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Cinema Na Esportiva: Pelé é astro e ator


Fuga para a Vitória
(Victory ou "Escape to Victory", de John Huston, EUA, 1981, 110min) 

O filme é ligeiramente divertido. Tudo bem, é ruim mesmo, mas vale ver o trabalho do Pelé "coreógrafo". Sim, as jogadas do filme foram ensaiadas por ele. Agora difícil é imaginar que tal história foi inspirada no drama dos jogadores do Dynamo de Kiev, da Ucrânia, que nos anos 40 venceram os jogos contra soldados nazistas, para depois serem mandados a campos de concentração e mortos. O diretor inverteu a história, e transformou a partida de presos de guerra das forças aliadas contra a seleção nazista em uma tentativa de fuga.

Esquece. Pula essa parte.

Pelé vira um militar de Trinidad que aprendeu a jogar futebol usando laranjas. Mas ele é coadjuvante. De luxo, mas coadjuvante. O herói da história é o Sylvester Stallone. Enquato o Rei do Futebol foi escalado para fazer um gol de bicicleta, o lance decisivo foi a defesa de um goleiro norte-americano, que até o primeiro tempo havia sofrido quatro gols e pedia dicas de como jogar futebol.

Gol de bicicleta depois de um cruzamento do inglês Bobby Moore, já pensou? O técnico era Michael Caine, famoso pela atuação em Vestida para Matar, de Brian de Palma. Mas o time das forças aliadas que lutaria - sim, o jogo no filme é pura pancadaria dos vilões alemães - ainda tinha outros nomes do futebol de vários países: o argentino Osvaldo Ardiles, o polonês Kazimierz Deyna (ouro e artilheiro em Munique 1972), e outros. E se Pelé era coadjuvante de Stallone, os demais entraram para completar o time. 

 

Ignore a atuação de Stallone e algumas coisas que parecem não ter sentido, em especial o início com uma morte seguida da música triunfal que é tema do filme. Cenas nos campos de concentração onde os jogadores presos treinam, e a partida no estádio francês Colombes são o motivo para quem gosta de esporte acompanhar essa história.