anunciou que nesta segunda-feira será feito o repasse de recursos extras, assegurados por PEC de sua autoria. O município que menos vai receber (faixa 0.6) terá um extra de quase R$ 290 mil. No caso de Teresina, são R$ 21 milhões a mais.

Júlio César abordou ainda a crise nacional vivida em razão das discussões em torno da denúncia contra o presidente Michel Temer. Disse que o PSD segue apoiando o presidente Temer, sem uma decisão em outro sentido. Mas admitiu que membros do partido abraçam a tese de ruptura com Temer e apoio a Rodrigo Maia (DEM) como alternativa para superar o momento crítico vivido pelo país.

O parlamentar reconheceu o momento difícil do Brasil, e  disse que o partido pode tomar uma decisão diferente da atual, caso considere fundamental para o país. Ou seja: nunca pode ser descartada a possibilidade de mudança, com apoio de uma alternativa diferente da opção Temer.

No link abaixo, ouça a íntegra da entrevista do deputado Júlio César.

 

Ciro e Wellington fortalecem aliança para 2018

Ciro Nogueira e Wellington Dias: para frustração da oposição, fortalecimento da aliança com vistas a 2018

 

Até há algumas semanas, líderes da oposição repetiam um mantra: o barco do governo está cheio demais e não vai ficar assim; vai ter racha. O mantra era seguido de uma quase-certeza: o senador Ciro Nogueira (PP) e o PMDB dificilmente ficam com Wellington Dias. A oposição não só vislumbrava como sonhava com esse racha, caminho para a construção de uma candidatura capaz de dar combate à postulação de Wellington Dias (PT) a um quarto mandato.

Ainda persiste o mantra de que o barco está cheio demais. Mas a parte seguinte, a mais importante, perde força. Porque os movimentos dos últimos dias reforçam a convicção de que Ciro está mesmo com Wellington, apesar das vaias que recebe de alguns setores do PT. Em diálogo com nomes da oposição, o presidente do PP sequer alimenta esperanças dos que desejam mudar o governo.

Essa postura de Ciro contraria a conduta natural dos políticos, que alimentam esperanças em todos os lados e deixam portas abertas em todas as direções. Nesses contatos com oposicionistas, o senador fala de “nós” e “vocês”, sem sequer deixar nas entrelinhas um “se estivermos no mesmo palanque”. Não se preocupa em deixar janela aberta.

Em resumo: sem essa de dar asas aos sonhos oposicionistas.

Wellington, por outro lado, vai também reafirmando a aliança com Ciro, apesar de vozes dissonantes dentro do seu PT. Faz mais: tira os sonhos petistas de ver como natural uma candidatura de Regina Souza a um novo mandato no Senado. A vaga de Regina está aberta às negociações, como forma de acomodar novos aliados.

O governador leva adiante uma estratégia que é a mesma de Ciro: assim como Wellington diz que a vaga de Regina está aberta às alianças, Ciro observa que a vice hoje ocupada por Margareth Coelho é para um outro grupo aliado, caminho para ampliar o núcleo de apoio à chapa. Lugar definido, só o de Wellington e o do líder do PP.

Os dois adotam uma estratégia igual, traduzida em uma frase não muito sofisticada, mas bem conhecida dos políticos: ganha-se eleição ciscando para dentro. Sendo mais claro: fazer a reserva de vagas para apenas dois partidos é restringir o leque de apoio político. É ciscar para fora, é lançar para bem longe muitos votos que podem ser decisivos.

Luciano pede convenção extra para PSDB substituir Aécio


Luciano Nunes: deputado defende um presidente efetivo para substituir Aécio Neves no comando do PSDB
 

O PSDB atravessa um momento delicado. De um lado, a divisão quanto a ser ou não ser governo. De outro, a dúvida sobre o próprio comando do partido, onde o senador Tasso Jereissati (CE) exerce uma presidência interina que perde força sob a sombra do titular: o senador Aécio Neves (MG), envolvido até a alma nas delações da JBS. Essa situação gera reações nos principais membros do PSDB, nada confortáveis com os dilemas que têm.

No Piauí, uma das principais lideranças tucana levanta a mão para pedir providências que levem à saída dessa encruzilhada. Trata-se do deputado estadual Luciano Nunes, que defende a realização de uma convenção extraordinária para escolha do substituto de Aécio Neves.

Para Luciano, Aécio deve deixar o comando do partido, dando lugar a um presidente efetivo. Longe da presidência, o senador mineiro ficará livre para cuidar da própria defesa. Até porque essa não é uma tarefa pequena: isso, por si só, é suficiente para tirar o foco das preocupações que norteiam o partido com vistas às eleições de 2018.

Um presidente efetivo poderia dedicar toda a atenção à definição das estratégias, bem como o encaminho das discussões mais importantes. Luciano diz que o senador Tasso Jereissati tem se mostrado sereno e firme, sem atropelar as divergências internas. Mas não pode ir mais além, já que a interinidade tira parte da força do trabalho que faz, especialmente quanto ao desenho dos passos futuros.

É nesse sentido que defende uma convenção extraordinária que escolha o substituto de Aécio no comando tucano. E logo.

 

Ser ou não ser governo

Se depender do ânimo dos tucanos piauienses, o PSDB já teria deixado o governo Temer. O próprio deputado Luciano Nunes chegou a defende a decisão da executiva que, há quase duas semanas, recuou da intenção de romper com o governo. O entendimento era que, naquele momento, a ruptura agravaria a crise do país, sem outras alternativas.

Na verdade, a divisão do partido praticamente ao meio – metade pela ruptura, metade pela manutenção do apoio ao governo – foi o que impediu o afastamento. Mas os ventos estão mudando. Primeiro, a volta de Aécio, que deu sinais de que não vai deixar a presidência do PSDB e que deseja seguir apoiando Temer. Segundo, a situação de Temer, cada vez mais enfraquecido politicamente.

Com a alternativa Rodrigo Maia ganhando força para eventual substituição do presidente, o PSDB se sente mais à vontade para abandonar o barco. E isso pode nem demorar muito.

Temer festeja fidelidade de Maia, que parece já em outra órbita


Michel Temer e Rodrigo Maia: o deputado jura fidelidade, mas pode não desperdiçar a oportunidade

 

Na linguagem do futebol, quando o dirigente de um time diz que o técnico está prestigiado, a leitura é clara: o treinador está “por uma peinha”, a aponto de cair. A referência futebolística vem pelas juras de fidelidade entre o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). E cabe a referência especialmente porque, no jogo de Poder, fidelidade não costuma resistir a uma boa oportunidade.

Rodrigo Maia parece ter farejado há alguns dias a oportunidade que surge à frente. O presidente Michel Temer se desintegra na opinião pública e também se deteriora nos dois campos onde mostrava forte resistência: o mercado – leia-se grande empresariado e investidores de verdade – e a base politico-parlamentar.

No mercado, os investidores que apostavam em duas reformas, contabilizam a iminente aprovação da reforma trabalhista mas já não enxergam muitas possibilidades (ou qualquer possibilidade) da reforma da Previdência seguir adiante com Temer. Além disso, a perspectiva de um PIB com evolução ao redor de zero este ano exaspera os investidores.

Daí, olham ao redor em busca de alternativas. Se pudessem responder, diriam: coloca o Henrique Meireles na presidência. Como não é possível, procuram opções pelos imprescindíveis caminhos constitucionais. É aí onde surge o nome de Rodrigo Maia. No caso de Temer sair para responder a processo no Supremo, é Rodrigo quem ocupa o lugar, interinamente. Se Temer dançar de vez, aí o mesmo Rodrigo segue na cadeira e convoca eleições (indiretas, no Congresso), onde ele mesmo poderia ser candidato.

Rodrigo já se comprometeu mais de uma vez com as reformas pedidas pelo mercado. E o mercado gosta disso. Daí vozes que se alinham bem com o mercado – é o caso do tucano Tasso Jereissati – não demoram em abrir uma brecha para a opção Rodrigo Maia.

Essa opção ganha força com a perda de vigor da base parlamentar de Temer, na relação inversa ao crescimento da musculatura de Maia no mesmo campo. E o presidente da Câmara não perde tempo em dar sinais de que deseja, sim, abraçar essa oportunidade. Na prática, às favas a fidelidade proclamada em falas para a imprensa.

Um primeiro sinal foi a viagem para a Argentina, exatamente quando Temer seguia para a Alemanha. Nos bastidores do Congresso, esse gesto foi lido como um esforço do deputado de não se vincular neste momento à Presidência que de fato é de Michel Temer. Outro sinal: deixa claro quer, se tivesse que substituir Temer, não mexeria na equipe econômica. O mercado entra em êxtase.

Se isso não fosse suficiente, ontem mesmo Rodrigo Maia deu mais um sinal de distanciamento de Temer, ao afirmar que não basta a reforma trabalhista. Quer mais. Quer a reforma da Previdência, como suplica Sua Majestade, o mercado. Essa declaração é a mesma coisa de dizer que, se Temer não tem mais condições de levar adiante essa proposta, ele, sim, terá.

Ou dito de outra forma: se Temer não consegue mais resolver os problemas do país, eu, Rodrigo Maia, consigo.

A próxima etapa é costurar esse entendimento na votação em plenário do pedido de autorização para investigação de Michel Temer pelo Supremo. Por enquanto, as avaliações indicam que Temer tem os números suficientes para barrar o pedido. Mas político costuma ouvir um argumento cristalino, e com ele mudar de ideia e de voto, fácil fácil: a perspectiva de mais Poder.

JVC pode ser a boia de salvação para oposição


João Vicente: anúncio de possível candidatura ao Karnak anima a oposição, que carecia de um candidato com apelo

 

Soa como música, e das bem afinadas, a informação sobre a disposição do ex-senador João Vicente Claudino, o JVC, de ser candidato a governador do Estado em 2018. A informação, adiantada aqui por Elivaldo Barbosa, anima alguns setores de oposição que não têm espaço ou não querem espaço no palanque governista.

JVC surge, assim, como uma espécie de boia de salvação para quem vai disputar cargos proporcionais ou mesmo sonha com uma vaga de senador. O problema da oposição é que tem nome para disputar cadeiras na Assembleia, na Câmara dos Deputados e até no Senado. Mas faltava o cabeça de chapa, o candidato a governador – que costuma ser o referencial de qualquer chapa eleitoral.

Wilson Martins (PSB) e Robert Rios (PDT), por exemplo, se colocam desde há muito como alternativas para o Senado. Mas o nome que surgia para a cabeça de chapa era só e somente só o do ex-ministro João Henrique Souza (PMDB).

O problema é que João Henrique, entre outras coisas, não tem o comando do partido, nem seu pleito oposicionista alcança tantas simpatias dentro da sigla. Assim, apostar em João Henrique pode não dar em absolutamente nada porque o ex-ministro não teria sequer o controle da legenda que o abriga. Lá, Marcelo Castro e Themístocles Filho têm as cartas nas mangas. E os dois são afinadíssimos com Wellington.

Se não bastasse esse alinhamento dos caciques peemedebistas com o Karnak, as esperanças da oposição se esvaem de vez quando vêem Ciro Nogueira (PP) e Firmino Filho (ainda no PSDB) também mostrando afinidades com Wellington Dias. Os oposicionistas tinham muita fé que Firmino pudesse ser o adversário de Wellington, com o aval de Ciro. Sonho desfeito.

A ruptura de Ciro (e, junto, Firmino) com Wellington parece cada vez mais distante. A tal ponto que já de desenha uma aliança com o próprio prefeito de Teresina na mesma chapa do governador, disputando uma vaga de senador. Daí, faltam alternativas à oposição.

É quando surge JVC para dizer que pretende ser candidato a governador. A oposição festeja. E com razão: com ele, pode ter palanque que assegure discurso e capacidade de efetiva de disputa. Um deputado dizia, ontem, que JVC nunca foi um político tradicional. E que esse perfil pode ser um bom diferencial em 2018.

A conferir.

VLT de Teresina começa a operar já em 2018, diz Guilhermano


Guilhermano Pires: mudanças no sistema de transporte com a introdução dos VLTs de Teresina


As mudanças no sistema de pré-metrô de Teresina, com o início das operações com Veículos Leves sobre Trilho (VLT) devem ser implantadas já no começo de 2018. A projeção é do secretário estadual de Transporte, Guilhermano Pires, que hoje cedo concedeu entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde.

Na próxima semana, o governo do Estado fará a licitação de R$ 92 milhões para aquisição dos primeiros VLTs, que vão substituir os atuais trens que operam no pré-metrô. Os novos veículos são mais leves, modernos, confortáveis e rápidos, com ganhos imediatos para esse modal do sistema de transporte urbano na capital.

Segundo Guilhermano, a compra dos VLTs se dará por pregão, o que agiliza o processo. Dependendo de quem ganhe a concorrência, os novos veículos podem começar a ser operados já no próximo semestre. A aquisição faz parte da primeira etapa das mudanças no sistema de transporte por trilho, que terá ainda a duplicação da via, a modernização das estações e a construção de uma nova ponte ferroviária sobre o Poti.

A duplicação da via permitirá que os trens possam transitar simultaneamente nos dois sentidos, ampliando o alcance do sistema. Hoje, o metrô de Teresina transporte pouco mais de 5 mil passageiros por mês, o que representa apenas 3%  do que os ônibus transportam.  Com as primeiras mudanças, Guilhermano acha que poderá aumentar esse número para 20 mil. Quando todas as mudanças forem implantadas, pode chegar a 40 mil, ou 20% do que os ônibus transportam.

Ouça a entrevista completa de Guilhermano Pires no link abaixo.

 

Com 'distritão', eleitos para Alepi e Câmara não seriam os mesmos

Apontado como uma das poucas mudanças a ser implantada pela “reforma política” a ser votada até 2 de outubro pelo Congresso, o “distritão” mudaria a relação de eleitos pelos piauienses. Olhando para o resultado de 2014, dois dos eleitos para a Assembleia Legislativa e um para a Câmara não teriam conseguido mandato. E a mudança teria sido enorme no caso da lista de suplentes.

O “distritão” deve ser, junto com o financiamento de campanha, a grande mudança para as eleições de 2018. E, se realmente implantado, pode alterar muita coisa, principalmente na estratégia de candidaturas e a desistência de muitos candidatos que somariam para o partido, sem perspectivas de vitória. Agora, essa estratégia, tão importante para as pequenas siglas, deixa de ser relevante.

A questão é que a eleição para deputado (estadual ou federal) deixaria de ser proporcional e passaria a majoritária. Ou seja: o “distritão” desconsidera coeficiente de partidos e soma de votos para uma mesma legenda ou coligação. São eleitos os mais votados. Ponto.

No caso do Piauí, seriam eleitos para a Assembleia Legislativa os 30 mais votados. E os suplentes seriam os seguintes na ordem de votação nominal, independente de partido. Pelo resultado de 2014, dois eleitos não teriam conseguido mandato: Evaldo Gomes (PTC) e Dr. Hélio (PR). Evaldo passaria à condição de 4º suplente e Dr. Hélio, para a 17ª suplência. Teriam conquistado mandato Antônio Felix (PSD) e Belê Medeiros (à época, PSB).

Nomes que hoje ocupam suplência na Assembleia teriam muita dificuldade para assumir uma cadeira. Um exemplo é o líder do governo, deputado João de Deus (PT), que ficaria em distante 19ª suplência; ou Zé Hamilton (PTB), na 20ª. Se fosse para chamar 12 suplentes, seriam, pela ordem: Ziza Carvalho, Ismar Marques, Aluízio Martins, Evaldo Gomes, Mauro Tapety, Teresa Brito, Cícero Magalhães, Henrique Rebelo, B. Sá Filho, Tadeu maia, Brenno Andrade e Tiago Vasconcelos. Nessas condições, dificilmente tantos seriam chamados.

No caso da Câmara Federal, o suplente Flávio Nogueira (PDT) teria sido eleito. E Fábio Abreu cairia para a primeira suplência, seguido de Marllos Sampaio (PMDB). Se tivesse que chamar dois suplentes, como faz hoje, o governador Wellington Dias chamaria Fábio e Marllos.

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