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Acrobata em dia de Ogum - Primeiro Lançamento

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Ogum é o oxirá da guerra, senhor do ferro, da agricultura e da tecnologia. Ele forja suas próprias ferramentas para realizar suas atividades. É um inventor potente e corajoso. A Acrobata n 5 foi lançada justo no seu dia, 23/04, talvez tenha sido uma brincadeira do acaso ou uma revelação das forças inomináveis, mas ficamos felizes com a coincidência. Depois de um ano, desde o lançamento da n 4, aparecemos com mais uma edição forjada com o espírito de resistência e muito afeto.

Como de costume, a atual edição traz autores/artistas de diversas partes do Brasil, são 10 estados brasileiros unidos ao longo das páginas, e mais 3 autores de outros países (EUA, Portugal, Argentina). Essa geopolítica-estética foi composta para promover encontros e compartilhar invenções – montagem de um universo que fala muitas línguas e se expressa de variadas formas. A revista é uma plataforma de ação estética, política, espiritual, afetiva. Nosso trabalho é unir inventos/linguagens para que os leitores possam respirar outros ares enquanto seguem viagem por entre-págias de plánicies multiformes.

O primeiro lançamento aconteceu no nosso QG, a livraria Entrelivros, de propriedade do nosso amigo e parceiro Leonardo Dias, a quem temos que agradecer profundamente pelo apoio. Temos que agradecer também à Neila Rocha Siqueira (Mediocardio) e ao amigo Eduardo Lacerda (editora Patuá), que com os anúncios, nos ajudaram a viabilizar a impressão da revista.

A existência da Acrobata é mediada por conexões e encontros felizes, que formam um campo de forças magnético. A força desse campo é a sutileza, a sensibilidade e a vontade de não ficarmos quietos e calados. Nos aproximamos das pessoas para pensarmos juntos, para inventarmos histórias, para desatar utopias, etc etc.

A edição de n 5 chega em um momento de tensão política e de ceticismo geral. A revista é uma forma de nos posicionar e dizer que a arte é um antídoto poderoso para resistir contra esse estado de coisas. Nos fortalecemos quando conectamos energias, quando na vontade de fazer, pedimos benção aos orixás e seguimos acreditando no sonho “ingênuo” da construção coletiva. Nossa bandeira é poética, mas nosso espírito é guerreiro.

Por fim, agradecemos a tod@s os autores/artistas que colaboraram nessa edição e também, a tod@s que apareceram no lançamento e que adquiriram a revista. O nosso encontro foi bonito e é sempre bom ver a turma toda reunida para celebrar a arte. logo mais virão outros lançamentos.

 

Demetrios Galvão