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Seminário aborda novidades da apicultura e meliponicultura

Foto: imagens gratuitas/pixabay

Começa nesta segunda-feira e vai até quarta-feira (1 a 3 de julho) o XV Seminário Piauiense de Apicultura e I Seminário Piauiense de Meliponicultura, em Floriano (PI). Palestras, mesas redondas, minicursos e oficinas abordarão os principais temas ligados à produção, comercialização de mel e demais produtos das abelhas, além de questões ligadas à polinização e preservação das abelhas.

A solenidade de abertura do evento acontece, às 18 horas, no Hotel Rio Parnaiba. Na manhã seguinte, a programação segue nos auditórios e salas do campus Amílcar Sobral, da Universidade Federal do Piauí.

O evento marca os 40 anos da apicultura no Piauí, uma das atividades de maior destaque no estado que possui clima e flora que favorecem a produção de mel. “Esse evento tem como objetivo debater novas perspectivas, fortalecer o setor para atender às novas exigências do mercado e iniciar a organização dos meliponicultores no Piauí”, comenta o professor da Universidade Federal do Piauí, Laurielson Chaves Alencar, um dos coordenadores do Seminário.

A apicultura é uma atividade que movimenta a economia na região do semiárido do Piauí, estado que produziu, em média, nos últimos dez anos, 3.540.248 kg/ano, destacando-se entre os maiores produtores do País. Todas essas mudanças, muitas provocadas pelas exigências do mercado e flutuação do preço do mel, ajudaram a promover o crescimento da atividade, que trabalha para superar os novos desafios.

Nesses 40 anos o cenário apícola do estado sofreu contínuas e profundas mudanças: mobilização para organização da atividade, incentivada principalmente pelas Dioceses e pelos agentes financiadores; capacitação e treinamento de apicultores; adequação das estruturas físicas à exigência da legislação; o início da discussão da atividade em Fóruns, acesso ao mercado internacional e certificações dos produtores.

No Piauí o mel das abelhas-sem-ferrão é bastante apreciado e sua exploração é uma atividade de interesse de pequenos produtores. Em geral, essas abelhas são criadas em troncos ou caixotes e algumas colônias pertencem à família do produtor há algumas gerações. Apesar da possibilidade de produção de um mel diferenciado, a meliponicultura, no Estado, precisa de mais incentivo e contribuição para a geração de renda e preservação da biodiversidade na região. “O investimento em pesquisas e a organização dos meliponicultores é uma necessidade do setor, que dispõe de produtos com alto valor agregado, além de contribuir para a preservação das abelhas”, acrescenta Fábia Pereira, pesquisadora da Embrapa Meio-Norte, membro da comissão organizadora do evento.

Da Redação
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