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Revista Acrobata nº 5

 
 
Caminhando contra a intolerância contemporânea e a depressão nacional, a revista Acrobata levanta sua bandeira do afeto e da arte e segue adiante. Lamentamos por não termos lançado a edição de nº 5 ainda no ano de 2015, mas celebramos imensamente o sucesso da edição de nº 4, lançada ainda no primeiro semestre. Nesse momento, estamos com os 4 números esgotados e um dos poucos lugares que os leitores ainda podem encontrar exemplares das 4 edições é na livraria Entrelivros. De todo modo, todas as edições estão disponíveis em nossa página do ISSUU.
 
A Acrobata nº 5 está finalizada e será lançada no decorrer do mês de janeiro. Então, antes que o ano acabe, vamos apresentar para os leitores quem são os autores(as) que estão na edição. 
 
O primeiro destaque fica por conta do artista plástico e grafiteiro piauiense Hudson Melo, que ilustra toda a edição.
 
A nossa entrevista é com a atriz e produtora Helena Ignez. A história da Helena é marcada pelo trânsito nos mais importantes movi¬mentos cinematográficos brasileiros dos anos 60 e 70. Foi no Cinema Novo que conheceu e trabalhou com Glauber Rocha (com quem foi casada) em O Pátio (1959), entre outras obras fundamentais como Assalto ao Trem Pagador (1962), de Roberto Farias, e O Padre e a Moça (1965), de Joaquim Pedro de Andrade. Mas podemos dizer que sua aproximação com o diretor Rogério Sganzerla (com quem também foi casada) gerou seus filmes mais intensos, política e esteticamente, seja em O Bandido da Luz Vermel¬ha (1968), A Mulher de Todos (1969), Copacabana Mon Amour (1970), Sem Essa Aranha (1970), entre outras parcerias de forte impacto para o cinema nacional.
 

Na sessão de artigos de literatura, temos: o trabalho do pernambucano José Juva sobre a poesia xamânica do poeta Roberto Piva; o paraibano Paulo Vasconcelos discutindo a literatura contemporânea fora do grande eixo RJ-SP; uma turma de São Paulo capitaneada pelo Daniel Scandurra falando o projeto de digitalização e disponibilização da revista Código, editada originalmente entre os anos de 1974 e 1990; e um perfil biográfico da poeta portuguesa Violante do Céu, que viveu no século XVII, escrito pela pesquisadora piauiense Socorro Fernandes.
 
Na sessão de artigos de cinema, algumas discussões fundamentais: um texto do pesquisador José Luís Silva, sobre o filme piauiense Cipriano, do diretor Douglas Machado; e o belíssimo artigo escrito pela Natasha Karenina sobre o filme Os Incompreendidos, um clássico do diretor François Truffaut.
 
Ainda temos um artigo escrito pela americana Monique Ortiz (Lancaster / Austin) falando de sua trajetória na música. Ela é Vocalista, baixista e compositora da banda Alien Knife Fight, também trabalhou no projeto sonoro A.K.A.C.O.D, em colaboração com o saxofonista Dana Colley (Morphine) e com o baterista Larry Dersch. Atualmente, ela é uma referência no Gothic Blues e Post-Punk contemporâneo.
 
A escalação dos poetas é ampla e variada: Laís Romero (PI); Daniel Scandurra (SP); André Vallias (RJ); André Monteiro (MG); Joãozinho Gomes (PA/AP); André Ricardo Aguiar (PB); Tarso de Melo (SP); Rosa Laura (SP); Lia Testa (PR/TO). Além do poeta português Luís Filipe Marinheiro e do poeta argentino Fernando Noy, traduzido pelo Wanderson Lima (PI). 
 
Para fechar a edição temos ainda um conto do Sidney Rocha (CE/PE); a sessão processo de criação é com o produtor Eduardo Crispim (PI). Ele fala da série de vídeos S3TART e dos 6 episódios em que ele acompanha e entrevista artistas plásticos que espalham sua arte pelas ruas de algumas cidades do nordeste; e pra encerrar, um quadrinho que tem o roteiro escrito pelo Aristides Oliveira, que é um dos editores da revista, e o desenho do quadrinista Joniel Santos.
 
Agora é aguardar um pouco que logo logo a Acrobata n 5 estará circulando. Em breve iremos divulgar as datas e locais dos primeiros lançamentos.