Cidadeverde.com

Brasil vive momento mais crítico em 80 anos, diz Wilson Brandão


Deputado Wilson Brandão: preocupado com a crise política vivida pelo Brasil

 

O Brasil vive o momento mais crítico dos últimos 70 a 80 anos, em situação mais complexa até que a crise política que levou à morte de Getúlio Vargas e a que antecedeu o golpe de 1964. Quem faz esta avaliação é o deputado estadual Wilson Brandão (PSB), que além de contar com a experiência de quem estar no 7º mandato no legislativo estadual é também Historiador por formação.

Wilson Brandão concedeu entrevista hoje cedo ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde, quando advertiu que o Brasil vive um momento ímpar onde à crise política se soma um desencanto geral da sociedade. Isso explica, inclusive, a apatia da população, que não se envolve mais em grandes manifestações por imaginar que não vale a pena, já que esse envolvimento não se traduz em mudanças objetivas.

Na entrevista ao Acorda Piauí, o deputado abordou diversos temas.

Denúncia contra Temer: acredita que o presidente se manterá no cargo, conseguindo na Câmara votos necessários para rejeitar a denúncia da PGR. Também acha esta a melhor saída, levando em conta o Brasil, que não aguentaria outra desestabilização com nova troca de presidente.

Reforma Política: acha que o país precisa de reformas profundas, mas acredita que virá apenas "uma reforminha", que não mudará quase nada. Acha que o Congresso introduzirá o financiamento público e o “distritão”, ideias que não defende.

Governo no Piauí: entende que todo governo tenta maioria no legislativo que dê tranquilidade para governar. Mas faz uma ressalva às articulações do governo Wellington Dias: estão olhando só para eleição, não para a gestão.

Crise no PSB: fez críticas à condução nacional do PSB, onde a Executiva segue um caminho e a base parlamentar segue outro.

Para ouvir a entrevista completa do Wilson Brandão, clique no link abaixo.

Temer ganha de goleada entre deputados piauienses

Assis Carvalho: voto certo a favor da autorização de investigação de Temer no Supremo

 

Se depender da bancada piauiense na Câmara dos Deputados, o presidente Michel Temer pode dormir tranqüilo, porque a grande maioria vai votar contra o pedido do Supremo Tribunal Federal para investigar o mandatário. No quadro de hoje, e na pior das hipóteses, Temer teria o voto de 7 dos 10 deputados. Esse número pode subir a 8. Ou até a 9.

Levantamento feito por veículos nacionais como Folha de S. Paulo e O Globo, apontam que apenas dois deputados teriam posição definida e anunciada: Assis Carvalho (PT) pela aceitação da denúncia e Maia Filho, o Mainha (PP), contrário. Até aí, o levantamento bate com a realidade. Mas fura ao colocar na lista de indefinidos nomes como Heráclito Fortes e Iracema Portella, ambos claramente contrários à aceitação da denúncia.

No quadro de hoje, o comportamento da bancada seria o seguinte:

A favor: Assis Carvalho.
Contra: Heráclito Fortes, Mainha, Iracema Portela, Paes Landim, Marcelo Castro, Átila Lira e Júlio César
Indeciso: Silas Freire e Rodrigo Martins

A tendência de Rodrigo Martins (PSB) é se posicionar a favor da aceitação da denúncia. No caso de Silas Freire (Podemos), essa tendência não é tão forte, mas possível, especialmente se o governador Wellington Dias resolver cobrar posição.

Na pior das hipóteses, o presidente Michel Temer deve ter 7 votos. O placar mais factível é de 8 a 2, os dois votos a favor da denúncia e contra o presidente sendo os de Assis e Rodrigo. No sonho do Planalto, o placar pode ser 9 a 1, já que alguns assessores de Temer ainda vislumbram conquistar o voto de Rodrigo.

De qualquer forma, essa projeção de votos é dentro de um quadro do momento, e para a primeira votação. A alteração de cenário pode levar à mudança no escore, especialmente se as denúncias vão se repetindo.

100 mil teresinenses sofrem de insônia. Uso das redes sociais é problema


Dr. Cícero Alves: insôncia é um problema de saúde pública, que as redes sociais agravam

 

Cerca de 100 mil pessoas na Grande Teresina sofrem de insônia, um problema que tem se agravado com o uso inadequado das redes sociais. Foi o que revelou o Dr. Cícero Alves, especialista em Medicina do sono, que hoje cedo concedeu entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde.

Segundo o especialista, a insônia pode ser considerada hoje um problema de saúde pública, tamanho é seu alcance. Mas adverte em 92% dos casos a insônia é sintoma. Isto é, o indivíduo tem insônia em razão de outros problemas, como depressão, medicamentos ou estresse. Nesse caso, tem que tratar a causa para superar a insônia.

Cícero Alves disse ainda que as redes sociais estão agravando o problema, já que muitas pessoas utilizam esse recurso de forma inadequada. Segundo ele, cada pessoa tem uma relação diferente com o sono. Assim, alguém que dorme 12 horas mal dormidas enfrenta problemas que outro, com seis horas bem dormidas, não enfrenta. Acrescentou que é importante uma quantidade mínima de sono reparador a cada dia. E observou que quem dorme menos de 6 horas por dia tem a tendência a, com o tempo, sofrer problemas cardíacos ou obesidade.

Ouça a entrevista completa do Dr. Cícero Alves no link abaixo.

 

Pedido de Robert Rios ameaça mandato de Antonio Felix


Robert Rios: deputado vai perdir ação do Ministério Público contra excessiva presença de suplentes na Assembleia

 

O deputado Robert Rios (PDT) vai pedir, nesta segunda-feira, que o Ministério Público Estadual (PME) questione a ampla presença de suplentes no exercício de mandato na Assembleia Legislativa. O pedido de Robert quer chamar atenção para a convocação de 12 suplentes, em razão da nomeação de titulares para cargos no executivo. Mas a ação do pedetista pode ter um efeito pontual e colocar em risco o mandato do deputado Antonio Felix (PSD).

Antonio Felix é o último suplente a deixar o plenário para ocupar cargo de caráter executivo, no caso a Fundalegis, entidade da própria Assembleia. Essa movimentação foi articulada para dar lugar ao suplente B. Sá Filho, o Bsazinho, que disputou a eleição passada pelo PSB e hoje está filiado ao PP. Bsazinho é filho do ex-deputado B. Sá, que ficou incomodado com a presença do seu arquiadversário Mauro Tapeti na Assembleia.

Indiferente à briga de Oeiras, Robert questiona tantos suplentes, que tiram legitimidade repreeentativa da Assembleia. E sobra para Antonio Felix. Para Robert, Felix não pode assumir o cargo, já que um deputado só pode se licenciar para função de ministro, secretário de estado ou secretário de capitais. Esse não o caso da Fundalegis, observa Robert Rios. E, assim, estaria incorrendo em caso que pode levar à perda de mandato.

O deputado do PDT disse que vai usar a tribuna na próxima segunda-feira para cobrar ação por parte do MPE. A cobrança de Robert não está direcionada ao deputado Antonio Felix, mas contra o que chama de farra de suplentes. Hoje, 11 exercem função de secretário de estado, além de Antonio Felix, que abre uma 12ª vaga ao sair para a Fundalegis.

Heráclito pede Exército para agilizar Transnordestina


Heráclito pediu ao presidente Temer que passe ao Exército construção da Transnordestina

 

O deputado federal Heráclito Fortes (PSB-PI) sugeriu ao presidente Michel Temer que passe para o Exército a responsabilidade de construir a ferrovia Transnordestina. Essa seria a alternativa para contornar problemas jurídicos que envolvem a obra e viabilizar a conclusão de um projeto considerado fundamental para o desenvolvimento do Estado.

Em entrevista ao Acorda Piauí, hoje, na rádio Cidade Verde, Heráclito disse que a Transnordestina deve ser uma das prioridades do Estado, em termos de infraesterutura. Ele também falou do trabalho da bancada federal do Piauí na busca de solução para o drama da BR 135, que já registrou este ano 35 mortes. Conformo definido com o governo federal, serão liberados recursos emergenciais para obras em pontos críticos da BR.

Na entrevista ao Acorda Piauí, falou ainda da crise nacional e de sua expectativa quanto ao desfecho da tramitação da denúncia feita pela PGR contra o presidente Michel temer. Segundo avalia, a Câmara não vai autorizar abertura de processo contra o presidente.

Heráclito falou ainda do almoço que teve ontem à tarde com o presidente da república. Participaram do almoço os deputados Benito Gama, Carlos Marun e Baleia Rossi, além de Eduardo Pereira, vice-presidente do Banco do Brasil, e Marcos Elvas, prefeito de Bom Jesus.

No link abaixo, acesse a íntegra da entrevista de Heráclito Fortes à rádio Cidade Verde.

 

Políticos se unem em torno do drama da BR 135, com resultados


Lideranças do Piauí no Ministério do Planejamento, quinta-feira: ação conjunta pela BR 135 traz resultados rápidos

 

Uma tragédia uniu as principais lideranças políticas do Estado e conseguiu o que se espera desse tipo de soma de forças: resultados. A tragédia é a realidade da BR 135, traduzida em números gritantes. São 35 mortes em meio ano, o que faz do trecho dessa estrada federal no Piauí responsável por quase um terço das vítimas fatais em rodovias que cortam o Estado.

O resultado foi o compromisso, ontem, do governo federal, no sentido de liberar recursos extras e em caráter emergencial para ações imediatas em pontos críticos na BR 135. A reunião que assegurou a liberação aconteceu no Ministério do Planejamento, e teve a participação de toda a bancada federal, representantes do legislativo estadual, o governo do Piauí e prefeitos.

A mobilização mostra que tem sentido uma velha reclamação, apregoando que nossas lideranças políticas não se unem em torno de temas maiores de interesse do Estado. O drama da BR 135 mostrou que pode haver união, sim. E que os resultados surgem muito mais rapidamente quando se sai do discurso para a prática.

Há de se reconhecer que há alguns temas que podem unir as lideranças políticas. Mas há uma efetiva carências quanto às estratégias fundamentais que levariam à escolha desses temas prioritários.

O Blog se atreve a relacionar alguns temas que bem poderiam gerar uma luta comum:

Grande Teresina: a capital e seu entorno tem várias demandas fundamentais como o novo aeroporto, reforço da infraestrutura energética, duplicação das rodovias de acesso, centro materno-infantil e obras de mobilidade na capital. Vale uma mobilização de todos.
Transnordestina: não é uma demanda do centro-sul piauiense, mas de todo o Estado.
Rio Parnaíba: a preservação do rio é urgente e importante para o Piauí e para o Brasil.
Combate às secas: para enfrentar as secas, há propostas como novas barragens, adutora do sertão e até a transposição de água de Sobradinho. Cabe definir as estratégias comuns.
Porto de Luís Correia: a primeira decisão estratégica é decidir o que fazer com a obra – se um porto de carga ou turístico. E brigar por esse projeto específico dentro de um projeto maior.
Ferroria TransPiauí: o nome foi inventado aqui, mas se refere à ideia – que consta de planos estatais – de ligar o Piauí de norte a sul por via férrea. Conectaria todos os nossos potenciais produtivos, ligando-se ainda à Transnordestina.

O exemplo da BR 135 está aí para mostrar que falta agora escolher umas duas ou três prioridades (em separado ou, de preferência, em bloco) para em seguida brigar por elas. Conjuntamente. Somando forças.

Se assim for, o resultado logo aparece.

Heráclito Fortes recebe Michel Temer para almoço


Heráclito com o presidente Temer: almoço descontraído e sem temas político

 

O presidente Michel Temer teve uma pausa nos desassossegos de Brasília, hoje, na hora do almoço. Ao invés de compromissos oficiais e conversas sobre a crise, Temer teve um almoço de conversa amena e inocente.

Pelo menos esse é o relato do anfitrião do presidente, o deputado piauiense Heráclito Fortes (PSB), amigo de Temer de longas datas. Após evento na capital federal, Temer fez um sinal para Heráclito, para conversa mais reservada. Daí surgiu a ideia de almoçarem juntos. E Heráclito sugeriu um lugar de completo sossego: a casa do próprio deputado.

Foi um almoço para poucos. O próprio presidente se encarregou de chamar os deputados Benito Gama, Baleia Rossi e Carlos Marum. E Heráclito seguiu com dois piauienses que estavam certo de almoçar com ele: o vice-presidente do Banco do Brasil, Eduardo Pereira, e o prefeito de Bom Jesus, Marcos Elvas.

“Pense num almoço inocente”, disse Heráclito, observando que foi um momento de descontração onde o presidente teve uma pausa nas nada confortáveis discussões sobre a política brasileira do momento.

Brasil carece de marcas fortes até mesmo no Esporte


Pelé: marca do esporte brasileiro construída em cima do talento individual

 

A consultoria britânica Brand Finance acaba de divulgar a última edição de um estudo que realiza a cada ano, a respeito das marcas esportivas mais valorizadas e mais influentes do mundo. O resultado é uma triste notícia para o Brasil, o país do penta: entre os 50 clubes mais valorizados, não há nenhum brasileiro.

A lista inclui até clubes da segunda divisão inglesa. Mas nada de Brasil, que vem perdendo espaço como marca. Essa realidade não é particular do esporte, mas é mais grave no campo esportivo porque é uma área onde teríamos todas as condições para deslanchar.

No cenário geral, o Brasil conta com poucas marcas de dimensão internacional. Alguns bancos têm força na América do Sul e conseguimos oferecer um olhar diferenciado no setor de moda (Havaianas, por exemplo). Mas a marca brasileira mais forte fora de nossas fronteiras é mesmo a Ambev, subsidiária da AB Inbev – maior empresa de cerveja do planeta.

Quando tornamos a olhar para o nosso tão festejado futebol, terminamos esbarrando nas marcas pessoais: o mundo sabe quem é Pelé, Ronaldo, Neymar etc; mas não acompanha nosso campeonato nacional. Para efeito comparativo: o campeonato argentino é muito mais visto mundo afora que o Brasileirão.

A edição 2017 da Brand Finance mostra que estamos bem mal, apesar da qualidade de nossos futebolistas. As 50 marcas mais fortes do esporte estão distribuídas em apenas 7 países: Inglaterra tem 17 clubes na lista, seguida da Alemanha com 15, Espanha com 7, Itália com 5, França com 4 e Rússia e Holanda, 1 clube cada. E nossa ausência tem muito a ver com a (des)organização de nosso esporte.

O futebol brasileiro segue com uma agenda à parte, de costas para o mundo. Outra vez cabe o exemplo argentino, que há mais de dez anos ajustou seu calendário ao do hemisfério norte. As férias dos jogadores argentinos em parte coincidem com a do futebol europeu, o que implica em várias coisas. Por exemplo: os clubes argentinos podem fazer turnês com os europeus. Outra: evita o desmonte de elenco, como ocorre a cada julho e agosto, no Brasil.

A comparação com os argentinos pode ir mais adiante: os brasileiros vão a Buenos Aires e correm para tirar fotos no estádio do Boca Juniors. O mesmo Boca que tem uma escolinha em Teresina, onde muitos andam com um chaveirinho do clube portenho. O argentino que vem ao Brasil não corre para tirar foto no estádio do Flamengo – um estádio, aliás, que nem existe. E não vamos encontrar escolinhas rubro-negras no interior argentino.

A desorganização não projeta as equipes brasileiras, que só conseguem aparecer entre os grandes quando conquistam um Mundial de Clubes, como ocorreu com o Corinthians em 2012. Fora isso, ficamos dependendo da explosão do talento individual de outros Neymar. Porque se formos esperar pela organização dos cartolas, vamos levar goleadas a cada ano.

Encontro vai definir ação de emergência para BR 135, anuncia Ciro


Ciro Nogueira: gestões em Brasília para uma ação de emergência na BR 135, a chamada "estrada da morte"

 

Um encontro da bancada federal do Piauí no ministério do Planejamento, nesta quinta-feira, vai procurar definir medidas emergenciais para a situação da BR 135. Foi o que anunciou hoje o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do PP, em entrevista ao Acorda Piauí, na rádio Cidade Verde.

Ciro disse que a situação da BR 135, que sozinha concentra quase um terço das mortes em rodovias no Piauí, tornou-se um clamor, além de passar a ser um assunto nacional. Por isso, o senador já levou o problema ao próprio presidente da República, Michel Temer, para viabilizar uma saída de emergência.

Na entrevista, Ciro também falou sobre a necessidade de um pacto federativo que atenue a situação de penúria de estados e municípios. Acha que, diante da dificuldade de aprovação desse novo pacto, a redefinição nas relações entre os entes federados poderia ser discutida num governo para implantação no seguinte.

O senador comentou ainda a situação nacional, com a denúncia contra o presidente Temer. Avalia que, se a denúncia for realmente fatiada, a PGR estará adotando não uma estratégias jurídica, mas política, que terá como efeito a paralisação do país.

Ouça a íntegra da entrevista de Ciro Nogueira no link abaixo.

 

Denúncia contra Temer vai impor longa agonia... ao país


Janot e Temer, entre a presidente do Supremo, Carmem Lúcia: embate que pode durar meses

 

Pela primeira vez na história do Brasil um presidente da República no exercício do mandato está sendo denunciado por corrupção. O que já é inusitado pode se tornar mais extraordinário, porque a denúncia deve vir em dose dupla. Ou tripla. E produzir uma longa agonia não apenas para Michel Temer, mas para o país.

Ao fazer a denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal contra o presidente Temer, o procurador Geral da República, Rodrigo Janot, adotou a estratégia de fatiar a denúncia. Ao invés de uma, três. Uma para cada crime que acusa o presidente de cometer. Na primeira, apresentada ontem, Temer é acusado de corrupção passiva. Pode ainda ser acusado de formação de organização criminosa e de obstrução da justiça.

O resultado da estratégia de Janot é o alongamento da agonia do presidente, que precisará se desdobrar na defesa na Câmara, tendo que se empenhar uma, outra e mais outra vez para conseguir o número necessários de deputados para barrar a denúncia. Será também uma longa agonia para o Brasil, que será espectador do alongamento de uma crise política que já dura anos.

A reação do mercado à denúncia de ontem não foi desastrosa: o país segue andando. Mas não quer dizer que o mercado esteja imune à crise política. Longe disso.

A crise brasileira já dura uns quatro anos, com um biênio trágico em 2015 e 2016, quando tivemos a maior recessão de toda a nossa história. Nos últimos quatro anos, nosso PIB encolheu cerca de 10%. Uma lástima! E a situação atual não anima investidores, especialmente os de fora, que não destinam ao Brasil os seus dólares.

Com a denúncia contra Temer fatiada em três denúncias distintas, o Supremo e a Câmara vão ter que se debruçar três vezes sobre basicamente o mesmo tema. Aí então, o país que espere pela conclusão desses processo. E fica o aviso: até chegar ao final, pode ser um longo percurso. Uma agonia que se amplia no tempo.

Na melhor das hipóteses, cada denúncia impõe de um mês meio a dois meses de espera. Essa hipótese é a que leva em conta a possibilidade do ministro Edson Fachin não dar os 15 dias para a defesa, antes de encaminhar o pedido de autorização para o processo à Câmara. E leva em conta também que a Câmara rejeitará o pedido rapidamente.

Na pior das hipóteses, o ministro dará 15 dias para o presidente se manifestar, mais uma semana para Janot fazer considerações e aí encaminha à Câmara, que aceitaria o pedido. Nesse caso, o processo pode durar diversos meses. E pode chegar a 2018.

Até lá, o desejo de ver o país de volta à normalidade terá que esperar. Enquanto isso, o Brasil sangra por todos os poros.

Posts anteriores