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1 destino, 5 dicas: Patagônia Chilena

Quem participa da seção hoje é o jornalista e professor universitário Alisson Dias Gomes. Viajante assíduo, ele conhece diversos países. Entre estes, alguns exóticos, como Jordânia, Marrocos e Croácia. No entanto, a dica é um roteiro da América do Sul mesmo. O destino é a Patagônia Chilena.

Dica 1 – A 8ª Maravilha do Mundo

Foto: Divulagação Turismo Chile

A região é para quem curte contato direto com a natureza. Lagos, glaciares e serras são cenário para quem curte muitas caminhadas naturais em locais pouco populosos. O maior destaque da região é o Parque Nacional Torres del Paine, formado por grandes formações rochosas em que o vento fez um trabalho artístico de encantar qualquer turista.

O local possui mais de 230 mil metros quadrados e fica a 154km de Puerto Natales, a cidade mais próxima. Em 2013, o parque venceu uma competição na internet e foi eleito a 8ª Maravilha do Mundo. Mais de 5 milhões de internautas participaram da votação que possuía cerca de 330 concorrentes.

Além disso, existem na região diversos outros atrativos. Para quem prefere cruzar a fronteira em direção à Argentina, o destaque é a pequena cidade de El Calafate. Lá está a geleira Perito Moreno, que possui 5km de comprimento e 60 metros de altura. Também do lado Argentino, pode ser feita a rota pelos fiordes patagônicos. O turista faz um cruzeiro de 3 dias entre Punta Arenas no Chile e Ushuaia na Argentina. Tudo isso margeado por muito gelo, icebergs e a fauna de um local que se auto denomina o fim do mundo, já que é a última fronteira com a Antártida.

Dica 2 – Planejamento é essencial

Foto: Divulgação Turismo Argentina

Pois bem. Tanto passeio em uma área razoavelmente difícil de deslocar, exige um ótimo planejamento. O parque Torres del Paine fica a 159km da cidade mais próxima. Apesar de ter hotéis dentro do destino, é preciso se organizar para fazer os trechos e conhecer mais atrativos.

Importante dizer que a infraestrutura de comunicações e de transportes é bem pequena. Muitos locais não possuem sinal de celular e as estradas não são recomendadas para carros de passeio pequenos. Além disso, diversos deslocamentos são feitos por variados meios. Alguns de ônibus, que não possuem muita frequência, outros de navio ou catamarã e também de avião.

No blog Viajem na Viagem você pode conferir dicas para vários trechos com links para os sites das empresas.

Dica 3 – Hospedagens

Natureza e arquitetura premiada se misturam. Foto: Parque Nacional Torres del Paine

Nesta postagem é preciso separar o assunto hospedagem em uma dica separada. Para quem deseja uma experiência de contato direto com a natureza, existem diversas opções de hospedagem dentro do parque. Seguindo a tendência de hotéis que exploram fortemente a experiência do turista em detrimento dos itens 5 estrelas, a Patagônia Chilena oferece muitas opções.

Hotéis a beira de lagos, ao pé de montanhas e muito mais. São muitas opções para que cada momento da viagem seja em contato com a natureza. Então, ao organizar sua viagem ao destino, pense no hotel com carinho. No portal oficial do parque é possível conferir algumas opções.

Dica 4 – Dica do Leitor

“No começo do ano, aproveite para explorar esta região que é conhecida como Fim do Mundo. Existem várias rotas e passeios. As paisagens são deslumbrantes e chamam atenção por tudo que envolvem. Entre os lugares visitados estão: Parque Nacional Torres del Paine, os glaciares Perito Moreno e Lago Grey. Minha base foi Puerto Natales. De lá seguia e explorava outros cantos.”

Dica 5 – Tudo o que você não pode esquecer

Não se esqueça da dica do hotel

Além de organizar os deslocamentos e a hospedagem previamente existem várias informações importantes. A primeira é um alívio. O Chile não precisa de retirada de passaporte para brasileiros, basta levar uma identidade com no máximo 10 anos e em bom estado de conservação.

É preciso se organizar bem com o dinheiro. A primeira parte é a adaptação à moeda chilena. Como o peso chileno usa muitos números, crie anteriormente métodos para não se atrapalhar com os dígitos. Na área dos parques não existem caixas eletrônicos, por isso é importante ter uma base em Puerto Natales ou El Calafate e andar com dinheiro em espécie suficiente.

Como o Alisson disse, a melhor época para ir é no verão, entre dezembro e março. Mesmo nessa época as temperaturas não ultrapassam com regularidade os 10ºC. Sendo assim, leve mantas, gorro, luvas, segunda pele, casacos e também mantenha a pele hidratada por causa do frio. Itens como protetores labiais e óculos de sol são importantes.

A última dica é se preparar psicologicamente e utilmente para a viagem. São 3 horas de Teresina a São Paulo. Depois mais 4 horas de São Paulo a Santiago. Em seguida mais 3 para Punta Arenas. Para fechar, 3 horas de ônibus até Puerto Natales. Se preferir ir para El Calafate a viagem também deve durar mais de 12 horas, isso sem contar os tempos em conexões. Ou seja, reserve 1 dia para a ida e 1 dia para a volta.