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Balada Literária 10ª edição

Texto: Aristides Oliveira / co-editor da Revista Acrobata
 
a 10ª edição da Balada Literária foi simplesmente incrível. 
 
Marcelino Freire representa uma ponte rígida que fortalece uma série de contatos e intercâmbios pelo Brasil. Pelo terceiro ano seguido a Revista Acrobata marcou presença num dos eventos mais gostosos de frequentar no Brasil: a Balada Literária. Dentro de uma vasta programação entre os dias 18 e 22 de novembro, com curadoria do Marcelino. O evento homenageou a cineasta Suzana Amaral, bastante conhecida por nós pelos filmes “A Hora da Estrela” e “Hotel Atlântico”. O que mais nos deixa feliz está na proposta do evento que é criar espaços de trânsito e horizontalidade entre artistas que estão começando carreira e nomes consagrados. 
 
Assim, tantos os leitores como realizadores culturais circulam e dialogam abertamente com a Laerte, Chico César, Jards Macalé, Baby do Brasil, Jomard Muniz de Britto e toda a constelação que compôs esta edição que consideramos histórica. A nossa quarta edição circulou pelas mãos de artistas que consideramos valiosos para formar o time das próximas edições, ampliando o jogo dos encontros e das vitrines, buscando fortalecer o mosaico de experiências estéticas que pulsam pelo país...
 

A Acrobata sentiu uma verdadeira experiência de afetos literários, musicais e cinematográficos que vai do Amapá ao Rio Grande do Sul. Além do projeto que envolve a Balada, podemos situar que esses encontros brasilíricos também foram possíveis a partir do resultado do projeto QUEBRAS, coordenado por Marcelino Freire e Jorge Filhonini. Eles rodaram 15 cidades brasileiras e o resultado está registrado no livro QUEBRAS: UMA VIAGEM LITERÁRIA PELO BRASIL. 
 
A revista Acrobata foi especialmente para o lançamento e culminância deste mapeamento fantástico. O Piauí foi o primeiro Estado a ser visitado pelos nossos queridos amigos e junto com a revista, outros projetos e artistas em ação na capital (Teresina) foram explorados pelo QUEBRAS. No livro temos dois belos poemas piauienses: ASAS DE PEDRA, de Nayara Fernandes e RECANTO, de Demetrios Galvão.
 
 
É fundamental fazer parte dessa construção, que potencializa os olhares para expressões culturais fora dos grandes centros e abre voz para Outros e Novos protagonistas da cena cultural brasileira. E vamos que vamos! A Acrobata #5 está quase pronta e vamos insistir, sempre! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aristides Oliveira e Baby do Brasil / Foto: Meire fernandes