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O futuro para quem nascerá em 2018

As crianças que nasceram no início dos anos 90, cresceram já na era dos computadores pessoais e não sabem como era o mundo sem a dependência desse maravilhoso mundo virtual. Os que nasceram uma década depois, foram educadas e frequentaram a escola com a possibilidade de não recorrer à biblioteca para consultar um livro… existia a Internet… e tudo está ainda mais diferente porque os smartphones trazem tudo isso no bolso. Como será daqui em diante com o mundo da tecnologia a absorver tudo e todos? O que é que as crianças nascidas em 2018 vão tomar como garantia? 

O fim do dinheiro físico

Vários nomes ligados à tecnologia, nomeadamente Tim Cook, sucessor de Steve Jobs e atual CEO da Apple, já manifestaram o desejo de um mundo em que as pessoas não tivessem que lidar com notas e moedas. E provavelmente, quando uma criança nascida este ano chegar à adolescência não terá que andar com dinheiro físico.

Com o aparecimento da tecnologia NFC, Blockchain e criptomoedas, andar com dinheiro físico deverá vir a ser coisa do passado. Para além disso, formas de pagamento como o Apple Pay estão a ganhar cada vez mais força. Será que andar com carteira vai ser necessário?

Barreiras linguísticas serão ultrapassadas com tecnologia…

Saber falar uma segunda língua com alguma fluência é cada vez mais importante. À medida que a globalização junta várias culturas e pessoas de vários países, é necessário assegurar que toda a gente se entende e é capaz de comunicar. Daqui a cerca de 18 anos, quando uma criança de 2018 terminar o seu percurso escolar, talvez já seja possível ou até mesmo vulgar trabalhar noutro país e vir a casa dormir todos os dias.

Elon Musk, por exemplo, quer montar uma rede de transporte utilizando o seu foguetão BFR para ligar qualquer grande cidade do mundo em menos de 1 hora. Atualmente, existe gente que faz mais do que isso todos os dias para ir para o trabalho. Assim, saber comunicar com toda a gente será extremamente importante.

Para além disso, a tecnologia está cá para nos auxiliar. Empresas como a Google, já estão a trabalhar em tecnologia de tradução universal portátil e muito avançada. Com isso, as maiores barreiras linguísticas estarão ultrapassadas e talvez sejamos capazes de viver num mundo verdadeiramente globalizado.

Morrer antes dos 100 anos?

Atualmente, vemos e até conhecemos pessoas com mais de 80 anos de idade. E a cada ano que passa esta situação torna-se cada vez mais vulgar. Graças aos avanços científicos e tecnológicos, estão constantemente a ser criados novos medicamentos e inventados novos dispositivos que nos fazem ver e viver de outra forma a velhice e até a doença.

Cada vez são menos as doenças sem cura ou em que não é possível atrasar o seu desenvolvimento. Apesar de ninguém estar livre de viver uma situação verdadeiramente difícil devido a uma doença, hoje já podemos confiar na medicina e na ciência para nos ajudar a ultrapassar certas adversidades.

Por exemplo, com a promessa de órgãos impressos em 3D existem imensas formas de prolongar a esperança média de vida. Assim, com o ritmo de progresso acelerado a que temos assistido, espera-se que as crianças nascidas em 2018 vivam significativamente mais tempo do que os adultos de hoje. Mas viver para lá dos 100 anos será normal?

O significado de privacidade

Desde o aparecimento da Web que o significado da palavra privacidade mudou drasticamente. Atualmente, grande parte das pessoas está disposta a fornecer dados pessoais, incluindo histórico de pesquisa e localização, em troca de uma vida mais fluída e em que tudo é instantâneo e não envolva muito tempo de espera.

Não restam dúvidas de que as empresas que controlam os serviços que atualmente todos utilizamos sabem detalhes das nossas vidas que nem nós próprios conseguimos imaginar. Com o desenvolvimento de Inteligência Artificial é possível cruzar informação e obter perfis com informação detalhada acerca de toda a gente.

Por exemplo, já existe software que permite determinar a orientação sexual de uma pessoa simplesmente analisando uma foto do rosto. Este é, sem dúvida, um dos fatores negativos da Era da informação em que hoje vivemos.

Por volta do ano 2036 espera-se que equipamentos instalados nas cidades inteligentes sejam capazes de analisar todos os movimentos das pessoas. Será que não estamos a ver o que a tecnologia está a fazer à nossa privacidade e como tal irá afetar o futuro dos adultos de amanhã?