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Monitoramento por GPS e termografia ajudam River a reduzir desgaste de atletas

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O River Atlético Clube firmou parceria com o Departamento de Fisiologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), para aprimorar a análise de desempenho de seus jogadores. 

Os atletas começaram a ser monitorados por GPS no jogo com o América (RN), no dia 9 de fevereiro. Os aparelhos também são usados nos treinos e tem dado informações para a comissão técnica reduzir o desgaste da maratona de jogos do início desta temporada. 

Marcelo Vilar é um entusiasta da novidade. Antes de começar o treino de segunda-feira (17), o técnico fez questão de acompanhar os jornalistas até o campo de treino e apresentar os equipamentos que estão sendo utilizados. 

- A intenção nossa é exatamente fazer o que todos os times fazem, que é ter uma fisiologia adequada para isso. (...) Isso nos dá uma radiografia muito boa de como atleta se comportou e aonde ele pode chegar. 

Além do GPS, o River passou a fazer o exame de termografia após os jogos. O teste verifica a musculatura do jogador, podendo determinar se ele precisa de um descanso maior. O clube receberá nos próximos dias uma plataforma de saltos, para complementar a avaliação fisiológica. 

Victor Geovani, novo fisiologista do River, é mestrando da UFMA. Ele recebe os dados dos atletas em tempo real e repassa as informações para os demais integrantes da comissão técnica. 

- Através do GPS a gente consegue monitorar tanto em treino como em jogos a distância percorrida, a quantidade de sprints que o atleta dá, a velocidade média que o atleta tá percorrendo, como também os dados cardíacos deles. 

Com o desgaste dos jogadores em meio ao Campeonato Piauiense, Copa do Nordeste e Copa do Brasil, Victor passou a ser um nome tão importante na comissão técnica a ponto de Marcelo Vilar seguir todas as suas orientações. Se o fisiologista diz que um atleta correu 4 quilômetros e precisa parar, o treinador o tira do treino. 

Na primeira avaliação, os números obtidos pelo fisiologista foram reveladores sobre a condição do time. 

- Contra o América de Natal, a média de distância percorrida foi em torno de 10,5 quilômetros. Hoje, um time de Série A, costuma correr em média de 10 a 12 quilômetros por jogo.

A parceria com a UFMA deve ser apenas o ponta pé. Marcelo Vilar quer convencer a diretoria tricolor a investir no novo departamento e acredita que ele pode ser um diferencial na busca pelo acesso para a Série C do Brasileirão. O problema inicial é dinheiro. O treinador estima que o River teria de investir R$ 100 mil para montar uma estrutura própria que atenda o time profissional a contento.