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Uma nova visita a Amarante. Sempre com novas possibilidades

Mirante do Mimbó é de fácil acesso e permite uma linda vista

No último mês, fiz uma nova visita à cidade de Amarante. Além de adorar cidades com arquitetura antiga preservada, o município é bem próximo de Teresina e permite uma viagem rápida e de baixo custo.

Nessa ida a Amarante vivenciei 3 experiências que tinha vontade de realizar há algum tempo. Ainda sim não acabaram as possibilidades e uma possível nova visita ainda guarda mais novidades.

A primeira dessas novas experiências foi a ida ao Mimbó. Na comunidade quilombola, com uma caminhada tranquila, o guia e morador Rodrigo apresentou o Mirante do Mimbó. Em menos de 10 minutos, é possível chegar ao local e ter uma bela vista do Rio Canindé e dos morros envolta. Importante lembrar que o rio é intermitente, ou seja, no segundo semestre ele seca.

Encontro dos Rios Canindé e Parnaíba. Pode-se fazer passeios de barco e atravessar até o Maranhão

Com uma descida um pouco mais complicada, foi possível conhecer a gruta que o patriarca e a matriarca do quilombo usaram para se esconder fugidos da escravidão. Nada que uma pequena criança da comunidade não tenha feito com mais tranquilidade do que eu. A vista do percurso foi um bom motivador.

Fui ao Mimbó antes de fazer o check in na Lira Pousada de Charme. Recém-inaugurada, ela fica localizada na casa centenária que servia à família. Ainda hoje membros da família se hospedam em um espaço separado no mesmo prédio. Muito conforto, bom cardápio, contato com a natureza e com a produção de cachaça são alguns atributos da pousada. Ela segue o conceito de hotéis de charme, que possuem poucos quartos e oferecem serviços de primeira classe. Quem preferir ficar mais próximo do centro, uma boa opção é a Pousada Velho Monge. Ela fica na rua beira-rio e facilita o deslocamento pela cidade.

Aproveitei para almoçar no Lira Eco Park, que fica ao lado da pousada. O jantar foi no restaurante que fica no topo do mirante do centro da cidade. De culinária muito simples, o destaque é a vista e a cajuína. Minha opinião é que as melhores cajuínas são produzidas na região de Amarante e Regeneração. Além disso, no restaurante ela foi servida em uma garrafa de 1 litro, algo inusitado.

Cajuína na garrafa de 1 litro. Surpresa quando o garçon a coloca na mesa.

Durante a manhã fiz o city tour pelo centro histórico, mas recomendo fazer com mais tempo e de preferência no fim da tarde. A guia Joselene, conhecida simplesmente como Jota, fez cada casa, rua ou vista ter um significado especial. Tivemos acesso a casarões que ainda mantém arquitetura do começo do século passado, e ao seu Ronaldo que usa parte de sua moradia como museu e produz vários tipos de licor. Não sabia, por exemplo, que a escadaria do mirante que fica no centro foi construída em homenagem ao poeta Da Costa e Silva que passava horas admirando a paisagem do outro lado do Rio Parnaíba. Essa foi uma das melhores experiências pois permitiu conhecer melhor a cidade.

Casario diverso do Centro Histórico

O destaque negativo foi a dificuldade de conseguir um guia. Aparentemente a cidade só possui 2 pessoas que fazem esse trabalho que encanta o turista. No Mimbó é mais fácil, pois os próprios moradores fazem o serviço. Então recomendo que antes de fazer a visita, procure contato com uma pessoa que desenvolva essa experiência e outras que não conheci, como as apresentações culturais no quilombo e possíveis subidas em alguns morros da região.

Rodrigo (Mimbó) – 86 99527-0619

 Joselene – 86 99438-9180