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Goleado por 5 a 1, novo técnico do Timon cobra elenco: "só trabalho com jogador que queira"

Foto: Fábio Lima/Cidadeverde.com

- Eu, com 14 anos de treinador no Brasil, e mais alguns em Portugal, senti vergonha do primeiro tempo que o meu time fez. 

Contratado para afastar o Esporte Clube Timon do risco de rebaixamento, o treinador português Luís Miguel viu seu time sofrer 4 gols do River apenas na etapa inicial da partida, na quarta-feira (12). O placar final foi 5 a 1. 

É a primeira vez que Luís Miguel vem ao Campeonato Piauiense com missão parecida. Nos trabalhos anteriores, 4 de Julho e Parnahyba não corriam tal risco. 

Além do risco de queda, o português encontrou um time com problemas fora de campo. O próprio Luís Miguel admitiu que os salários de janeiro foram pagos no dia da partida - e disse o atraso não é tão grande. 

O treinador diz que a diretoria tem se esforçado para resolver pendências do lanterna da competição - o Timon conquistou 1 ponto em 5 jogos. Mas Luís Miguel acredita que o time também precisa responder dentro de campo. 

- Eles só têm que entender uma coisa: eles estão empregados. Para cada lugar d'um que tá aqui empregado, tem 20 desempregados. Se eles quiserem continuar empregados, eles têm que mudar. Se eles não quiserem sair empregados, eles vão sair do grupo, porque eu só trabalho com jogador que queira. Eu prefiro ficar com 11 jogadores que queiram do que 30 que não querem ou começam a criar tumulto. 

O Timon ainda tem seis inscrições para fazer no Campeonato Piauiense. Luís Miguel quer reforços para ontem. De preferência, que todos possam estrear na segunda-feira (17), contra o Piauí, no Lindolfo Monteiro.