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Table Mountain e Cabo da Boa Esperança. Belezas naturais da África do Sul.

Eleita uma das sete maravilhas naturais do mundo, a Table Mountain – Montanha da Mesa – é parte fundamental da identidade da província de Western Cape, que se expandiu à sua volta. Dos seis distritos, Cidade do Cabo é a mais agraciada pela paisagem formada pelo imenso muro de pedra retangular, que inspirou Nelson Mandela durante os anos de prisão na Robben Island, distante 11 quilômetros do continente.
“Frequentemente, olhávamos para a baía e para a magnífica silhueta da Table Mountain”, disse Mandela em um discurso. “Para nós, em Robben Island, a Table Mountain era como um farol de esperança. Representava uma terra firme para onde um dia iríamos voltar.”

Subir a montanha em um dos bondinhos é parte essencial da viagem à África do Sul, experiência compartilhada por mais de 25 milhões de pessoas desde que o serviço passou a operar, em 1929. Cerca de 800 pessoas são transportadas por hora em bondinhos panorâmicos e giratórios com capacidade para 65 pessoas por vez.

A fila costuma ser longa, mas por causa da capacidade dos bondes, anda rápido. O ideal é chegar bem cedo. Os horários mais cheios são nos fins de semana, nos fins das manhãs e das tardes, uma vez que o pôr do sol é o momento mais disputado. Antes de ir até a montanha, a poucos minutos do Centro, é essencial checar a previsão do tempo, uma vez que o serviço é paralisado por causa de chuvas ou ventos.

A vista é exuberante. Em cima da montanha são três trilhas diferentes, que podem durar até 45 minutos. Para quem quer apenas apreciar a vista, um café e observatórios estão por toda parte. O ideal é ir com tempo, para contemplar a cidade, as rochas e a imensidão do oceano.

Cabo da Boa Esperança

Desde as aulas de história e geografia na infância, o Cabo da Boa Esperança povoa nossa imaginação como um ponto isolado, ao extremo Sul, com ondas e tempestades monstruosas, que, por muito tempo, afligiu navegadores europeus, que contornavam a costa africana para alcançar o Oriente. Por esse motivo e por fazer parte da história de ocupação do nosso próprio continente – Cristóvão Colombo, em 1492, chegou ao Novo Mundo ao tomar uma rota diferente daquela, por onde já haviam passado Bartolomeu Dias e Vasco da Gama –, visitar a Reserva Natural do Cabo (Cape Point) é parte indispensável da viagem.

Mais de cinco séculos depois, sabe-se que o Cabo da Boa Esperança – ao contrário do que indica a placa em inglês e africâner – não é o ponto mais ao Sul da África e, sim, o Cabo das Agulhas, a cerca de 150 quilômetros a Leste – o que não tira o encantamento de estar frente a frente com a história. Ali, Bartolomeu Dias batizou-o de Cabo das Tormentas, por causa dos ventos e tempestades, mas rebatizado Cabo da Boa Esperança, por dom João II, rei de Portugal, por prometer a tão desejada descoberta da Índia.

A reserva faz parte do Parque Nacional da Table Mountain, patrimônio natural da Unesco. Ao longo do parque, além de encontrar babuínos e avestruzes, estão faróis em homenagem aos principais navegadores. Além de visitar a ponta do cabo, outro passeio é a subida de funicular até o Farol da Ponta do Cabo, a 250 metros acima do nível do mar, construído em 1859. De lá, embora muitas vezes ofuscada pela neblina, a vista é deslumbrante, de rochas, vegetação e mar revolto.

PASSEIOS

» Table Mountain – A entrada para os bondinhos panorâmicos está a pouco mais de 10 minutos do Centro. No fim do ano, o primeiro bonde sobe às 8h30 e o último sobe às 19h e desce às 20h30. As tarifas são R 255 (R$ 62, ida e volta, adulto) e R 125 (R$ 31, de 4 a 17 anos). Consulte: tablemountain.net

» Cape Point – A cerca de 65 quilômetros do Centro da Cidade do Cabo. A reserva indica um transporte oficial de táxis (thegreencab.co.za), mas várias agências da cidade oferecem o passeio. A entrada na reserva natural custa R 125 (R$ 31 adulto) e R 65 (R$ 16, criança). O funicular para a Ponta do Cabo, o ponto mais alto, custa R 58 (R$ 14, ida e volta, adulto) e R 24 (R$ 6, crianças).

Fonte: POrtal Uai