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Em meio às críticas da oposição, secretário defende empréstimo de R$ 30 milhões

Foto:Arquivo/CidadeVerde.com

O prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), encaminhou à Câmara de Teresina projeto de empréstimo no valor de R$ 30 milhões. A matéria tem rendido críticas da oposição que questiona a capacidade de endividamento da prefeitura.

De acordo com o projeto, o empréstimo deve ser contraído junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo é criar um Centro de Comando e Controle na capital.  
Apesar das críticas, o secretário municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, Samuel Silveira, defende a proposta. Ele diz que a medida é importante para que a cidade tenha mais segurança. 

"Queremos uma cidade segura para que o cidadão possa desenvolver suas atividades e estamos fazendo todos os esforços possíveis. Nossa intenção é fortalecer o programa Vila Bairro Segurança a partir dessa aprovação que corresponde à linha Finem de Segurança Pública do BNDES. Vamos estruturar e ampliar as ações de prevenção a violência através da compra de câmeras de alta tecnologia e que façam o reconhecimento facial nas entradas e saídas da cidade, para combater o roubo de veículos. Temos a expectativa que no próximo ano esse projeto já esteja em pleno funcionamento”, disse.
O presidente da Câmara de Teresina, vereador Jeová Alencar, afirma que a prefeitura corre o risco de ficar endividada. Ele pede que a prefeitura encaminhe informações para Casa sobre a capacidade de endividamento. 

" Precisamos evitar o endividamento e até atrasos para os servidores. Quem paga é a população. A Prefeitura tem poder de endividamento, mas estamos atentos com as consultorias. Chegou ontem esse pedido de empréstimo. São 30 milhões que ele pede ao BNDS para ser aplicado em segurança.  Vai ser aplicado em tecnologia. É muito dinheiro e a população vai pagar e precisamos saber como vai ser aplicado. Esperamos uma explicação da líder do prefeito", disse. 
O líder da oposição, vereador Dudu, afirma que a prefeitura deve mais explicações à Câmara. “Vamos analisar com muita cautela essa proposta. É preciso ter certeza de qual será a aplicação desse recurso. Essa Casa não pode simplesmente aprovar um projeto que trará tantas consequências para o equilíbrio financeiro da cidade”, afirmou. 

O Centro de Comando e Controle deve reunir os mais diversos órgãos do município para fazer o uso da tecnologia no combate a violência e monitoramento do trânsito e auxiliar nas tomadas de decisões das ações preventivas. Além do aparelhamento do serviço de prevenção a violência, o espaço vai melhorar as políticas de proteção ao patrimônio municipal e na realização de programas que provoquem a inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade social.