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Aonde escutar fado em Lisboa?

O fado é tão importante na cultura portuguesa quanto as Grandes Navegações e os pastéis de nata, e precisa fazer parte da sua viagem portuga. Saiba quais são as melhores casas de fado de Lisboa.

Nascido em tabernas populares do século XIX, o fado é um ritmo bonito, emotivo e, às vezes, um tanto meloso e triste, que evoca despedidas, sofrimentos amorosos, saudade e situações típicas do cotidiano português. Ele é acompanhado pelo timbre da guitarra portuguesa, um instrumento dificílimo de ser tocado que tem seis pares de cordas. Nos últimos anos, o fado passou de música dos vovôs portugas para conquistar a juventude com novas vozes, como a da Carminho (que já cantou com Milton Nascimento).

Em Lisboa, há dezenas de casas de fado. Aqui vai minha pequena seleção. Em tempo: em TODAS é melhor ligar para reservar e checar se vai ter apresentação na noite que você quer ir.

MELHORES CASAS DE FADO DE LISBOA:

PARREIRINHA DE ALFAMA

A população de casais gringos que chega para o jantar denuncia a vocação turística do lugar (e também os preços altos), mas não tira seu valor histórico: fundado em meados da década de 1950, já recebeu nomões da música do país como Amália Rodrigues, Lucília do Carmo e Alfredo Marceneiro. As sessões de fado hoje também são de primeira. Sugestão acertadíssima para o jantar: queijo da serra da estrela de entrada e salteado de polvo com gambas de prato principal. Beco do Espírito Santo, 1, Alfama, ter/dom 20h/1h

POVO

Não é propriamente uma casa de fado, mas um restaurante de frutos do mar na moderninha Rua Cor de Rosa. O ambiente intimista, porém, acompanha bem as sessões de fado (às 21h ou às 20h, veja a agenda no site). Rua Nova do Carvalho, 32-36, Cais do Sodré, todos os dias 18h/2h

MASCOTE DE ATALAIA

Ambiente simples, decorado apenas com algumas fotos preto e branco que remontam às mais de cinco décadas de vida do lugar. Há fado de segunda a quinta, acompanhado de embutidos e bolinhos feitos na casa. Rua da Atalaia, 13, Bairro Alto, todos os dias 17h/2h

MARIA DA MOURARIA

Se eu fosse escolher um lugar para ir agora, seria este. Gosto que ele encarna a vibe mais contemporânea do fado, com itens como uma história em quadrinhos na decoração e um fofo pátio externo. Ao mesmo tempo, ele fica onde teria sido a casa da dona Severa, uma das primeiras entoantes do fado. Hoje, há sessões musicais de quarta a domingo. Petiscos e pratos acompanham. Largo da Severa, nº 2/2B, Mouraria, qua/dom 17h/2h

A BAIUCA

Uma taberna pequena no Bairro Alto que reforça a sensação de que fado é para se ouvir apertadinho. Os guitarristas se acomodam num canto e os fadistas vão entrando um após o outro – pode pedir ensopado de tamboril, a prata da casa, para comer, mas na hora das apresentações é preciso manter silêncio. Outro lugar tradiça, simples e baratinho. Rua de São Miguel, 20, Alfama, qui/seg 20h/0h

TASCA DO CHICO

As paredes do pequeno salão são cheias de recortes de jornais e fotografias antigas de fadistas colecionadas pelo proprietário Francisco Gonçalves. Mesinhas apertadas com toalhas xadrezes recebem desde idosos portugas a turistas europeus para ouvir os fadistas, que podem ser profissas ou simplesmente quem levantou com vontade de cantar. Não vá com fome: só há alguns petiscos e o serviço é lento. Está entre as casas de fado de Lisboa mais autênticas – é simples e barata (não se paga para entrar). Rua do Diário de Notícias, 39, Bairro Alto, todos os dias 17h/3h

Fonte: Blog Carpe Mundi