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Torquato: um Poliedro de Faces Infinitas

 

Torquato: um Poliedro de Faces Infinitas

organiado por Edwar Castelo Branco e Vinicius Alves Cardoso

 

autores que participam do livro:

Heloisa Buarque de Holanda, André Bueno, André Monteiro, Frederico Oliveira Coelho, Silvio Ricardo Demétrio, Edwar Castelo Branco, Mário Cámara, Fábio Leonardo Castelo Branco,Vinícius Alve Cardoso, PauloAndrade, Feliciano Bezerra, George Mendes e Marcelo Ribeiro

 

"Os textos que constituem essa coletânea são antigos, alguns, e novíssimos, outros. Mas todos estão irremediavelmente implicados uns nos outros. Diálogos imaginários suturaram, ao longo das últimas décadas, estes textos uns nos outros. E como se trata de Torquato neto, como bem assevera Albuquerque Júnior no forte e belo prefácio que acompanha a obra, não se pode esperar desse livro nenhuma espécie de fechamento, de conclusão, de acabamento. A única intenção é friccionar os textos, permitir que sejam lidos no mesmo suporte. A única conclusão é nenhuma, exceto reconhecer que, como somos seres linguísticos, que só existimos no interior da linguagem, toda conclusão é apenas um pré-texto para as conclusões seguintes".

Edwar Castelo Branco e Vinicius Alves Cardoso (apresentação)

 

"Neste livro o leitor não irá finalmente saber quem foi ou quem era Torquato Neto. Ao percorrer os textos que o compõem, não irá assomando, à frente do leitor, a figura do poeta piauiense. Em seus capítulos não irá revelando-se uma dada identidade escondida, secreta, ainda não conhecida do partícipe destacado do movimento tropicalista. O próprio título do livro-coletânea remete à multiplicidade de rostos, à diversidade de figuras que foram performatizadas pelo artista que carregava o nome de Torquato Neto: “um poliedro de múltiplas faces”. Seja na vida, seja em sua obra, Torquato aparece como figura compósita, dispersa, fragmentária, contraditória, errática, nomádica. O livro, como o próprio personagem ao qual se refere, é composto de textos, de linguagens, de imagens, de figuras, de temas os mais variados, provenientes e se referindo a camadas de tempo e a espacialidades diversas. Torquato Neto foi um artista múltiplo, que dominava e explorava criativa e criticamente diferentes linguagens nos campos da literatura, da música, do cinema e do jornalismo. Torquato parece ter sido um homem dividido e dilacerado subjetivamente, um homem em crise permanente por buscar uma linguagem, uma forma, uma maneira de saber o que ele era e o que era o mundo, as coisas do mundo, procura que levava à angústia à medida que estava fadada ao fracasso, já que quanto mais se escava a linguagem, quanto mais se escavam as formas do mundo, quanto mais se busca nas imagens encontrar a realidade do mundo, mas ele foge, se distancia, se nega, se recolhe na distância e na diferença". 

Durval Muniz de Albuquerque Júnior (préfácio)

 

Torquato: um poliedro de faces infinitas

Lançamento dia 20, no espaço Epa, as 19 horas

Rua Anfrisio Lobão, 1200, Jockey. Por detrás do posto seis.