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Líder do governo diz que não há motivos para instalação de CPI da Covid-19

Foto: RobertaAline/CidadeVerde.com

A deputada Teresa Britto (PV) busca nove assinaturas para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os gastos do governo do Piauí com o combate a covid-19. Segundo o líder do governo na Casa, deputado Francisco Costa, não há motivos para a instalação.

“A posição da bancada do governo é compreendendo que não existe necessidade de instalação de uma CPI. Naturalmente se algum deputado quer ter informações necessárias sobre algo que considere, que precisa ser esclarecido, é só requisitar ao órgão competente como a Secretaria de Saúde. Naturalmente esses esclarecimentos serão dados. Não vejo a necessidade de uma CPI para ter esclarecimento de alguma dúvida que por ventura se precise de esclarecimentos”, destacou Costa. 

Teresa Britto afirma que é preciso investigar se houve omissão no estado com o aumento no número de mortes. Ela afirma já ter cinco asinaturas das nove necessárias. 

“Vamos apresentar para os outros colegas para que possamos adquirir as nove assinaturas. Já temos garantidas cinco assinaturas. O objetivo é garantir transparência a esse trabalho  na pandemia. Coisa que não tem sido feito até o presente momento. Não sabemos onde foram aplicados os recursos. Não sabemos como tem sido esse comportamento da saúde pública do Piauí com relação a esses recursos. Muitas pessoas morreram com essa segunda onde. Já passou de 5 mil óbitos no Piauí. Pode haver omissão. Muitos pacientes ficaram jogados em cadeiras e corredores de hospitais. A questão da transparência dos recursos. Precisamos saber onde foram aplicados e como foram. Precisamos saber onde foram aplicados os recursos para combater a covid-19”, disse. 

Francisco Costa nega qualquer tipo de omissão do governo.  “O governo fez ampliação de leitos, tomou medidas recomendadas pela OMS para garantir o distanciamento social, o governador tem feito um trabalho pela luta para trazer mais vacinas para o Brasil. Se ampliaram leitos de UTI, clínicos e de estabilização. Foi feita parceria com a iniciativa privada. Considero que não houve omissão, mas pelo contrário, muito esforço para evitar que muitas vidas se percam”, disse.